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Claro como a água

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11
Out16

OPINIÃO | Uma Dor Tão Desigual

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Título: Uma Dor Tão Desigual

Autor: Vários

Ano de publicação: 2016

Editora: Teorema 

 

Oito autores portugueses aceitaram o desafio de explorar as fronteiras múltiplas e ténues que definem a saúde psicológica, através de oito contos de estilos muito diferentes mas igualmente originais:

Síndrome de Diógenes de Afonso Cruz
A Outra Metade de Dulce Maria Cardoso 
Josef de Gonçalo M. Tavares 
Jaca de Joel Neto 
Chameada de Pássaros de Maria Teresa Horta
Jogo Honesto de Nuno Camarneiro
Da Impossibilidade de ser Livre de Patrícia Reis
Ela só tinha uma oportunidade de Richard Zimler

 

A temática por si só já seria suficiente para me seduzir mas aliada a um leque de fantásticos escritores, tornou-se irresistível!

Qualquer um dos contos é uma viagem alucinante e profunda ao mundo da psicologia, que nos leva a questionar a racionalidade do comportamento humano. Duas semanas após ter terminado a leitura ainda recordo os contos que mais me marcaram. A grande surpresa foi Gonçalo M. Tavares que conseguiu (finalmente) agradar-me, a sua personagem/conto "Josef" foi até um dos que mais gostei. Nuno Camarneiro e Richard Zimler foram duas estreias e igualmente surpreendentes, fica a certeza que irei explorar as suas obras.

 

Uma Dor Tão Desigual é o livro ideal para fugir à rotina, com uma premissa promissora e muito bem escrito, não há como não deliciar qualquer o leitor.

Classificação no Goodreads: 4/5

27
Set16

OPINIÃO | Gramática do Medo (em poucas palavras)

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Título: Gramática do Medo

Autor: Maria Manuel Viana, Patrícia Reis

Ano de publicação: 2016

Editora: Dom Quixote 

 

Há de tudo neste mundo dos livros, aqueles para devorar, os que se lêem devagar, os que nos fazem chorar, rir, pensar ou que nos levam a reflectir. Depois há a Gramática do Medo que é um estilo indefinido que proporciona ao leitor arrepios pelo corpo todo!

Sabe-se que um livro não é lido de forma igual por dois leitores mas este consegue originar um turbilhão de reacções totalmente distintas. Para mim foi particularmente marcante pela forma como aborda a procura/necessidade de mudança e o auto-conhecimento.

 

A escrita é do melhor que a literatura portuguesa contemporânea tem para oferecer. Nunca tinha lido nada de nenhuma das autoras, mas já me tinha sido sugerido e confesso que foi uma agradável surpresa.

 

As personagens principais são Sara e Mariana, duas amigas, fisicamente parecidas, que se confundem passando uma pela outra. Para além da aparência física têm em comum um curso de teatro, muitos amigos, um percurso de vida (ainda que em classes sociais distintas) e um sentimento: o medo.

Para compreender o Ser, não são só as palavras que faltam, mas sobretudo a «gramática». Só que o elemento primordial, o que aqui está em causa, não é tanto o ser e a sua essência, o ente e a existência, a radicalidade da questão ontológica, o jogo de linguagem, mas a palavra fundamental, medo, o medo que tudo sobre, porque ela sabe que no princípio está o medo e no fim, quem poderá sabê-lo?, talvez ainda e sempre o medo. Por isso, Gramática do medo. Tem quatro designações possíveis, embora saiba que só uma se adequa a partir daqui, Sara saberá o que fazer.

Se recomendo? Sim, sem qualquer dúvida e arrependimento 

 

Classificação no Goodreads: 4/5

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