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Claro como a água

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Seg | 20.04.20

OPINIÃO | Cem Anos de Solidão

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Título: Cem Anos de Solidão

Autor: Gabriel Garcia Márquez

Editora: Leya

Ano de publicação: 1967

 

Terminei a leitura de Cem Anos de Solidão do inigualável Gabriel Garcia Márquez como que de rastos, com a injusta sensação de que aquele último parágrafo vale pelo livro todo.

Há muito que andava para ler esta obra, tinha o livro na estante desde final de 2016, altura em que foi publicada esta edição no âmbito da Colecção: Essencial - Livros RTP. Não ter ainda lido Cem Anos de Solidão era uma das minhas vergonhas enquanto leitora. 

Se dúvidas tivesse relativamente ao que se ouve e lê por aí, confirmei que esta é efetivamente uma grande obra!

Tal como consta na sinopse, esta é "a fabulosa aventura da família Buendía-Iguarán com os seus milagres, fantasias, obsessões, tragédias, incestos, adultérios, rebeldias, descobertas e condenações" que é "a representação ao mesmo tempo do mito e da história, da tragédia e do amor do mundo inteiro".

 

Taciturno, silencioso, insensível ao novo sopro de vitalidade que estremeceu a casa, o coronel Aureliano Buendía quase conseguiu compreender que o segredo de uma boa velhice não é mais que um pacto honrado com a solidão.

 

A história tem como pano de fundo a povoação de Macondo, criada no início do século XIX por um povo que procurou refugiar-se do mundo, vivendo isolado, e como enredo uma família repleta de Arcadios, Aurelianos, Amarantas e Ursulas. Felizmente esta edição, tal como a maioria das edições, contem a árvore genealógica da família, recurso a que recorri vezes sem conta durante a leitura, e se por um lado foi essencial para que compreendesse mais facilmente os acontecimentos, por outro também dificultou o ritmo da leitura e deu-me alguns spoilers

Nenhuma das personagens criadas por Gabriel Garcia Márquez é banal. Cada uma das personagens vivia na solidão. Apesar de terem família, multidões em seu redor, estavam sozinhos com os seus pensamentos, sentimentos e motivações. Reconheço a capacidade imaginativa do Gabriel Garcia Márquez, pois um enredo desta complexidade e magnitude não é qualquer um que consegue construir. Por outro lado, tive dificuldade em criar empatia com as personagens, exceto com Úrsula. Sinto que isso foi um entrava à minha ligação a esta história.

Foi uma leitura fantástica, com alguns entraves à fluidez que poderão advir de toda a complexidade do enredo criado por Gabriel Garcia Márquez.

 

Classificação no Goodreads: 4/5

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