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Claro como a água

Claro como a água

06
Mai17

OPINIÃO | Anúncio de um Crime

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Tí­tulo: Anúncio de um Crime

Autor: Agatha Christie

Ano da primeira publicação: 1950

Editora: Edições ASA

 

Quinto livro de Agatha Christie lido, primeiro com a personagem Miss Marple.

Em Anúncio de um Crime, Agatha Christie cria, uma vez mais, um enredo fantástico, envolto em mistério e onde o suspense está presente do início ao fim. A particularidade deste caso, e que o diferencia dos demais, é que o crime é previamente anunciado no jornal local através da seguinte publicação:

Anuncia-se um assassinato, a ter lugar em Little Paddocks, sexta-feira 29 de Outubro, pelas 18h30. Amigos, aceitem este convite, será único.

A curiosidade dos habitantes locais leva-os a aceitar o convite e a comparecer em casa da anfitriã do evento: Letitia Blacklock. É então que o inesperado acontece...

 

A estrutura do livro é a habitual, primeiro apresenta-nos uma infinidade de personagens, ocorre um crime, somos levados a duvidar de todas as personagens, desenvolvemos uma ou mais teorias, questionamos essas teorias e por fim, Agatha Christie explica, através da perspectiva de Miss Marple, como tudo aconteceu. O que mais me fascina nos livros de Agatha Christie são os enredos complexos, criados de forma a que o leitor dificilmente consiga antever como tudo terminará.

 

Este meu primeiro contacto com Miss Jane Marple, uma velhinha com ar frágil, que faz muitas perguntas e é bastante perspicaz, foi surpreendentemente agradável e deixou-me com vontade de ler outros livros com esta personagem.

 

Ler Agatha Christie é sempre uma lufada de ar fresco e, embora policiais não sejam bem a minha praia, arrisco escrever que nunca me vou fartar destas tramas geniais.

 

Classificação no Goodreads: 4/5

31
Out16

OPINIÃO | A Casa Torta

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 Título: A Casa Torta

Autor: Agatha Christie

Ano da primeira publicação: 1949

Editora: ASA

 

Após várias tentativas mal sucedidas, lá consegui acertar no livro que me ajudaria a sair do poço da depressão literária. Agatha Christie levou-me a conhecer a "casa torta" através de um enredo soberbo difícil de igualar, e isso foi o ideal para me trazer de volta ao mundo imaginário da ficção literária.

 

Este é o quarto livro da autora que tenho o prazer de ler e que se tornou um dos meus preferidos, a par de As Dez Figuras Negras. Também nesta aventura o assassino só é descoberto (e de forma surpreendente) nas últimas páginas, mantendo o suspense e a dúvida até ao final.

 

A Casa Torta é o primeiro livro que leio sem a personagem Poirot, o papel de detective improvisado cabe a Charles Hayward, personagem que não volta a figurar em nenhuma outra obra da autora, aquando da morte do velho milionário e patriarca da família Leonides. Charles é para além de detective, o narrador desta trama e guia turístico pela casa "torta", casa essa onde habita a família Leonides.

 

A escrita de Agatha Christie é detalhada e muito cuidada, como já tive oportunidade de escrever em outras opiniões, proporcionando uma leitura fluida e quase sempre voraz. 

 

Agatha Christie continua a encantar-me (e quase sempre a surpreender-me), já vos disse que quero ler grande parte das obras da autora, principalmente agora que a reconheço como salvadora das minhas crises literárias. Conto ler O Natal de Poirot algures em Dezembro (se bem que já se vê pinheiros e enfeites de Natal em várias lojas), tenho também Anúncio de um Crime e O Enigma das Cartas Anónimas a aguardar na estante, já leram algum destes três?

 

Classificação no Goodreads: 5/5

17
Ago16

OPINIÃO | O Assassinato de Roger Ackroyd

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Título: O Assassinato de Roger Ackroyd

Autor: Agatha Christie

Ano da primeira publicação: 1926

Editora: Asa

 

Os ingredientes comuns a (quase) todos os livros de Agatha Christie, e que explicam o seu sucesso indubitável, são: uma cena do crime com uma ou mais mortes, um ou vários assassinos, todas as personagens são suspeitas, um detective brilhante para resolver o caso e uma explicação lógica e inesperada. O Assassinato de Roger Ackroyd revelou-se a excepção, pelo menos para mim.

 

Raramente, muito raramente, descubro quem é o assassino, mas desta vez descobri e logo nas primeiras páginas. Não foi nada bonito mas não foi o suficiente para desmoralizar, isso só aconteceu quando comecei a ficar confusa com as personagens. Faltou caracterização. Não sei se foi por neste caso o narrador ser uma das personagens do enredo e apenas nos ser dada a conhecer a sua perspectiva, sei é que não teve a mesma piada.

 

Continuo fã da forma como a autora constrói estes enredos cheios de detalhe e suspense, as células cinzentas de Hercule Poirot continuam a fascinar-me embora esteja a começar a embirrar com alguns dos seus comportamentos.

 

Não digo que esta obra seja má, acho é que Agatha Christie tem outras obras melhor conseguidas. Apesar de este ser um dos seus favoritos, com tantas obras publicadas este não será uma das minhas recomendações.

 

Classificação no Goodreads: 3/5

28
Jun16

OPINIÃO | As Dez Figuras Negras

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Título: As Dez Figuras Negras

Autor: Agatha Christie

Ano da primeira publicação: 1939

Editora: ASA

 

Quando comecei a ler As Dez Figuras Negras tinha enormes expectativas, arrisco até dizer que as minhas expectativas relativamente a um livro nunca tinham estado a este nível. Os motivos para tal são vários: a obra foi-me indicada/recomendada por várias pessoas, a classificação média do livro no goodreads é de 4.21 e As Dez Figuras Negras foi considerado por Agatha Christie como um "desafio que lhe trouxe muita satisfação" sendo também um dos livros da sua autoria de que mais gosta.

 

Pouco sabia acerca da história, é assim que gosto de começar um livro, sem ter lido a sinopse e sem sequer saber que assuntos aborda. Sabia que o livro não pertencia à série Poirot nem à série Miss Marple e que não estava associado a nenhuma das personagens-detectives criados por Agatha Christie.

 

Comecei por reparar e adorar a estrutura do livro, os capítulos são pequenos e estão divididos em sub-capítulos geralmente de 2-3 páginas, é mais fácil de não nos perdermos na história quando só temos tempo para ler algumas páginas. Depois fiquei surpreendida com a escrita da autora, achei-a muito mais refinada do que aquela com que me deparei em Um Crime no Expresso do Oriente. E só depois, quando comecei a entrar na história, é que percebi que esta obra é a mais original, viciante, imprevisível e genial que já li!

 

Sem querer contar-vos mais do que devo, vou revelar-vos como começa esta trama. Oito pessoas, que não se conhecem de lado nenhum, são convidadas por um misterioso homem, de nome U.N. Owen, para passar uns dias na sua ilha, a Ilha do Negro. Chegados à ilha são recebidos pelos dois empregados que os informam de que o Senhor Owen não está na ilha e que chegará no dia seguinte. Nessa ilha, não vive ninguém, apenas existe aquela casa gigante com uma lengalenga em cada um dos quartos, e naquele momento as dez pessoas (os oito hóspedes juntamente com os dois empregados) são os únicos na ilha, ou pelo menos assim julgam.

 

Esta é uma história repleta de tensão e mistério, onde nada é o que parece. A escrita da autora prende-nos à história e cria uma sensação de desconfiança e asfixia no leitor, é de tal forma cativante que dei por mim a reflectir sobre a história mesmo enquanto não estava a ler o livro. É incrível como tudo é pensado ao mais ínfimo detalhe e como no final tudo resulta tão bem.

 

É quase certo que os livros não correspondem às altas expectativas que criamos, contudo existem excepções como esta obra de Agatha Christie. Se já suspeitava de que teria de ler tudo o que conseguisse da autora, depois desta experiência tenho a certeza. Esta mulher foi, é e será sempre um génio da literatura!

 

Classificação no Goodreads: 5/5

05
Jun16

OPINIÃO | Um Crime no Expresso do Oriente

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Título: Um Crime no Expresso do Oriente

Autor:  Agatha Christie

Ano da primeira publicação: 1934

Editora: Biblioteca Visão

 

 

Este foi o primeiro livro que li da autoria de Agatha Christie, a Rainha do Crime. Não sei explicar como é que estive todo este tempo sem pegar num livro dela, tenho este na estante há algum tempo mas fui adiando a leitura até agora.

 

Vergonha exposta e assumida, passemos ao que interessa. Primeiro facto: Agatha Christie é totalmente diferente de tudo o que já li; Segundo facto: o Poirot é a personagem mais genial de que tenho memória; Terceiro facto: vou querer ler todas as obras da Agatha Christie (e sim, eu sei que são imensas).

 

A lógica é o ingrediente-chave desta obra, presente ao longo de todo o livro, na sua estrutura, na exposição dos acontecimentos e até na forma como as personagens são construídas. Sou uma amante fervorosa da lógica e também por isso já suspeitava que ia tornar-me fã de Hercule Poirot.

 

Pelo título adivinha-se que a acção se desenrola num comboio, é lá que é cometido o crime e é também lá que Poirot tem de descobrir o seu autor. A obra está dividida em três partes denominadas Os Factos, Os Depoimentos e Hercule Poirot Senta-se e Pensa, logo aqui é perceptível a diferença entre esta obra e outros policiais. Mas há mais. Para além de todos os acontecimentos interessantes terem como pano de fundo o comboio, a autor criou um cenário fechado, ou seja, sabemos que o autor do crime é um dos passageiros do comboio e mais, sabemos que essa pessoa ainda está no comboio. Só Poirot com o seu incrível poder de dedução poderia desvendar um caso destes!

  

Outra característica diferenciadora desta obra são as descrições extensas e pormenorizadas, essenciais para a resolução do caso. Fiquei surpreendida com a escrita da autora, não esperava que fosse tão acessível e fluida, dada a complexidade dos casos que apresenta, mas estava enganada, prendeu-me do início ao fim.

 

Querem saber mais? Vão ter de ler cada página de Um Crime no Expresso do Oriente, não se irão arrepender. Quanto a mim, vou certamente continuar a ler as obras da autora, tenho A Casa Torta, As Dez Figuras Negras e O Assassinato de Roger Ackroyd à espera na estante, os suficientes para me entreter durante uns tempos.

 

Classificação no Goodreads: 5/5

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