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Claro como a água

Claro como a água

08
Set17

As 10 melhores sensações livrólicas que já experimentei

 

Leitores. Há de todos os tipos: quem goste de cheirar e acariciar os livros, quem os rabisque e dobre páginas, quem não se importe se a capa é bonita ou se o livro está intacto.

Há um par de dias, vi um senhor no metro a ler um dos livros mais marcantes que já li. Se tivesse tolerado o impulso teria ido cumprimentar o senhor e ter-lhe-ia perguntado se estava a gostar do livro. Felizmente a minha sensatez ainda consegue controlar grande parte dos meus atos...

Foi essa cena no metro que despoletou uma auto-reflexão sobre a relação com os livros. Se tivesse de escolher uma palavra para tentar caracterizar esta minha relação com os livros seria um nome: SENSAÇÕES.

Quando tento enumerar algumas das melhores sensações livrólicas que já experimentei, o resultado é este: 

 

Sensação 1: Abstrair-me totalmente do mundo enquanto estou a ler, a ponto de ter de levantar os olhos do livro para perceber onde estou.

 

Sensação 2: Quando alguém me pergunta com ar surpreso: "Como é que sabes isso?" e eu respondo "Li num livro".

 

Sensação 3: "Espiar" alguém que está a ler um livro em público.

 

Sensação 4: Quando um amigo percebe que não consegue recomendar-me um livro porque já li bastantes.

 

Sensação 5: Entrar numa biblioteca e passar a mão pelas lombadas dos livros.

 

Sensação 6: Todas as sensações fantásticas ao admirar as marcas de um livro em segunda-mão.

 

Sensação 7: Identificar-me com uma personagem literária.

 

Sensação 8: Quando oiço: "Adorei o livro que me recomendaste".

 

Sensação 9: A empatia ao ver um desconhecido ler um livro de que gosto.

 

Sensação 10: Ir a feiras de livros, nem que seja porque tudo o que vejo no horizonte são livros, livros e mais livros.

 

Mais alguém com sensações livrólicas por aí?

22
Mai17

Dia do Autor Português

Hoje comemora-se o Dia do Autor Português

Quando era adolescente tinha aversão a livros escritos por autores portugueses, as únicas excepções eram Saramago e Eça de Queiróz. Cresci lado a lado com os best-sellers e as recomendações do tipo "leva este que vende bem", ou "este vai dar um filme". Diria que cerca de 80% dos livros que li durante a adolescência foram escritos por autores estrangeiros e posteriormente traduzidos para português.

Mas com a idade veio a afirmação, o não deixar que decidissem por mim, talvez o querer ser diferente. Descobri a literatura portuguesa e toda a potencialidade da escrita em português. Foram horas de prazer, um sentimento diferente do que estava habituada, resmas de livros acessíveis através da biblioteca e vários "novos" livros e autores favoritos.

 

Deixo-vos algumas sugestões de leitura em português:

 

autores portugueses.png

 

Foi também durante esta fase que comecei a ler clássicos, outro sentimento diferente, mas essa conversa fica para outro dia.

 

15
Mai17

"Top 10 de vendas de livros em Portugal" - Parte 2

what is THAT????:

 

 

O título deste post poderia ser "Suspeita de manipulação dos dados de vendas de livros em Portugal", ou então "Vírus informático controla top de vendas de livros em Portugal". Ora atentem nos 10 livros mais vendidos em Portugal durante a última semana, visto aqui:

 

1 - Os Irmãos Karamázov de Fiódor Dostoievski

2 - As Receitas - A dieta dos 31 dias de Ágata Roquette

3 - O Deslumbre de Cecilia Fluss de João Tordo

4 - Escrito na Água de Paula Hawkins

5 - A Hora da Partida: Angola 1974-1975 de Catarina Canelas

6 - A Dieta do Paleolítico de Loren Cordain

7 - Simplifica a tua Vida de Rute Caldeita

8 - Sopas, Saladas e Chá Detox de Lillian Barros

9 - Receitas com Segredo de Marco Costa

10 - A Dieta dos 31 dias de Ágata Roquette

 

 

Breves reflexões/comentários a este top:

- Será que perdi uma mega mega mega promoção, ou terá toda esta gente dado 35€ pela edição de Os Irmãos Karamázov da Relógio d'Água?

- Estará Dostoiesvki na moda ou terá o seu nome sido confundido com algum participante de um reality-show?

- A Paula Hawkins foi abafada pelo João Tordo. Boa!

- Portugal é um país de gente obcecada com dietas, mas até ao Verão vai tornar-se num país de gente magra, salvo a minoria que se vai deliciar com as receitas do Marco Costa.

- Sou um outlier em Portugal, devia emigrar, talvez para outro planeta.

 

08
Mai17

Sobre a wishlist e as compras por impulso

Passou um ano desde que me comprometi a ser mais selectiva e controlada relativamente aos livros que compro. Na altura decidi que, a fim de alcançar esse objetivo, teria de:

 

1) controlar as compras por impulso

2) aprender a diferenciar os livros que quero ler, daqueles que quero comprar

3) diminuir o número de livros por ler que tenho em casa

 

O panorama na altura era o seguinte: 

queria ler 106 livros, tinha 35 livros por ler na estante e 16 livros na wishlist

Hoje a realidade é esta: 

quero ler 85 livros, tenho 27 livros por ler na estante e 10 livros na wishlist

 

Talvez os números não expressem correctamente a mudança de hábitos que ocorreu. Olhando para o último ano, identifico algumas pequenas conquistas:

 

1) Passei a frequentar a biblioteca. Ainda que com alguma dificuldade em termos de conciliação horária, só consigo ir à biblioteca aos sábados. No último ano requisitei cerca de 30 livros na biblioteca, foram 30 livros que não comprei. 

 

2) Deixei de comprar livros quando não tinha informação sobre eles. As compras por impulso (quase) desapareceram, passei a ler sinopses e opiniões de outros leitores na internet e passei também a confirmar se o livro estava disponível na biblioteca antes de o comprar, sem prejuízo de o poder comprar mais tarde.

 

3) Antes de comprar um livro questiono-me sobre a necessidade de realmente o ter na estante. Vou voltar a lê-lo? Alguém à minha volta vai querer lê-lo?

 

4) "Limpo" regularmente a wishlist. De tempo a tempo gosto de olhar para a minha wishlist e, surpreendentemente ou não, por vezes chego a alterá-la. A última vez que adicionei um livro à wishlist foi em Dezembro de 2016.

 

Esta foi a altura certa para fazer o balanço, é que a Feira do Livro de Lisboa está quase aí e é bem possível que se torne difícil diferenciar os livros que quero ler daqueles que quero ter.

 

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