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Claro como a água

Claro como a água

Sab | 09.04.16

DIVULGAÇÃO | Afonso Cruz

Vamos Comprar um Poeta

 

É já no dia 12 de Abril que chega às livrarias o mais recente do autor português Afonso Cruz, mais uma vez através da editora Caminho. Aqui fica a sinopse de Vamos Comprar um Poeta, digam lá se não parece ser mágico.

 

Numa sociedade imaginada, o materialismo controla todos os aspetos das vidas dos seus habitantes. Todas as pessoas têm números em vez de nomes, todos os alimentos são medidos com total exatidão e até os afetos são contabilizados ao grama. E, nesta sociedade, as famílias têm artistas em vez de animais de estimação.
A protagonista desta história escolheu ter um poeta e um poeta não sai caro nem suja muito – como acontece com os pintores ou os escultores – mas pode transformar muita coisa. A vida desta menina nunca mais será igual...
Uma história sobre a importância da Poesia, da Criatividade e da Cultura nas nossas vidas, celebrando a beleza das ideias e das ações desinteressadas.

Visto aqui.

 

Apesar de estar decidida a não comprar nenhum livro em Abril, sou capaz de abrir uma excepção para este, Afonso Cruz vale sempre a pena 

Sex | 08.04.16

OPINIÃO | Resta Um

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Título: Resta Um

Autor: Isabel Noronha

Ano de publicação: 2015

Editora: Companhia das Letras

 

Resta Um foi o meu primeiro livro de um autor brasileiro, neste caso de uma autora: Isabel Noronha. Quando optei por este livro, e após ter lido a sinopse, estava bastante curiosa mas algo reticente por ser um livro escrito em português do Brasil. Pois deixem que vos diga que a escrita não foi de todo um problema, a autora não faz uso do calão nem de regionalismos o que acaba por atenuar as diferenças entre o Português de Portugal e o Português do Brasil.

 

A escrita de Isabel Noronha é muito simples e directa, a história flui com facilidade. Para além disso a escritora não se alongou na história, são cerca de 250 páginas com capítulos curtos e sem passagens aborrecidas. Consegui ler este livro durante os voos Lisboa-Londres e Londres-Lisboa e sem necessitar de grande concentração.

 

A temática deste romance psicológico é um pouco pesada, existem duas narradoras, Lúcia, cuja filha Amélia desapareceu aos 12 anos, e Dona Esme, uma idosa que tem um jardim maravilhoso e que trata as suas plantas como se fossem suas filhas (até fala com elas e veste-as). Aparentemente não existe ligação entre estas duas personagens, percebe-se que as duas têm um comportamento estranho resultante de algum transtorno psicológico, mas nada para além disso.

 

 A autora apresenta-nos três momentos distintos da vida de Lúcia, narrados pela própria em capítulos alternados, construindo assim uma personagem bastante complexa e obcecada em encontrar a filha Amélia. Esta alternância entre o antes do desaparecimento de Amélia, o após o desaparecimento de Amélia e o presente foi muito bem conseguida por parte da autora e é a meu ver um dos pontos positivos do livro.

 

 

 

Qua | 06.04.16

OPINIÃO | Para a Minha Irmã

Para a Minha Irmã

 

Título: Para a Minha Irmã

Autor: Jodi Picoult

Ano da primeira publicação: 2008

Editora: Civilização Editora

 

Se há coisa que nunca me despertou grande curiosidade foram os livros de Jodi Picoult. Tinha ideia de serem romances lamechas e demasiado dramáticos, e confesso que não gosto nada disso.

Após alguma pesquisa lá me decidi a ler Para a Minha Irmã, li a versão original em ebook: 
My Sister's Keeper
(tenho tido algumas dificuldades em separar-me do Kobo).

Esta leitura serviu para desmistificar a ideia que tinha acerca dos livros de Jodi Picoult, no entanto foi uma enorme desilusão!

 

Contrariamente ao que é hábito, e por querer justificar o facto de não ter gostado muito do livro, sou obrigada a revelar a parte inicial da história.

 

A história tinha tudo para correr bem. O casal Fitzgerald tem três filhos: Jesse, Kate e Anna. Kate tem uma doença bastante grave, um caso específico de leucemia, que lhe foi diagnosticado quando tinha apenas dois anos de idade. Kate precisa de encontrar um dador compatível que lhe possa doar sangue, medula óssea (e mesmo órgãos), para que a leucemia entre em remissão e Kate possa curar-se. O dador ideal seria um familiar, no entanto nenhum dos pais nem o irmão Jesse são compatíveis. É então que os pais de Kate decidem ter outro filho, geneticamente modificado e seleccionado para ser um dador compatível com Kate, e assim nasce Anna. Durante a sua infância e adolescência, Anna passa por muito para ajudar a irmã, o processo de recolha de sangue e medula óssea não é de todo simples e pode ser muito penoso.