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Claro como a água

Claro como a água

Sex | 19.08.16

OPINIÃO | O Velho e o Mar

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Título: O Velho e o Mar

Autor: Ernest Hemingway

Ano da primeira publicação: 1952

Editora: Livros do Brasil 

 

O meu primeiro livro de Ernest Hemingway não foi nada do que esperava. Não tendo sido uma leitura espectacular foi uma experiência muito agradável e tocante. 

 

Neste romance, Hemingway retrata a aventura de um pescador numa das suas saídas para o mar. Santiago não é um pescador qualquer, já é velho, doente e está há quase três meses sem conseguir pescar um único peixe. É nestas condições e com esta personagem, que o autor constrói uma metáfora gigante sobre a capacidade do homem de encarar e superar os dramas e as adversidades da vida.

 

A escrita de Hemingway é cativante e de fácil compreensão. Esperava encontrar alguns "floreados" mas deparei-me precisamente com o contrário, uma simplicidade e coerência que inexplicavelmente nos transportam para aquele barco. 

 

O Velho e o Mar não me convenceu totalmente muito devido às personagens. É complicado valorizarmos uma obra destas quando as personagens não nos dizem muito e em certas alturas chegam a tornar-se irritantes. Foi isso que aconteceu comigo, talvez por valorizar em demasia a caracterização e construção das personagens.

 

Vou querer ler outras obras do autor, até para tornar a minha opinião mais clara. Hemingway é Prémio Nobel da Literatura e vencedor do Prémio Pulitzer precisamente com esta obra. Um clássico, poucas páginas e uma metáfora gigante, merece ser lido!

 

Classificação no Goodreads: 3/5

Sex | 19.08.16

Férias & Outras formas de ler

AVISO: Este post pode parecer nojento aos olhos de quem já gozou as férias de Verão

 

Após um Verão intenso e algumas lamurias por nunca mais chegar a minha vez, eis que estou a poucas horas de entrar de férias. Este ano vou experimentar as 3 semanas. Corro o risco de me esquecer de passwords, da localização do escritório e até do nome de alguns colegas, mas o importante é conseguir limpar o cérebro, descansar o corpo e divertir-me.

 

Se durante o resto do ano não faço planos de leitura, nas férias muito menos. Gostava de aproveitar para ler um dos calhamaços que tenho na estante, alguns contos do Chekhov, um romance de Camilo Castelo Branco e talvez despachar um dos encalhados da minha estante. Mas isto parecem-me livros a mais.

 

Tendencialmente leio menos quando estou de férias, tento fugir à rotina procurando fazer coisas diferentes, mas a verdade é que não deixo de levar um livro comigo sempre que saio de casa. Na tentativa de quebrar a rotina (a vários níveis) decidi que estas férias iria experimentar outras formas de ler e outros locais que não os habituais: transportes, cama e sofá. Estes são os objectivos:

 

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Divertido e diferente será de certeza, tal como será registar estes momentos, sim são necessárias fotografias para provar que sou suficientemente maluca para ler de pernas para o ar. Se conhecerem outros locais e/ou condições divertidas (e confortáveis) para ler, avisem.

 

Boas férias para quem partilha o meu entusiasmo, bom trabalho para os que ficam e boas leituras para todos 

Qua | 17.08.16

OPINIÃO | O Assassinato de Roger Ackroyd

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Título: O Assassinato de Roger Ackroyd

Autor: Agatha Christie

Ano da primeira publicação: 1926

Editora: Asa

 

Os ingredientes comuns a (quase) todos os livros de Agatha Christie, e que explicam o seu sucesso indubitável, são: uma cena do crime com uma ou mais mortes, um ou vários assassinos, todas as personagens são suspeitas, um detective brilhante para resolver o caso e uma explicação lógica e inesperada. O Assassinato de Roger Ackroyd revelou-se a excepção, pelo menos para mim.

 

Raramente, muito raramente, descubro quem é o assassino, mas desta vez descobri e logo nas primeiras páginas. Não foi nada bonito mas não foi o suficiente para desmoralizar, isso só aconteceu quando comecei a ficar confusa com as personagens. Faltou caracterização. Não sei se foi por neste caso o narrador ser uma das personagens do enredo e apenas nos ser dada a conhecer a sua perspectiva, sei é que não teve a mesma piada.

 

Continuo fã da forma como a autora constrói estes enredos cheios de detalhe e suspense, as células cinzentas de Hercule Poirot continuam a fascinar-me embora esteja a começar a embirrar com alguns dos seus comportamentos.

 

Não digo que esta obra seja má, acho é que Agatha Christie tem outras obras melhor conseguidas. Apesar de este ser um dos seus favoritos, com tantas obras publicadas este não será uma das minhas recomendações.

 

Classificação no Goodreads: 3/5

Ter | 16.08.16

O que pensam do "Top 10 de vendas de livros em Portugal"?

Eu não escrevo nem digo o que penso, para não parecer mal.

 

Top visto aqui:

1 - A Rapariga no Comboio de Paula Hawkins

2 - Viver Depois de Ti de Jojo Moyes

3 - Prometo Perder de Pedro Chagas Freitas

4 - Jogo da Felicidades de Bruna Lombardi

5 - O Pavilhão Púrpura de José Rodrigues dos Santos

6 - Agenda dos Educadores de Infância 2016/2017

7 - O Advogado Mafioso de John Grishman

8 - A Amiga Genial de Elena Ferrante

9 - A Mancha Humana de Philip Roth

10 - O Domador de Leões de Camilla Läckberg