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Claro como a água

Claro como a água

Qua | 21.09.16

Alguma vez ficaram presos a um livro?

Visto aqui.

Já me aconteceu várias vezes mas nunca bateu tão forte como desta vez.

Bem vistas as coisas, já andava a sentir a ameaça desde meados de Agosto, creio que pela altura em que lia Pássaros Feridos, mas só há duas semanas a coisa piorou, quando reli A Sombra do Vento. Desde então falta-me a vontade, o ânimo e o interesse. Mas não na vida, não me falta vontade de viver nem o ânimo para me levantar da cama (por favor não me internem!), isso só acontece com os livros. 

 

Tenho lido alguns mas a um ritmo mais lento porque só leio quando me apetece realmente. Li Turismo para Cegos de Tércia Montenegro (2*), Gramática do Medo de Maria Manuel Viana (3*) e Patrícia Reis e A Morte de Ivan Ilitch de Tolstoy (4*). Não tenho tido vontade de escrever sobre eles.

 

Estou a meio de Se o Passado Não Tivesses Asas de Pepetela, é bom mas vou ter de deixá-lo de lado até voltar ao normal, conhecem a frase "o problema não é o livro, sou eu"? Pois, é isso.

Comecei ontem a ler o livro de contos Uma Dor Tão Desigual, acho que o Afonso Cruz me trouxe um bocadinho da vontade de volta e a Dulce Maria Cardoso também está a ajudar. Talvez a solução seja ler um bom livro, daqueles mesmo bons, cheguei a pensar em reler o Para Onde Vão os Guarda-chuvas, mas depois pensei que podia dar-se o oposto do esperado: sair de um livro para ficar presa ao outro.

 

Façam figas comigo para que isto não dure muito mais tempo, não gosto desta Rita, prefiro a outra mesmo que seja mais maluquinha e obcecada por livros, pelo menos é mais feliz.

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