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Claro como a água

Claro como a água

09
Ago18

OPINIÃO | Anna Karenina (sem spoilers)

AK.PNG

 Título: Anna Karenina

Autor: Leo Tolstoy

Ano da primeira publicação: 1878

Editora: Macmillan Collectors Edition
 

Esta obra-prima da literatura (talvez o livro mais bonito que tenho lá em casa) esteve na minha estante à espera de ser lido durante aproximadamente um ano, tendo sido necessário cerca de um mês e meio para desbravar as mais de mil páginas.

Foi o segundo livro de Tolstoy que li, depois de A Morte de Ivan Ilitch decidi que tinha de me aventurar com Anna Karenina ou Guerra e Paz, escolhi o primeiro porque o medo de enfrentar o segundo era imenso.


Com Anna Karenina confirmei a mestria de Tolstoy. Entre amores adúlteros e sinceros, vícios e costumes, evolução e regressão, o autor aborda questões filosóficas e sociais, desde a política à economia, não esquecendo a caracterização do Império Russo da altura. Tolstoy toca todos estes temas, apresenta o cenário deixando a interpretação a cargo do leitor.


Desmistificando, Anna Karenina não é o terror que muita gente teme, ainda que seja um pequeno monstro em dimensão e complexidade ao nível das personagens. Foram necessárias algumas páginas para entrar no ritmo de leitura, as inúmeras personagens, a semelhança dos seus nomes, as relações entre elas obrigaram a um início de leitura mais calmo.
 
Anna Karenina é uma narrativa em que o monólogo das personagens é constante. É dessa forma que as várias personagens "principais" expõem as suas motivações, experiências e ambições, mas é principalmente dessa forma que ficamos a conhecer a perceção de cada uma relativamente aos acontecimentos e às personagens que as rodeiam.

A história da personagem Anna Karénina, personagem que dá nome à obra, é intensa, intemporal e apaixonante, não fosse Anna uma personagem-chave neste romance. No entanto, não é nem de perto a minha personagem preferida.
 
Anna Karénina é uma obra-prima da literatura, leitura obrigatória não só pela sua grandiosidade mas porque é muito muito muito bom! Não se deixem amedrontar pelas mais de mil páginas, nem pela complexidade das personagens, o enredo, a escrita e a mestria de Tolstoy valem por isso tudo.
 
Classificação no Goodreads: 4/5

07
Ago18

Livros para ler nas férias

Não sei se convosco acontece o mesmo mas quando olho para a estante em busca de livros para levar na bagagem nas férias, tenho tendência em escolher livros mais leves, dando preferência a calhamaços. Creio que isto acontece porque o meu nível de concentração quando leio um livro na praia é bastante inferior ao nível de concentração quando leio um livro em casa ou nos transportes, o que me induz a preferir um livro menos complexo.

 

Na praia há sempre qualquer coisa que não está perfeita e que me faz interromper a leitura quase a cada 5 minutos, ora é a posição que deixou de ser confortável, ora é o sol que já incomoda os olhos ou provoca a sensação de queimadura, ou então são as pessoas à minha volta o motivo da distração.

Se acharem que esta descrição poderia servir para vos caracterizar, então aproveitem as sugestões que trago hoje:

 

Para os fãs de policiais/thrillers:

Policiais.png

 

Para os fãs de romances com algum mistério:

Romances.png

 

Para quem procura um livro de referência que não seja muito pesado e difícil de seguir:

Outros.png

 

Que género/tipo de livros gostam de ler nas férias? Têm outras sugestões?

08
Jun18

Finalmente em Maio

Finalmente em Maio comecei a leitura de Anna Karenina. Finalmente constatei a grandiosidade da obra. Maio chegou ao fim quando, finalmente, terminei a única leitura do mês.

Foi em Maio que finalmente me viciei em podcasts, ouvi a toda a hora, todos dias, e foi muito bom!

Maio trouxe, finalmente, a Feira do Livro de Lisboa. Maio passou sem que eu lá tivesse posto os pés. Foi Junho que trouxe a chuva e a minha primeira (e única?) ida à feira, com o objetivo de trazer por €5 mais uma das obras do Ondjaki

Em Maio mantive o controlo na compra de livros. Comprei apenas O Vermelho e o Negro de Stendhal por €2, numa feira em Sintra. Balanço dos gastos nos últimos dois meses: 2 livros por €7 

Não sei se foi o ritmo alucinante das últimas semanas, ou antes a calma de Tolstoi, mas Junho trouxe-me uma enorme vontade de ler outros géneros literários, determinação que por sua vez me trouxe o "problema" de achar que nenhum dos 27 livros que tenho para ler serve. Vida de leitor é difícil...

07
Mai18

BALANÇO | Abril

Abril.jpg 

De abril retenho três coisas: não comprei livros, só li livros que já tinha na estante há bastante tempo (exceto a leitura que já tinha começado em março e terminei em abril) e comecei a ler Anna Karenina.

 

Em abril li dois autores portugueses, uma inglesa e um japonês. Li um livro maravilhoso, um bom e dois medianos. Em abril li:

Ensina-me a Voar Sobre os Telhados de João Tordo - 3*

Rebecca de Daphne du Maurier - 4*

Nunca Me Deixes de Kazuo Ishiguro - 3*

Uma Casa na Escuridão de José Luís Peixoto - 4*

 

Em abril optei por não comprar livros, o que vocês não sabem é que já em maio comprei O Vermelho e o Negro de Stendhal, uma aquisição duplamente brilhante pela obra e por ter custado apenas €2!

Foi em abril que comecei, finalmente, a ler Anna Karenina de Leo Tolstoi, li cerca de 200 páginas das 1126 páginas que tem a edição que comprei o ano passado na Feira do Livro de Lisboa. Ainda que a leitura não esteja a ser tão complicada como antevi, acho que este livro vai ocupar-me durante todo o mês de maio.

No final de abril tinha 25 livros por ler na estante, não me recordo da última vez em que este número esteve tão baixo 

Como foram as vossas leituras em abril?

23
Abr18

5 citações sobre livros

reading.jpg

Imagem vista aqui.

  

No Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, deixo-vos não só muita força para não perderem a cabeça com as inúmeras promoções em livros, mas também cinco citações sobre livros e a leitura.

 

Cada livro, cada volume que vês, tem uma alma. A alma de quem o escreveu, e as almas daqueles que o leram e viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro muda de mãos, cada vez que alguém passa o olhar pelas suas páginas, o seu espírito cresce e torna-se mais forte.

em O Labirinto dos Espíritos de Carlos Ruiz Zafón

 

A literatura, como toda a arte, é uma confissão de que a vida não basta. Talhar a obra literária sobre as próprias formas do que não basta é ser impotente para substituir a vida.

em O Livro do Desassossego de Fernando Pessoa

 

Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de biblioteca.

Jorge Luís Borges

 

A leitura é, provavelmente, uma outra maneira de estar noutro lugar.

José Saramago

 

Direitos do leitor:

1 - O direito de não ler

2 - O direito de saltar páginas

3 - O direito de não terminar um livro

4 - O direito de reler

5 - O direito de ler não importa o quê

6 - O direito de confundir um livro com a vida real

7 - O direito de ler não importa onde

8 - O direito de ler trechos soltos

9 - O direito de ler em voz alta

10 - O direito de não falar do que se leu

 

em Como um Romance de Daniel Pennac

 

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