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Claro como a água

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02
Mai16

OPINIÃO | Os Livros que devoraram o meu pai

Os Livros que Devoraram o Meu Pai

 

Título: Os Livros que devoraram o meu pai

Autor: Afonso Cruz

Ano da primeira publicação: 2008

Editora: Caminho

 

Após ter lido seis livros do Afonso Cruz, eis que chega a desilusão. Os Livros que devoraram o meu pai foi publicado em 2008, é o terceiro livro do autor e aquele de que menos gostei, mas que final é este meus senhores?!

Estão a ver quando um autor vos habitua a histórias mágicas, personagens incríveis e uma escrita para lá de genial? Sim? Óptimo! Agora imaginem que assim de repente esse autor diminui a magia a que vos habituou. Desilusão é tudo o que eu sinto.

 

Mas não se vão já embora porque não foi assim tão mau, classifiquei o livro com 4 estrelas em 5.

 

Este é um livro sobre livros, sobre a paixão pela literatura e sobre a forma como o leitor pode ser "transportado" para o mundo dos livros. O autor consegue de forma ternurenta descrever os sentimentos do leitor pelos livros, pelas histórias e pelas personagens literárias, ao mesmo tempo que aborda temos tão distintos como a saudade e a maldade entre os jovens.

 

É um livro que dirá muito a quem tal como eu se deixa absorver pelos livros, e talvez seja indicado para aqueles que dizem não gostar de ler. 

 

"Porque nós somos feitos de histórias, não é de a-dê-énes e códigos genéticos, nem de carne e músculos e pele e cérebros. É de histórias."

 

O livro faz parte do Plano Nacional de Leitura (para o 7º ano), encontra-se na secção juvenil das livrarias/bibliotecas. A história parece ser indicada para um público mais jovem mas achei que a mensagem que o autor pretende passar poderá ser difícil de entender por um jovem de 12 anos.

 

Afonso Cruz é o mestre da escrita, não tenho dúvidas disso, e como é normal tem melhorado com a prática. Sendo este um dos primeiros livros que escreveu, é expectável e mesmo notória a diferença relativamente a publicações mais recentes. Para quem nunca leu Afonso Cruz deixo um conselho de amigo: devem começar por este livro ou então nunca devem lê-lo! Mas é óbvio que já em 2008 a escrita do autor era mágica, ora note-se:

 

"Para uns, a raiz é a parte invisível que permite a árvore crescer. Para mim, a raiz é a parte invisível que a impede de voar como os pássaros. Na verdade, uma árvore é um pássaro falhado."

 

Um livro muito pequenino que se lê num ápice mas que nos conduz por muitos outros mundos como os de A Ilha do Dr. Moreau de H. G. Wells, Crime e Castigo de Dostoievski e Fahrenheit 451 de Ray Bradbury.

Isto é Afonso Cruz quase no seu melhor! Só pelo benefício da dúvida, vou pensar em reler este livro um dia, não vá não ter tido a capacidade de ver mais além.

 

Classificação no Goodreads: 4/5

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