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Claro como a água

Claro como a água

Seg | 03.10.16

Deixem a Elena Ferrante em paz

Podia ser o mote para criar um movimento salvem a Elena Ferrante e se assim fosse até já tínhamos a frase ideal "Deixem a Elena Ferrante em paz!", mas não vou tão longe assim.

 

Já perdi a conta aos artigos que li sobre a identidade de Elena Ferrante, este fim-de-semana deparei-me com um diferente de todos os outros, diferente porque desta vez afirmam ter descoberto a identidade da autora e a forma como o fizeram não foi nada bonita. Porque é que não deixam a senhora sossegadinha? Ela lá terá os seus motivos para ter publicado segundo um pseudónimo, e claramente não ser reconhecida é uma justificação comum a qualquer teoria. Ora se assim é, porque é que teimam em investigar a senhora? Pior ainda é quando chegam ao ponto de procurar declarações de impostos e até mesmo a recorrer aos registos de pagamentos da editora que publica os livros de Ferrante. Para quê tudo isto? 

 

Não entendo a motivação que move esta gente, muito menos o que os leva a querer desvendar este mistério. Gosto de descobrir um escritor através das suas palavras, das personagens que constrói e das suas histórias e adoro quando o autor se desdobra pelas páginas do livro. Para mim não há melhor do que isto.

 

Não me arrependo de meu anonimato. Descobrir a personalidade do escritor através das histórias que propõe, das suas personagens, dos objectos e paisagens que descreve, do tom da sua escrita, não é mais nem menos que um bom modo de ler.

Elena Ferrante ao jornal Corriere della Serra

Seg | 03.10.16

Pensamentos de quem está numa crise literária #2

If Reading Were An Olympic Sport | BOOK RIOTIf Reading Were An Olympic Sport - BOOK RIOT:

 

Imagem vista aqui.

Pensamento #1:

Li 3 páginas de Os Três Casamentos de Camila S. de Rosa Lobato de Faria e 5 páginas de Uma Menina Está Perdida no Seu Século à Procura do Pai de Gonçalo M. Tavares, mas não resultou. Entretanto já li 16 páginas de A Casa Torta de Agatha Christie, parece-me que este se está a destacar, pelo menos tem passeado na minha mala durante os últimos dias.

 

Pensamento #2:

A situação está um pouco menos caótica quando comparada com o cenário de há uma semana, altura que escrevia este post (ainda assim está longe de ser "normal").

 

Pensamento #3:

Foi hoje editado o novo livro de Valter Hugo Mãe, Homens Imprudentemente Poéticos. A probabilidade deste autor me cativar é elevadíssima, e facilmente se deduz que é bem possível que me retire desde buraco (e que me coloque noutro igualmente negro).

 

Pensamento #4:

Já tenho vontade de comprar (alguns) livros. Será boa ideia comprar este? Se não o ler brevemente o sentimento de culpa por acumular livros por ler na estante vai aumentar.

 

Pensamento #5:

Sinto-me ridícula ao expor estes pensamentos, devia era deixar-me de parvoíces e pegar num livro...

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