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Claro como a água

Claro como a água

10
Mai17

Dilema na Livraria

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A primeira vez que vi um exemplar de Cartas de Amor e de Guerra do escritor russo Mikhail Chichkin foi há cerca de 4 semanas, num dos meus passeios da hora de almoço. Entrei na Bertrand para dar uma vista de olhos pelas novidades, entre elas estava este livro. Li meia dúzia de páginas, o bastante para querer ler as restantes 330. Não comprei o livro por vários motivos, entre eles não querer abdicar de €22.

Desde aquele dia, sempre que entro numa livraria, os meus olhos fixam aquela capa, pego no livro e leio mais duas ou três páginas.

  

Perante tamanho apego (ao livro) e necessidade de devorar aquelas páginas, antevejo os seguintes desfechos:

1) perco o amor aos €22, a racionalidade e lucidez e compro o livro;

2) continuo a visitar a livraria para poder ler mais umas páginas, ao fim de 56 visitas, a uma média de 6 páginas por visita, o livro está lido e os €22 continuam do meu lado;

3) faço um choradinho à senhora da biblioteca para tentar que adquiram um exemplar do livro;

4) arranjo um amigo que tenha este livro e imploro que mo empreste.

 

O primeiro cenário parece-me ser o mais provável. O segundo cenário de nada tem de ético, o terceiro é demasiado embaraçoso e o quarto bastante improvável.

 

Mikhail Chichkin é intitulado de "o mais célebre autor russo da sua geração" e a sua prosa classificada como poética.

Neste romance o autor apresenta-nos a história de dois amantes: Vladímir, um soldado a lutar na China em plena Rebelião dos Boxers, e Aleksandra, que vive e trabalha em Petersburgo. Não é apenas uma troca de correspondência nem uma história de amor, é a história destas duas personagens, das suas vivências, daquilo que os distância: os espaços físico e temporal.

 

Deixo-vos duas sugestões de leitura para aguçar a curiosidade: um artigo da Revista Sábado e um outro artigo de opinião.

08
Mai17

Sobre a wishlist e as compras por impulso

Passou um ano desde que me comprometi a ser mais selectiva e controlada relativamente aos livros que compro. Na altura decidi que, a fim de alcançar esse objetivo, teria de:

 

1) controlar as compras por impulso

2) aprender a diferenciar os livros que quero ler, daqueles que quero comprar

3) diminuir o número de livros por ler que tenho em casa

 

O panorama na altura era o seguinte: 

queria ler 106 livros, tinha 35 livros por ler na estante e 16 livros na wishlist

Hoje a realidade é esta: 

quero ler 85 livros, tenho 27 livros por ler na estante e 10 livros na wishlist

 

Talvez os números não expressem correctamente a mudança de hábitos que ocorreu. Olhando para o último ano, identifico algumas pequenas conquistas:

 

1) Passei a frequentar a biblioteca. Ainda que com alguma dificuldade em termos de conciliação horária, só consigo ir à biblioteca aos sábados. No último ano requisitei cerca de 30 livros na biblioteca, foram 30 livros que não comprei. 

 

2) Deixei de comprar livros quando não tinha informação sobre eles. As compras por impulso (quase) desapareceram, passei a ler sinopses e opiniões de outros leitores na internet e passei também a confirmar se o livro estava disponível na biblioteca antes de o comprar, sem prejuízo de o poder comprar mais tarde.

 

3) Antes de comprar um livro questiono-me sobre a necessidade de realmente o ter na estante. Vou voltar a lê-lo? Alguém à minha volta vai querer lê-lo?

 

4) "Limpo" regularmente a wishlist. De tempo a tempo gosto de olhar para a minha wishlist e, surpreendentemente ou não, por vezes chego a alterá-la. A última vez que adicionei um livro à wishlist foi em Dezembro de 2016.

 

Esta foi a altura certa para fazer o balanço, é que a Feira do Livro de Lisboa está quase aí e é bem possível que se torne difícil diferenciar os livros que quero ler daqueles que quero ter.

 

02
Mai17

Breves: o preço dos livros, outra vez

Já disse que ando a ler A Insustentável Leveza do Ser de Milan Kundera. O livro faz inúmeros referências ao clássico Anna Karenina do Tolstoy. Se já antes andava tentada a ler esta obra-prima, nos últimos dias percebi que o momento chegou e que ia finalmente comprar um exemplar de Anna Karenina (os da biblioteca não chegam, preciso de o ter na minha estante). Assim, hoje, em vez da terapia habitual da hora de almoço (eu, um banco de jardim e um livro) fui, de sorriso na cara e em passo rápido, até à livraria mais próxima. Procurei sem sucesso, perguntei ao funcionário que, para não arruinar o momento, confirmou ter vários exemplares de uma das várias edições portuguesas deste clássico, escrito em 1877. Trouxe-a, admirei-a, era bonita, li o prefácio, estava em êxtase. Virei o livro e vi a etiqueta: €27. Em vez de desmaiar ou começar aos gritos, pousei o livro e fugi. Ainda não estou refeita do susto.

12
Ago16

Como enriquecer a minha estante e deixar-me (ainda mais) feliz

Primeiro impulso: com livros novos. Resposta correcta: com estes livros novos!

Continuo a ser bastante selectiva nos livros que quero ter na estante, a selecção torna-se mais fácil porque a maioria dos livros que gostava de ler estão disponíveis na biblioteca municipal. Eis a minha selecção:

 

Livros que preciso de ler o quanto antes

 

                Ouro e Cinza      Gramática do Medo      Gente Melancolicamente Louca

 

Ouro e Cinza de Paulo Varela Gomes, Gramática do Medo de Maria Manuel Viana e Patrícia Reis e Gente Melancolicamente Louca de Teresa Veiga são quatro autores portugueses que nunca li e que me parece não serem devidamente apreciados pelos leitores portugueses. Não sei porque assim é mas normalmente deixo-me fascinar por esses autores.

 

                As Serviçais      Contos de cães e maus lobos      Os Níveis da Vida

 

As Serviçais de Kathryn Stockett, um clássico que dizem ser brilhante e sobre o qual nada sei, não li reviews e recuso-me a ler a sinopse.

Contos de Cães e Maus Lobos de Valter Hugo Mãe e Os Níveis da Vida de Julian Barnes são dois livros de autores que adoro e que preciso de voltar a ler em breve. Pode parecer um bocadinho mórbido que sinta falta de dois autores que escrevem frequentemente sobre a morte e a dor, mas não é apenas isso que os aproxima e que me fascina, a verdade é que os dois têm o dom da escrita e é disso que sinto mais falta.

 

 

Não tão urgentes

 

                          Ana Karenina

 

O Eterno Marido e Os Irmãos Karamázov de Fiodór Dostoievski são dois livros que quero ler mas não para já, ainda tenho O Idiota pela frente. Tenho especial interesse em adquirir estas edições da Editorial Presença por serem as mais assertivas e completas que tenho visto. Ana Karenina de Leo Tolstoy está numa situação semelhante, só algum tempo depois de ler A Morte de Ivan Ilitch é que me aventura com este. 

 

               O Amante de Lady Chatterley     Manual Para Mulheres de Limpeza     Se o Passado Não Tivesse Asas

 

O Amante de Lady Chatterley de D. H. Lawrence da colecção Clássicos para Leitores de Hoje da Relógio d'Água. É mais um dos clássicos que quero ler mas não será para já, ainda tenho muitos outros pela frente.

Manual Para Mulheres de Limpeza de Lucia Berlin, um livro de contos que dizem estar cheios de vida, perto de serem obras primas, uma escrita avassaladora. A mim parece-me ser imperdível.

O mais recente livro de Pepetela, Se o Passado Não Tivesse Asas, também está na minha lista mas também não será uma leitura para os próximos meses.

 

Já leram algum destes livros?

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