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Claro como a água

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Seg | 29.02.16

OPINIÃO | O Monte dos Vendavais

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Título: O Monte dos Vendavais

Autor: Emily Brontë

Ano da primeira publicação: 1847

Editora: Civilização Editora

 

O Monte dos Vendavais é um daqueles livros obrigatórios que já andava para ler há muito muito tempo. Comprei a edição da coleção Novos Clássicos da Civilização Editora, muito bonitinha, com uma breve introdução à história, uma árvore genealógica da família Earnshaw e uma pequena biografia da autora.

 

Li este livro no âmbito do desafio Limpar a Estante, tinha expetativas bastante elevadas, muito devido às opiniões que li no goodreads, mas também por ter sido (de longe) o livro mais votado para o desafio.

 

Pois, não consigo esconder a minha desilusão. Demorei a entrar no ritmo, achei a escrita um pouco complicada e não consegui gostar das personagens. Não sei se foi apenas o facto de todas as personagens serem vis ou se foi por a autora não aprofundar as personalidades das personagens, creio que foi um misto dos dois.

 

A personagem de que mais gostei foi o Hareton, ainda que também ele tenha começado por ser bastante arrogante e desprezível, o amor de Cathy conseguiu moldá-lo e torná-lo numa pessoa amável e interessante. Não gostei nem um bocadinho de Catherine, aquela mulher consegue ser mais louca e egoísta do que o Heathcliff, acerca deste último prefiro nada dizer. Cheguei a gostar de Ellen Dean mas alguns comportamentos completamente inesperados e despropositados fizeram-na ser apenas mais uma no meio de tantos.

 

Apesar de não ter gostado das personagens, a verdade é que o romance entre Catherine e Heathcliff, aliado à escrita de Emily Brontë, tornaram a leitura suficientemente interessante (para não adormecer no autocarro e assim conseguir terminar a leitura) 

Não é a história arrebatadora que esperava que fosse, mas a escrita de Emily vale por muitos dos pontos negativos, e olhando para trás, considero que foi uma leitura agradável.

 

"Ele nunca há de saber como eu o amo, não porque seja elegante mas porque é mais eu que eu própria. Seja lá do que for de que as nossas almas sejam feitas, a minha é igual à dele..."

 

"Nunca mais lá voltarei, senão uma vez, e então deixar-me-ás e ficarei lá sozinha para sempre. Na próxima primavera desejarás novamente ter-me debaixo deste teto, e, olhando para o passado pensarás que eras feliz hoje."

 

Classificação no Goodreads: 3/5

 

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