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Claro como a água

Claro como a água

Qui | 14.01.16

Livros novos na Estante (e com desconto)

A minha wishlist tem crescido exponencialmente. Mesmo após o número de livros na lista ter diminuido, graças à biblioteca lá da terra, a quantidade de livros por ler que estão a acumular pó na estante e o facto de não poder comprar todos os livros que quero, exigem alguma (ou muuuiiita) moderação. 

 

Continuo focada no objetivo de não gastar mais de €30 por mês em livros, até agora comprei três livros mas todos com grande desconto:

 

                 Livro do Desassossego   Os Anos Doces   A Verdadeira Vida de Sebastian Knight   As Lições do Pinguim  - Uma história real

 

O Livro do Desassossego de Fernando Pessoa com 20% de desconto na Bertrand.

Os Anos Doces de Hiromi Kawakami com 64% de desconto na Bertrand online.

A Verdadeira Vida de Sebastian Knight de Vladimir Nabokov com 67% de desconto na Bertrand online.

As Lições do Pinguim de Tom Michell, oferecido.

 

Para quem quiser, como eu, aproveitar os descontos deixo em baixo algumas sugestões:

  • A Bertrand tem descontos entre 20% a 50% em cartão em (quase) todos os livros aqui, hoje e amanhã
  • A Fnac está com 20% de desconto em todos os livros aqui apenas hoje e tem ainda uma selecção de livros com desconto até 50% aqui
  • A Wook tem descontos até 50% numa selecção de livros aqui.

 

Qua | 13.01.16

CITAÇÃO | O Amor, a Morte e Valter Hugo Mãe

com a morte, também o amor devia acabar. acto contínuo, o nosso coração devia esvaziar-se de qualquer sentimento que até ali nutrira pela pessoa que deixou de existir. pensamos, existe ainda, está dentro de nós, ilusão que criamos para que se torne todavia mais humilhante a perda e para que nos abata de uma vez por todas com piedade. e não é compreensível que assim aconteça. com a morte, tudo o que respeita a quem morreu devia ser erradicado, para que aos vivos o fardo não se torne desumano. esse é o limite, a desumanidade de se perder quem não se pode perder. foi como se me dissessem, senhor silva, vamos levar-lhe os braços e as pernas, vamos levar-lhe os olhos e perderá a voz, talvez lhe deixemos os pulmões, mas teremos de levar o coração, e lamentamos muito, mas não lhe será permitida qualquer felicidade de agora em diante.

 

A Máquina de Fazer Espanhóis, de Valter Hugo Mãe

Ter | 12.01.16

MUITO ME CONTAS #1

O blog vai ter uma nova rubrica denominada Muito me contas.

O objectivo desta rubrica é promover a partilhar de informações úteis, sites, plataformas, produtos ou qualquer coisa que mereça ser divulgada. O que acham da ideia?

 

O primeiro post desta rubrica promove um site de partilha de playlists de músicas. Podem ver aqui: 8tracks

O site é de utilização gratuita, apenas têm de criar uma conta para poderem ouvir mais de um milhão de playlists criadas por outros utilizadores ou mesmo criar a vossa playlist. As listas estão organizadas por temas, artista, género, entre outros.

Esta descoberta veio na altura certa, estava mesmo a precisar de músicas novas. Espero que também vos seja útil.

Ter | 12.01.16

OPINIÃO | Os números que venceram os nomes

Os Números que Venceram os Nomes

 

Título: Os números que venceram os nomes

Autor: Samuel Pimenta

Ano de Publicação: 2015

Editora: Marcador

 

Não sei bem o que pensar acerca deste livro, fiquei aterrorizada com o mundo distópico que o autor criou. O autor apresenta-nos um futuro onde os nomes não existem, a personagem principal chama-se Um Nove Um Seis, uma outra personagem é o Um Quatro Um Seis e por aí em diante.

Esta obra tem um enorme significado, apesar de todos termos os nossos nomes, somos também números, e se os nomes deixassem de existir? Já somos números. E se os números vencessem os nomes? É sobre isto que Samuel Pimenta escreve, sobre a perda de identidade e sobre uma sociedade despersonalizada onde não existe cultura, arte, onde a literatura e a música não têm qualquer propósito. 

A escrita é simples, ainda que um tanto ou quanto poética, bastante fluida e diferencia-se da habitual pois Samuel Pimenta não utiliza pontos de interrogação, pontos de exclamação, qualquer pontuação associada ao discurso directo, utiliza sim (e com bastante frequência, graças a Deus) vírgulas e pontos de final. Ao início parece um pouco estranho mas rapidamente nos ambientamos a esta escrita (principalmente quem já leu Saramago) .

Gostei muito do tema do livro mas penso que faltou alguma complexidade à história, ainda que seja um tema bastante original a história pareceu-me muito simples e evolui demasiado depressa, talvez por isso não consiga atribuir maior pontuação no Goodreads.

Samuel Pimenta é, sem dúvida, um escritor para manter de baixo de olho.

 

Classificação no Goodreads: 3/5