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Claro como a água

Claro como a água

11
Out16

OPINIÃO | Uma Dor Tão Desigual

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Título: Uma Dor Tão Desigual

Autor: Vários

Ano de publicação: 2016

Editora: Teorema 

 

Oito autores portugueses aceitaram o desafio de explorar as fronteiras múltiplas e ténues que definem a saúde psicológica, através de oito contos de estilos muito diferentes mas igualmente originais:

Síndrome de Diógenes de Afonso Cruz
A Outra Metade de Dulce Maria Cardoso 
Josef de Gonçalo M. Tavares 
Jaca de Joel Neto 
Chameada de Pássaros de Maria Teresa Horta
Jogo Honesto de Nuno Camarneiro
Da Impossibilidade de ser Livre de Patrícia Reis
Ela só tinha uma oportunidade de Richard Zimler

 

A temática por si só já seria suficiente para me seduzir mas aliada a um leque de fantásticos escritores, tornou-se irresistível!

Qualquer um dos contos é uma viagem alucinante e profunda ao mundo da psicologia, que nos leva a questionar a racionalidade do comportamento humano. Duas semanas após ter terminado a leitura ainda recordo os contos que mais me marcaram. A grande surpresa foi Gonçalo M. Tavares que conseguiu (finalmente) agradar-me, a sua personagem/conto "Josef" foi até um dos que mais gostei. Nuno Camarneiro e Richard Zimler foram duas estreias e igualmente surpreendentes, fica a certeza que irei explorar as suas obras.

 

Uma Dor Tão Desigual é o livro ideal para fugir à rotina, com uma premissa promissora e muito bem escrito, não há como não deliciar qualquer o leitor.

Classificação no Goodreads: 4/5

15
Jun16

OPINIÃO | O Banqueiro Anarquista e Outros Contos Filosóficos

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Título: O Banqueiro Anarquista e Outros Contos Filosóficos

Autor: Fernando Pessoa

Ano de publicação: 2014

Editora: Luso Livros

 

Esta obra é composta por vários contos da autoria de Fernando Pessoa, o conto principal O Banqueiro Anarquista ocupa cerca de metade do livro, seguindo-se outros contos filosóficos: Na Farmácia do EvaristoNo Jardim de Epíteto, Um grande português, A Pintura do Automóvel, Na Floresta do Alheamento e A Hora do Diabo.

 

Estes contos foram encontrados na casa de Fernando Pessoa alguns dias após a sua morte, em Dezembro de 1935, juntamente com outros trabalhos: poemas, diários, peças e projectos literários inacabados. Desta descoberta já foram publicados vários trabalhos sendo O Livro do Desassossego o mais conhecido e o mais importante.

 

O conto O Banqueiro Anarquista é destacado no título do livro por ser o conto mais extenso e de maior relevância desta compilação de contos. Como pode um Banqueiro, o símbolo do capitalismo, ser um anarquista? Não é nenhum trocadilho, a genialidade de Pessoa consegue justificar esta aparente contradição através de uma cuidada e profunda fundamentação. Concordando ou não com a tese de Pessoa, há que reconhecer que esta obra transforma qualquer leitor num filósofo, quanto mais não seja por nos fazer pensar. Este banqueiro, revoltado com as desigualdades sociais, diz-nos que "a liberdade para todos só pode vir com a destruição das ficções sociais". As ideias deste banqueiro para conseguir "libertar-se da sociedade" são no mínimo originais, mas de Pessoa não se espera menos do que a genialidade.

 

Os restantes contos são bastante curtos, Pessoa oferece-nos de tudo um pouco: contos filosóficos, políticos, alguns cómicos e até um monólogo. Gostei bastante d' O Banqueiro Anarquista, é talvez o meu preferido dos contos aqui apresentados. Outro de que gostei bastante foi o conto Na Floresta do Alheamento, um monólogo existencial sobre a sensação e a razão, protagonizado por um homem que se vê perdido numa floresta.

 

Fica a dica para os interessados, podem descarregar a versão digital desta e de outras obras portuguesas em https://www.luso-livros.net/ (é legal e gratuito). Já não há desculpa para não ler os clássicos portugueses.

 

Classificação no Goodreads: 3/5 

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