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Claro como a água

Claro como a água

15
Jan18

Também perdem conta ao número de livros que estão a ler?

books.jpg

Começo a ler um livro, um calhamaço daqueles que não dá para ler nos transportes, escolho lê-lo só em casa e pego noutro para levar na mala. Leio os dois ao mesmo tempo, um bocadinho de um, mais umas páginas do outro. Olho para a estante, está ali um livro que comprei recentemente e que estou mortinha por ler, pego nele para ler só meia dúzia de palavras. Acabo por juntá-lo aos outros dois. Em circunstâncias muito particulares, por exemplo um autocarro sem luz que me leva a casa no final do dia de trabalho, tenho de ler no Kobo, escolho um romance fácil e um livro de não-ficção para desanuviar. Quando me dou conta já estou a ler cinco livros ao mesmo tempo e não sei para onde me virar...

11
Dez17

Visita à livraria

Se há momento em que me sinto radiante é ao entrar na livraria com (auto-)permissão para comprar livros. Os meus olhos percorrem as pilhas de livros, capas coloridas, resmas de folhas, pessoas com livros debaixo do braço, outros leitores ainda indecisos ou a explorar a oferta. 

 

Hoje durante a hora de almoço fui, como em tantas outras vezes, até à  Bertrand, desta feito com o objetivo de aproveitar o (pequeno) desconto de 20% que estão a oferecer hoje. Comprei dois livros que muito raramente têm desconto e que, sejamos sinceros, já me estavam a causar comichão tal era a enorme urgência que tenho em lê-los.

 

Adiante!

Mal entrei peguei nos livros e fui para a enooooorme fila junto à  caixa (alegra-me saber que há por aí muita gente a impingir livros no Natal). É por essa altura que começo a antecipar um par de minutos de euforia máxima.

Sempre que vou à Bertrand sinto que tenho um tratamento "especial", diferente da maioria dos clientes, mas é nesta Bertrand específica que essa diferença é mais evidente. Quando respondo que não à  pergunta do colaborador da loja "É para oferta?" cria-se um à vontade atípico que origina uma conversa de café do tipo:

 

Colaborador da Bertrand, com um mega sorriso enquanto segura um dos livros que vou levar:

- Este é muito bom. Muito bom mesmo!!

 

 

30
Nov17

Sobre os últimos 15 dias

Hey!.jpg

 

Os últimos 15 dias passaram a correr. Tenho estado bastante ocupada com o trabalho e outros afazeres o que resulta em pouco tempo disponível para ler e escrever opiniões. Ainda assim consegui terminar a leitura de Lincoln no Bardo de George Saunders e ler As Oito Montanhas de Paolo Cognetti. Espero conseguir escrever e publicar a minha opinião sobre estas duas leituras durante o fim-de-semana.

 

Entretanto comecei a ler o Jalan Jalan do Afonso Cruz, um formato algo diferente do habitual que exige uma leitura mais demorada. Coincidentemente peguei também n'O Caminho Imperfeito do José Luís Peixoto, sem me ter apercebido de quão próximos são os estilos destas duas obras. Ainda assim, duas obras de escritores tão peculiares e talentosos só podem ser um sucesso.

 

Ainda sobre livros e seus derivados, comprei uma capa para o telemóvel com uma citação maravilhosa e, diria, bastante evidente (ainda que até ao momento apenas o meu irmão tenha conseguido estabelecer a relação e todas as outras pessoas me tenham apelidado de croma):

 

s-l300.jpg

 Boas leituras!!

21
Set16

Alguma vez ficaram presos a um livro?

Visto aqui.

Já me aconteceu várias vezes mas nunca bateu tão forte como desta vez.

Bem vistas as coisas, já andava a sentir a ameaça desde meados de Agosto, creio que pela altura em que lia Pássaros Feridos, mas só há duas semanas a coisa piorou, quando reli A Sombra do Vento. Desde então falta-me a vontade, o ânimo e o interesse. Mas não na vida, não me falta vontade de viver nem o ânimo para me levantar da cama (por favor não me internem!), isso só acontece com os livros. 

 

Tenho lido alguns mas a um ritmo mais lento porque só leio quando me apetece realmente. Li Turismo para Cegos de Tércia Montenegro (2*), Gramática do Medo de Maria Manuel Viana (3*) e Patrícia Reis e A Morte de Ivan Ilitch de Tolstoy (4*). Não tenho tido vontade de escrever sobre eles.

 

Estou a meio de Se o Passado Não Tivesses Asas de Pepetela, é bom mas vou ter de deixá-lo de lado até voltar ao normal, conhecem a frase "o problema não é o livro, sou eu"? Pois, é isso.

Comecei ontem a ler o livro de contos Uma Dor Tão Desigual, acho que o Afonso Cruz me trouxe um bocadinho da vontade de volta e a Dulce Maria Cardoso também está a ajudar. Talvez a solução seja ler um bom livro, daqueles mesmo bons, cheguei a pensar em reler o Para Onde Vão os Guarda-chuvas, mas depois pensei que podia dar-se o oposto do esperado: sair de um livro para ficar presa ao outro.

 

Façam figas comigo para que isto não dure muito mais tempo, não gosto desta Rita, prefiro a outra mesmo que seja mais maluquinha e obcecada por livros, pelo menos é mais feliz.

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