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Claro como a água

27.12.17

CITAÇÃO | Sobre a cor das estrelas

Rita
- Gostas de estrelas? - Gosto bué, tio Rui. Brilham sem gastar a pilha. Só nunca consegui entender a cor delas. - As estrelas não têm cor, são como as pessoas. - Eu pensei que a cor das pessoas ficava na pele delas. - Não. A cor das pessoas fica nos olhos de quem as olha...   em A Bicicleta que tinha bigodes de Ondjaki
01.09.17

Um Verão inteiro

Rita
Nunca tinha estado sem escrever por um período tão longo e por isso agradeço aos resistentes pelas mensagens de motivação.   Já perdi a conta ao número de vezes que vos falei sobre a necessidade que tenho de quebrar a rotina para não deixar que pequenos prazeres, como escrever no blog ou ler um livro, se transformem em obrigações. Tal como já dizia o Padre António Vieira, "Não há coisa tão preciosa, e tão útil, que continuada não enfade". A solução para esta espécie (...)
06.04.17

OPINIÃO | AvóDezanove e o Segredo do Soviético

Rita
   Título: AvóDezanove e o Segredo do Soviético Autor: Ondjaki Ano da primeira publicação: 2008 Editora: Editorial Caminho   Já várias vezes falei das obras de Ondjaki, das personagens que lá vivem, da forma como o autor retrata a infância, do modo inexplicável e inconfundível de descrever sensações (gosto particularmente das referências ao olfacto). O autor consegue descrever a saudade e as despedidas com uma sensibilidade extrema, mas de uma forma doce que faz (...)
20.07.16

CITAÇÃO | Ondjaki e as despedidas

Rita
Eu acho que nunca cheguei a dizer a ninguém, talvez só mesmo à Romina, mas na minha cabeça eu sempre escondia este pensamento: as despedidas têm cheiro. E não é cheiro bom tipo chá-de-caxinde, ou as plantas a darem ares duma primeira respiração na frescura da manhã, entre silêncios e cacimbos molhados. Não. Despedida tem cheiro de amizade cinzenta. Nem sei bem o que isso é, nem quero saber. Não gosto mesmo de despedidas.   em Os Da Minha Rua de Ondjaki