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Claro como a água

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08
Mar16

OPINIÃO | Um Quarto Só Para Si

  :

 

Título: Um Quarto Só Para Si

Autor: Virginia Woolf

Ano da primeira publicação: 1928

Editora: Relógio d'Água

 

Um Quarto Só Para Si é um ensaio sobre as mulheres e a ficção. Virginia Woolf parte da ideia de que "uma mulher tem de dispor de dinheiro e de um cantinho seu, para escrever ficção" e analisa a condição das mulheres na literatura.

A autora apresenta-nos algumas das desvantagens educativas, sociais e financeiras que, ao longo da história inglesa, se têm atravessado no caminho das mulheres escritoras, destacando e prestando homenagem a Aphran Benn, Jane Austen, Charllotte Brontë, Emily Brontë, Dorothy Osborne e George Eliot.

 

"As obras-primas não são começos individuais e solitários: são o resultado de muitos anos de reflexão em comum, de reflexão feita por todos, para que essa experiência esteja por detrás de uma voz única. Jane Austen devia ter posto uma coroa de flores sobre o túmulo de Fanny Burney, e George Eliot" ter prestado homenagem à resoluta sombra de Eliza Carter. Juntas, todas as mulheres deviam deixar cair flores sobre o túmulo de Aphra Behn, que está, com muito escândalo, mas devidamente em Westminster Abbey, pois foi ela quem conquistou o direito para as mulheres dizerem aquilo que pensam."

 

É curioso que tenha lido este livro sem conhecer a temática e justamente por altura do Dia Internacional da Mulher, dia esse em que se pretende evidenciar o papel da mulher na sociedade, pôr fim à ideia de que a mulher é apenas mãe e esposa.

 

"Pode avaliar-se as dificuldades postas a uma mulher que quisesse escrever, quando se verifica que mesmo uma mulher com vocação para escrever admitia que escrever um livro era tornar-se ridícula, até mesmo mostrar-se perturbada."

 

 

 É um livro pequenino, que se lê facilmente e com uma mensagem muito forte. Se o que disse até agora não for suficiente para aguçar a curiosidade, então leiam pelo prazer que é ler Virginia Woolf

 

"Quando Coleridge declarou que um grande espírito é hermafrodita, não queria decerto significar que se tratasse de um espírito com qualquer simpatia especial pelas mulheres; um espírito que se ocupa da causa delas ou se dedica à sua interpretação. (...) Talvez quisesse dizer que o espírito hermafrodita é ressonante e permeável; que transmite emoção sem barreiras; que é naturalmente criador, incandescente e uno."

 

Classificação no Goodreads: 4/5

 

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