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Claro como a água

Claro como a água

30
Nov17

Sobre os últimos 15 dias

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Os últimos 15 dias passaram a correr. Tenho estado bastante ocupada com o trabalho e outros afazeres o que resulta em pouco tempo disponível para ler e escrever opiniões. Ainda assim consegui terminar a leitura de Lincoln no Bardo de George Saunders e ler As Oito Montanhas de Paolo Cognetti. Espero conseguir escrever e publicar a minha opinião sobre estas duas leituras durante o fim-de-semana.

 

Entretanto comecei a ler o Jalan Jalan do Afonso Cruz, um formato algo diferente do habitual que exige uma leitura mais demorada. Coincidentemente peguei também n'O Caminho Imperfeito do José Luís Peixoto, sem me ter apercebido de quão próximos são os estilos destas duas obras. Ainda assim, duas obras de escritores tão peculiares e talentosos só podem ser um sucesso.

 

Ainda sobre livros e seus derivados, comprei uma capa para o telemóvel com uma citação maravilhosa e, diria, bastante evidente (ainda que até ao momento apenas o meu irmão tenha conseguido estabelecer a relação e todas as outras pessoas me tenham apelidado de croma):

 

s-l300.jpg

 Boas leituras!!

16
Nov17

OPINIÃO | A Estrada Subterrânea

A Estrada Subterrânea.jpg 

Tí­tulo: A Estrada Subterrânea

Autor:  Colson Whitehead

Ano da primeira publicação: 2017

Editora: Alfaguara Portugal

 

A Estrada Subterrânea é o romance de Colson Whitehead que arrecadou o Prémio Pulitzer para ficção (2017) tendo ainda estado na corrida para o Man Booker Prize (2017). As críticas são promissoras: "um romance poderoso", um "livro de aventuras que é também um livro de viagens", um "romance histórico com toques de fantasia e distopia" e uma "reflexão sobre a humanidade com toques de fábula". Por tudo isto, o romance será adaptado à televisão, numa série dirigida por Barry Jenkins, realizador de "Moonlight".

 

Tendo por base o cenário que descrevi no parágrafo acima, comprei o meu exemplar de A Estrada Subterrânea, tendo partido para a sua leitura com grandes expectativas!

 

Em jeito de enquadramento, a personagem principal do romance é Cora, uma escrava numa plantação de algodão no estado de Georgia. O romance relata a sua vivência numa altura em que Cora aceita o desafio de Caesar, um outro escravo recém-chegado à plantação, e os dois fogem pela "estrada subterrânea".

 

Ora bem, um tema sensível, alguma ação envolvida, uma personagem principal promissora. Mas a coisa não se deu como esperava, o tal romance poderoso revelou-se distante e muito impessoal, não senti qualquer empatia com nenhuma das personagens, nem mesmo com Cora, faltou-lhe personalidade. A forma como a narrativa está construida levou a que um tema tão perturbante e violento como a escravatura fosse relatado de forma demasiado ligeira.

 

Relativamente à escrita há que realçar que somos contemplados com algumas passagens interessantes. Se pudesse dividir o livro em partes diria que a primeira se lê muito bem, já a segunda começa a ficar um bocadinho aborrecida (mas talvez esta sensação derive da falta de empatia com as personagens?).

 

No fim o que ficou foi muito pouco. Dois dias volvidos e pouco me recordo acerca da história e das personagens. Ficou a indiferença.

 

Classificação no Goodreads: 2/5

14
Nov17

NOVIDADES | Afonso Cruz

 

Título: Jalan Jalan
Autor: Afonso Cruz
Editora: Companhia das Letras
Ano de publicação: 2017
Número de páginas: 656
 

 

Já está em pré-venda a mais recente obra do Afonso Cruz, um senhor que dispensa apresentações e cujas obras são de leitura obrigatória. O preço é bastante exorbitante, quando vi que estão a pedir €29,90 por ele iam-me caindo os olhos. Se aproveitarem os 20% de desconto da Fnac (apenas hoje) podem comprá-lo por €23,92, um pouco menos ainda que demasiado.

Este será o meu pecado do ano, mas não ter gasto dinheiro em livros nos últimos três meses aligeira um pouco a coisa.

 

Apesar da beleza da paisagem, dos campos de arroz, do verde omnipresente, dos templos hindus, dos macacos zangados, uma das melhores coisas que trouxe de Bali foi uma oferta do João, que me embrulhou e ofereceu uma palavra, talvez duas: Jalan significa rua em indonésio, disse-me. Também significa andar. Jalan jalan, a repetição da palavra, que muitas vezes forma o plural, significa, neste caso, passear. Passear é andar duas vezes. (…) Passear é o que fazemos para não chegar a um destino, não se mede pela distância nem pela técnica de colocar um pé à frente do outro, mas sim pelo modo como a paisagem nos comoveu ou como o voo de um pássaro nos tocou. É um pouco como a arte, tem o valor imenso de tudo aquilo que não tem valor nenhum. Pode não ter razão, destino, objetivo, utilidade, e é exatamente aí que reside a riqueza do passeio. Não existem profissionais do passeio. Chesterton, que era um grande apologista do amador, dizia que as melhores coisas da vida, bem como as mais importantes, não são profissionalizadas. O amor, quando é profissionalizado, torna-se prostituição.

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