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Claro como a água

Claro como a água

04
Abr18

Devaneio sobre o tempo passado a ler

Girl Reading.jpg

 

Imagem vista aqui

 

 

É de conhecimento comum, até das pessoas com quem diariamente me cruzo mas nunca troquei uma palavra, que adoro ler! Por já ter ouvido diversos comentários do tipo: "não sei como é que às 2h da manhã tens vontade de ler", "não sei como é que lês taaaanto", "aiii tantos livros que tens, já leste isso tudo?" e outras variações, dei por mim a interrogar-me relativamente ao tempo que efetivamente passo a ler, será assim tanto?

 

Sendo eu uma rapariga de números dificilmente resisto a indicadores estatísticos, e rapidamente recolhi os dados disponíveis no Goodreads, concretamente os registos das minhas leituras desde 1 de janeiro de 2014 até à presente data. Com simples manipulações e um método nada científico, nem tão pouco rigoroso, obtive várias conclusões engraçadas.

 

Desde 2014 li 247 livros, um total de 72 836 páginas. Assumindo que não leio nem mais depressa nem mais devagar do que o leitor comum que lê uma página por minuto, equivale a cerca de 1 214 horas a ler, 50 dias a desfrutar do prazer de ler!

 

Ora, com 72 836 minutos de leitura poderia ter assistido a 809 jogos de futebol (apenas ao tempo regulamentar), poderia ter percorrido a pé cerca de 6 070 km, tendo como referência que o ser humano percorre 5 quilómetros numa hora, poderia ter assistido a 560 filmes, assumindo que um filme dura em média 130 minutos, ou 373 vezes o Titanic se assim o desejasse. Poderia ter escolhido fazer muitas outras coisas, mas sabem que mais? Não creio que pudesse ter encontrado forma mais gratificante de passar estas 1 214 horas.

 

Mudando ligeiramente de perspetiva: apenas cerca de 3,3% do meu tempo foi passado a ler, enquanto um fumador perde em média cerca de 9,5% do seu tempo a fumar.

 

E é assim que concluo que o tempo que passo a ler não é assim tanto. É tudo uma questão de perspetiva, aqui fica a minha preferida pelas palavras de Daniel Pennac:

 

A vida é um perpétuo entrave à leitura. (...) O tempo para ler é sempre um tempo roubado. (Como aliás o tempo para escrever, ou para amar).
Roubado a quê? Digamos que ao dever de viver (...) Tanto o tempo para ler como o tempo para amar dilatam o tempo de viver. (...) Nunca tive tempo para ler, mas nada, nunca, me impediu de acabar um romance de que gostava. A leitura não resulta da organização do tempo social, ela é como o amor, uma maneira de ser.

em Como um Romance de Daniel Pennac

 

17
Jan18

O meu Kobo

ebook.jpg

 

Há cerca de dois anos partilhei convosco como me rendi ao eReader aqui. Desde então a minha opinião não mudou, continuo a gostar bastante de ler no meu Kobo, no entanto descobri que os meus hábitos de leitura são cíclicos: se há períodos em que só leio no Kobo, também passo algum tempo sem lhe pegar lendo apenas em papel. Nas últimas semanas tenho encontrado o equilíbrio entre os dois formatos.

 

Comprei o meu Kobo em outubro de 2014, e nele já li 67 livros. De tempos em tempos gosto de percorrer a minha lista de livros por ler e alimentar o meu Kobo com alguns desses desejos. Neste momento estou a terminar a leitura da versão inglesa do livro Extremamente Alto e Incrivelmente Perto de Jonathan Safran Foer: 

CR.jpg

 

Tenho ainda 8 livros disponíveis na minha estante digital:

Books on kobo.png

Destes 8 livros apenas O Ano da Morte de Ricardo Reis de José Saramago é em português, os restantes comprei em inglês, principalmente por ser muuuiiito mais barato. Uma das vantagens de ler em formato digital, para além da que todos conhecem relativamente ao preço dos ebooks, é a maior acessibilidade e oferta de livros em formato digital.

Sei que a maioria dos leitores só gosta de ler em papel, há até quem seja avesso à leitura digital. Quanto a mim, acho que um equilíbrio é o ideal, ambos os formatos têm vantagens e desvantagens há que escolher o melhor para cada ocasião.

08
Set17

As 10 melhores sensações livrólicas que já experimentei

 

Leitores. Há de todos os tipos: quem goste de cheirar e acariciar os livros, quem os rabisque e dobre páginas, quem não se importe se a capa é bonita ou se o livro está intacto.

Há um par de dias, vi um senhor no metro a ler um dos livros mais marcantes que já li. Se tivesse tolerado o impulso teria ido cumprimentar o senhor e ter-lhe-ia perguntado se estava a gostar do livro. Felizmente a minha sensatez ainda consegue controlar grande parte dos meus atos...

Foi essa cena no metro que despoletou uma auto-reflexão sobre a relação com os livros. Se tivesse de escolher uma palavra para tentar caracterizar esta minha relação com os livros seria um nome: SENSAÇÕES.

Quando tento enumerar algumas das melhores sensações livrólicas que já experimentei, o resultado é este: 

 

Sensação 1: Abstrair-me totalmente do mundo enquanto estou a ler, a ponto de ter de levantar os olhos do livro para perceber onde estou.

 

Sensação 2: Quando alguém me pergunta com ar surpreso: "Como é que sabes isso?" e eu respondo "Li num livro".

 

Sensação 3: "Espiar" alguém que está a ler um livro em público.

 

Sensação 4: Quando um amigo percebe que não consegue recomendar-me um livro porque já li bastantes.

 

Sensação 5: Entrar numa biblioteca e passar a mão pelas lombadas dos livros.

 

Sensação 6: Todas as sensações fantásticas ao admirar as marcas de um livro em segunda-mão.

 

Sensação 7: Identificar-me com uma personagem literária.

 

Sensação 8: Quando oiço: "Adorei o livro que me recomendaste".

 

Sensação 9: A empatia ao ver um desconhecido ler um livro de que gosto.

 

Sensação 10: Ir a feiras de livros, nem que seja porque tudo o que vejo no horizonte são livros, livros e mais livros.

 

Mais alguém com sensações livrólicas por aí?

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