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Claro como a água

Claro como a água

28
Ago18

OPINIÃO | Stalker

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Título: Stalker
Autor: Lars Kepler
Ano da publicação: 2016
Editora: Porto Editora

 

Stalker foi o meu regresso aos thrillers/policias e não podia ter corrido melhor! São cerca de 600 páginas de puro suspense e o final é simplesmente arrebatador.

 

Este é o quinto livro da série Joona Linna, o ex-comissário da Polícia e protagonista da série, e o quarto que leio. Os dois primeiros livros O Hipnotista e O Executor li por ordem, depois li O Homem de Areia, o quarto volume, e agora Stalker, falta-me o terceiro volume, A Vidente. Não é essencial ler os livros pela ordem de publicação, no entanto poderão não compreender alguns detalhes, principalmente se estiverem relacionados com a vivência e o passado das personagens.

 

Tenho gostado de todos os livros da dupla sueca Lars Kepler mas Stalker é sem dúvida o melhor de todos!

Neste volume o assassino observa as vítimas que se encontram descontraídas e sozinhas nas suas próprias casas, filma-as antes de as matar e coloca os vídeos no Youtube. É também neste volume que regressa uma das personagens que conhecemos n'O Hipnotista (que, ainda não disse, é provavelmente o segundo melhor volume, para mim).

 

A tensão ao longo da história é constante e a linha que separa a ficção da realidade tão ténue que cheguei a recear ler o livro à noite quando estava sozinha em casa, tal era o medo que começava a propagar-se na minha cabeça. 

Este volume, à semelhança dos restantes da série, tem bastantes páginas, no entanto os capítulos curtos e a curiosidade em conhecer o desfecho da história incentivam uma leitura ávida.

 

Há muito tempo que não lia um livro deste género e não poderia ter desejado um regresso mais feliz 

 

Classificação no Goodreads: 5/5

06
Mai17

OPINIÃO | Anúncio de um Crime

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Tí­tulo: Anúncio de um Crime

Autor: Agatha Christie

Ano da primeira publicação: 1950

Editora: Edições ASA

 

Quinto livro de Agatha Christie lido, primeiro com a personagem Miss Marple.

Em Anúncio de um Crime, Agatha Christie cria, uma vez mais, um enredo fantástico, envolto em mistério e onde o suspense está presente do início ao fim. A particularidade deste caso, e que o diferencia dos demais, é que o crime é previamente anunciado no jornal local através da seguinte publicação:

Anuncia-se um assassinato, a ter lugar em Little Paddocks, sexta-feira 29 de Outubro, pelas 18h30. Amigos, aceitem este convite, será único.

A curiosidade dos habitantes locais leva-os a aceitar o convite e a comparecer em casa da anfitriã do evento: Letitia Blacklock. É então que o inesperado acontece...

 

A estrutura do livro é a habitual, primeiro apresenta-nos uma infinidade de personagens, ocorre um crime, somos levados a duvidar de todas as personagens, desenvolvemos uma ou mais teorias, questionamos essas teorias e por fim, Agatha Christie explica, através da perspectiva de Miss Marple, como tudo aconteceu. O que mais me fascina nos livros de Agatha Christie são os enredos complexos, criados de forma a que o leitor dificilmente consiga antever como tudo terminará.

 

Este meu primeiro contacto com Miss Jane Marple, uma velhinha com ar frágil, que faz muitas perguntas e é bastante perspicaz, foi surpreendentemente agradável e deixou-me com vontade de ler outros livros com esta personagem.

 

Ler Agatha Christie é sempre uma lufada de ar fresco e, embora policiais não sejam bem a minha praia, arrisco escrever que nunca me vou fartar destas tramas geniais.

 

Classificação no Goodreads: 4/5

31
Out16

OPINIÃO | A Casa Torta

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 Título: A Casa Torta

Autor: Agatha Christie

Ano da primeira publicação: 1949

Editora: ASA

 

Após várias tentativas mal sucedidas, lá consegui acertar no livro que me ajudaria a sair do poço da depressão literária. Agatha Christie levou-me a conhecer a "casa torta" através de um enredo soberbo difícil de igualar, e isso foi o ideal para me trazer de volta ao mundo imaginário da ficção literária.

 

Este é o quarto livro da autora que tenho o prazer de ler e que se tornou um dos meus preferidos, a par de As Dez Figuras Negras. Também nesta aventura o assassino só é descoberto (e de forma surpreendente) nas últimas páginas, mantendo o suspense e a dúvida até ao final.

 

A Casa Torta é o primeiro livro que leio sem a personagem Poirot, o papel de detective improvisado cabe a Charles Hayward, personagem que não volta a figurar em nenhuma outra obra da autora, aquando da morte do velho milionário e patriarca da família Leonides. Charles é para além de detective, o narrador desta trama e guia turístico pela casa "torta", casa essa onde habita a família Leonides.

 

A escrita de Agatha Christie é detalhada e muito cuidada, como já tive oportunidade de escrever em outras opiniões, proporcionando uma leitura fluida e quase sempre voraz. 

 

Agatha Christie continua a encantar-me (e quase sempre a surpreender-me), já vos disse que quero ler grande parte das obras da autora, principalmente agora que a reconheço como salvadora das minhas crises literárias. Conto ler O Natal de Poirot algures em Dezembro (se bem que já se vê pinheiros e enfeites de Natal em várias lojas), tenho também Anúncio de um Crime e O Enigma das Cartas Anónimas a aguardar na estante, já leram algum destes três?

 

Classificação no Goodreads: 5/5

17
Ago16

OPINIÃO | O Assassinato de Roger Ackroyd

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Título: O Assassinato de Roger Ackroyd

Autor: Agatha Christie

Ano da primeira publicação: 1926

Editora: Asa

 

Os ingredientes comuns a (quase) todos os livros de Agatha Christie, e que explicam o seu sucesso indubitável, são: uma cena do crime com uma ou mais mortes, um ou vários assassinos, todas as personagens são suspeitas, um detective brilhante para resolver o caso e uma explicação lógica e inesperada. O Assassinato de Roger Ackroyd revelou-se a excepção, pelo menos para mim.

 

Raramente, muito raramente, descubro quem é o assassino, mas desta vez descobri e logo nas primeiras páginas. Não foi nada bonito mas não foi o suficiente para desmoralizar, isso só aconteceu quando comecei a ficar confusa com as personagens. Faltou caracterização. Não sei se foi por neste caso o narrador ser uma das personagens do enredo e apenas nos ser dada a conhecer a sua perspectiva, sei é que não teve a mesma piada.

 

Continuo fã da forma como a autora constrói estes enredos cheios de detalhe e suspense, as células cinzentas de Hercule Poirot continuam a fascinar-me embora esteja a começar a embirrar com alguns dos seus comportamentos.

 

Não digo que esta obra seja má, acho é que Agatha Christie tem outras obras melhor conseguidas. Apesar de este ser um dos seus favoritos, com tantas obras publicadas este não será uma das minhas recomendações.

 

Classificação no Goodreads: 3/5

26
Jul16

OPINIÃO | A Viúva

A Viúva

 

 Título: A Viúva

Autor: Fiona Barton

Ano da publicação: 2016

Editora: Planeta Editora

 

A Viúva é um dos mais recentes thrillers psicológicos que podemos encontrar na secção das novidades em qualquer livraria portuguesa. Há muito que deixei de comprar novidades literárias e de ler best-sellers por excelência, este foi-me gentilmente emprestado (e muito recomendado) pela Sandra (a mesma amiga que me emprestou o Viver Depois de Ti). A Sandra deixou-se contagiar pelo bichinho da leitura e agora também ela me recomenda livros.

 

A autora deste thirller é Fiona Barton, uma jornalista que lidou de perto com casos muito mediáticos, nomeadamente com o caso do desaparecimento de Madeleine McCann. Daí advêm a forma como a autora explora o caso do desaparecimento de uma criança e também o foco na relação entre os protagonistas do caso e os jornalistas.

 

Achei o livro confuso pela forma como está estruturado, vários narradores-protagonistas, várias transições no tempo, este sentimento de confusão esteve presente ao longo da leitura, tendo no entanto esmorecido com o virar das páginas. A autora apresenta-nos várias percepções do mesmo acontecimento segundo diferentes personagens, no entanto a forma como o faz é bastante clara e acabou por ser uma das características de que mais gostei.

 

Outro ponto positivo nesta obra é o suspense. A autora consegue deixar o leitor em estado alerta e a duvidar de todos os intervenientes. Apenas no final tudo faz sentido, e quando digo final é mesmo algures nas últimas 5 páginas. 

 

A escrita é simples e de fácil compreensão mas há algo nela que me deixou reticente e não permitiu que o livro me absorvesse realmente. Um livro que esperaria ler em 2 ou 3 dias, levou 6 dias para ser lido, precisamente por não sentir aquela necessidade de saber como termina a história, isso apenas aconteceu no último quarto do livro. Isto pode não fazer sentido nenhum, na minha cabeça não faz muito, como é que uma história tão interessante e misteriosa pode não cativar o leitor por ter uma escrita aborrecida? É que a história tem tudo para deixar o leitor preso ao livro.

 

Esta obra tem sido referenciada aos leitores de A Rapariga no Comboio e Em Parte Incerta, quanto a mim qualquer um destes dois livros é superior a este. A Viúva revelou-se uma leitura interessante, pela história e não pela escrita, ideal para quem procura uma leitura leve.

 

Classificação no Goodreads: 3/5 

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