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Claro como a água

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06
Abr16

OPINIÃO | Para a Minha Irmã

Para a Minha Irmã

 

Título: Para a Minha Irmã

Autor: Jodi Picoult

Ano da primeira publicação: 2008

Editora: Civilização Editora

 

Se há coisa que nunca me despertou grande curiosidade foram os livros de Jodi Picoult. Tinha ideia de serem romances lamechas e demasiado dramáticos, e confesso que não gosto nada disso.

Após alguma pesquisa lá me decidi a ler Para a Minha Irmã, li a versão original em ebook: 
My Sister's Keeper
(tenho tido algumas dificuldades em separar-me do Kobo).

Esta leitura serviu para desmistificar a ideia que tinha acerca dos livros de Jodi Picoult, no entanto foi uma enorme desilusão!

 

Contrariamente ao que é hábito, e por querer justificar o facto de não ter gostado muito do livro, sou obrigada a revelar a parte inicial da história.

 

A história tinha tudo para correr bem. O casal Fitzgerald tem três filhos: Jesse, Kate e Anna. Kate tem uma doença bastante grave, um caso específico de leucemia, que lhe foi diagnosticado quando tinha apenas dois anos de idade. Kate precisa de encontrar um dador compatível que lhe possa doar sangue, medula óssea (e mesmo órgãos), para que a leucemia entre em remissão e Kate possa curar-se. O dador ideal seria um familiar, no entanto nenhum dos pais nem o irmão Jesse são compatíveis. É então que os pais de Kate decidem ter outro filho, geneticamente modificado e seleccionado para ser um dador compatível com Kate, e assim nasce Anna. Durante a sua infância e adolescência, Anna passa por muito para ajudar a irmã, o processo de recolha de sangue e medula óssea não é de todo simples e pode ser muito penoso.

 

 

A autora aborda questões bastante complexas e controversas como o planeamento genético de uma criança para salvar outra, a submissão de uma criança saudável a todos aqueles procedimentos médicos, a partir de que idade pode/deve/consegue uma criança decidir o que é melhor para si. A forma como o faz nem sempre é a melhor mas no geral agradou-me.

 

As personagens estão bem construídas, gostei particularmente de Anna, dos outros não tanto. A escrita é agradável, não achei soberba como muitos dizem, achei bastante simples e pouco descritiva, mas reconheço que a autora tem a capacidade de transmitir ao leitor todos os sentimentos vividos pelas personagens ao longo do enredo.

 

Se a história terminasse na página 150 e não na 420, a minha opinião teria sido bastante positiva, e certamente voltaria a ler algum livro de Jodi Picoult, mas infelizmente ainda tinha mais de 250 páginas pela frente. Todas aquelas páginas eram desnecessárias, teria sido possível escrever a mesma história em apenas 200 páginas. Cheguei a uma altura em que comecei a sentir-me aborrecida e só queria chegar ao final do livro para não ter de o ler mais, este sentimento diz tudo.

 

Ainda que a temática esteja bastante longe da ficção, a história que Jodi escreveu parece-me demasiado irrealista, principalmente aquela parte final (não o final em si) em que percebemos tudo. Sobre o final da história prefiro nem comentar para não ferir a susceptibilidade dos leitores.

 

Podia ter sido uma leitura agradável? Sim, podia. Conseguia ter escrito uma review diferente dada a sensibilidade do livro? Sim, era bem capaz. Só que não quero enganar ninguém, hoje não deu!

 

 

Classificação no Goodreads: 2/5

 

 

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