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Claro como a água

Claro como a água

30
Abr16

Fui à Biblioteca

A biblioteca lá da terra mudou de instalações, foi inaugurada na passada segunda-feira após ter estado encerrada durante quase dois meses. Hoje fui lá matar saudades e trouxe estes para ler durante os próximos dias:

 

Romeu e Julieta de William Shakespeare

O Senhor Valéry e O Senhor Henri de Gonçalo M. Tavares (vou dar uma segunda oportunidade ao senhor)

Pantaleão e as Visitadoras de Mario Vargas Llosa

 

Já leram algum destes?

19
Jan16

OPINIÃO | A Cor Púrpura

A Cor Púrpura

Título: A Cor Púrpura

Autor: Alice Walker

Ano de Publicação: 1986

Editora: Círculo de Leitores

 

A Cor Púrpura conta-nos a história de Celie, que no início do livro é uma menina de 14 anos. Celie é abusada sexualmente pelo pai, com quem tem dois filhos e que a obriga a casar-se com um homem de quem não gosta e que a trata mal.

O livro aborda vários temas alguns muito fortes: o racismo, o machismo, a violência e as carências educacionais das mulheres.

Achei interessante a forma como a história é contada pela personagem principal, Celie escreve cartas para Deus e para a irmã Nettie e é assim que a história nos é dada a conhecer. Cada carta é um capítulo.

A linguagem utilizada é diferente da habitual, o vocabulário é muito básico, são bastante frequentes os erros gramaticais e as abreviaturas já que a autora quis ao máximo aproximar-se daquela que seria a escrita de Celie. Inicialmente tive dificuldades em adaptar-me à escrita mas depois, tornou-se um dos meus aspectos favoritos.

Não achei a história espectacular, tive até alguns momentos em que só me apetecia saltar parágrafos tal era a inactividade, gostei da temática mas notei a falta de descrição mais pormenorizada em alguns momentos da história. A linguagem, ainda que bastante simplória, é diferente da habitual tornando-se um dos pontos fortes da obra.

 

Classificação no Goodreads: 3/5

 

16
Jan16

OPINIÃO | A Máquina de Fazer Espanhóis

A Máquina de Fazer Espanhóis

 

Título: A Máquina de Fazer Espanhóis

Autor: Valter Hugo Mãe

Ano de Publicação: 2010

Editora: Alfaguara

 

Este foi o primeiro livro que li escrito pelo autor Valter Hugo Mãe. Nesta obra o autor conta-nos a história do senhor António Silva, um octagenário que vai para um lar após a morte da sua mulher, Laura.

Valter Hugo Mãe tem uma escrita refinada e apaixonante, conseguimos criar a imagem que o autor descreve mas o que mais me espanta é a forma como consegue tocar o coração do leitor. 

 

"assim é o amor, uma estupidez intermitente mas universal. toca a todos."

 

Ao fim das primeiras 25 páginas, tive de fazer uma pausa na leitura para recuperar o folêgo, estava sem palavras, sem coragem para encarar a mágoa do senhor Silva após a morte da esposa Laura. Ela era o amor da vida dele, tinham partilhado mais de meio século das suas vidas, senti-me como se tabém eu tivesse perdido alguém. Deixo aqui uma das frases que melhor espelha o sentimento de perda do Senhor António Silva:

 

"com a morte, tudo que respeita a quem morreu devia ser erradicado, para que aos vivos o fardo não se torne desumano. esse é o limite, a desumanidade de se perder quem não se pode perder."

 

Esta revolta acompanha o senhor Silva durante grande parte do livro e é mais evidente quando chega ao Lar da Feliz Idade. Aí são nos apresentadas outras personagens como o Américo, o Silva da Europa, o Senhor Pereira, o Senhor Esteves sem Metafísica (do poema Tabacaria de Álvaro de Campos) e muitos outros. Apartir daí é nos apresentada a dimensão social do envelhecimento e da solidão.

  

"o nosso inimigo é o corpo. ser velho é viver contra o corpo até chegarmos a um momento em que a luz do sol nos parece uma dádiva inestimável e vale a pena viver apenas para fazermos a fotossíntese das tardes”

 

Não quero estragar a magia a quem ainda não tenha lido esta obra e por isso não me alongarei mais nos detalhes.

Quero apenas dizer que é um livro cheio de metáforas onde Valter Hugo Mãe procura entender a vida e os seus pequenos detalhes, como escrever cartas de amor para uma velha que sofre por o marido não a visitar, mas acima de tudo o autor procura entender a morte e a perda.

 

A Máquina de Fazer Espanhóis é uma obra prima! Recomendo meeeessssmo!

 

Classificação no Goodreads: 5/5

 

12
Jan16

OPINIÃO | Os números que venceram os nomes

Os Números que Venceram os Nomes

 

Título: Os números que venceram os nomes

Autor: Samuel Pimenta

Ano de Publicação: 2015

Editora: Marcador

 

Não sei bem o que pensar acerca deste livro, fiquei aterrorizada com o mundo distópico que o autor criou. O autor apresenta-nos um futuro onde os nomes não existem, a personagem principal chama-se Um Nove Um Seis, uma outra personagem é o Um Quatro Um Seis e por aí em diante.

Esta obra tem um enorme significado, apesar de todos termos os nossos nomes, somos também números, e se os nomes deixassem de existir? Já somos números. E se os números vencessem os nomes? É sobre isto que Samuel Pimenta escreve, sobre a perda de identidade e sobre uma sociedade despersonalizada onde não existe cultura, arte, onde a literatura e a música não têm qualquer propósito. 

A escrita é simples, ainda que um tanto ou quanto poética, bastante fluida e diferencia-se da habitual pois Samuel Pimenta não utiliza pontos de interrogação, pontos de exclamação, qualquer pontuação associada ao discurso directo, utiliza sim (e com bastante frequência, graças a Deus) vírgulas e pontos de final. Ao início parece um pouco estranho mas rapidamente nos ambientamos a esta escrita (principalmente quem já leu Saramago) .

Gostei muito do tema do livro mas penso que faltou alguma complexidade à história, ainda que seja um tema bastante original a história pareceu-me muito simples e evolui demasiado depressa, talvez por isso não consiga atribuir maior pontuação no Goodreads.

Samuel Pimenta é, sem dúvida, um escritor para manter de baixo de olho.

 

Classificação no Goodreads: 3/5

 

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