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Claro como a água

Claro como a água

27
Jul16

Desabafo de uma leitora (um pouco maluquinha)

Para me salvaguardar deixem que vos diga que NÃO sou uma pessoa consumista nem interesseira e também NÃO sou uma ingrata, nem quero que este post se transforme numa reclamação. Sou apenas uma APAIXONADA POR LIVROS que se indigna facilmente.

 

Agora que já fiz os possíveis para vos manter por aqui, passo a expor o tema que muito me tem inquietado. 

 

Não faço questão de receber presentes no meu aniversário, é claro que gosto de os receber (quem não?) e a verdade é que todos os anos recebo um ou outro presente de familiares e amigos mais próximos. Mas, porque tudo na vida envolve uma ou várias conjunções adversativas, muito raramente me oferecem um livro. Sempre estranhei que assim fosse porque todas as pessoas à minha volta sabem que gosto de ler e que leio com regularidade. 

Quando me perguntavam o que queria receber eu respondia que um livro seria o ideal, muitas vezes até indicava um livro específico. A reacção à minha sugestão era algo do género: "Ohh, um livro? Não era bem isso que te queria dar", ou então: "Outro? Já tens tantos" ou ainda "Mas não há mais nada de que precises?".

 

Nem é bem o facto de não receber livros que me incomoda, não quero sequer que vos pareça que sou ingrata e fútil, (in)felizmente vocês não me conhecem e estes meus familiares e amigos mais próximos não estão a ler este post (e se estão talvez deixem de me oferecer presentes). O que me indigna seriamente é que estas pessoas de quem gosto muito, e muitas outras por este Portugal fora, não percebem que um livro não é SÓ um livro, livros nunca são demais e o mais importante, os livros ajudam-nos a sonhar e fazem de nós melhores seres humanos.

 

Pensar em como me tenho transformado desde que comecei a ler regularmente é assustadoramente fantástico:

- Tornei-me mais empática e humana

- Passei a conseguir ter vários pontos de vista

- Tornei-me melhor comunicadora

- Expandi o meu vocabulário

- Passei a ter uma visão diferente da sociedade, sou mais crítica e também mais compreensiva

- A minha imaginação ganhou asas, sou mais sonhadora

- Sou mais feliz

 

Ler um livro é como sonhar de olhos abertos, é sentir que a realidade à nossa volta desapareceu, já não estamos lá, é deixar que o livro nos envolva, é dar vida àquelas personagens, é estarmos felizes por elas, ficar tristes com elas. Bem vistas as coisas, enquanto lemos um livro sentimo-nos livres, despreocupados e felizes, como só um maluquinho consegue ser. Sim, ler um livro também é ser um bocadinho maluquinho. Parece exagero? Então é porque ainda não chegaram lá.

 

Desconfio que apenas os leitores regulares (aqueles leitores que têm sempre um livro na mesa de cabeceira, ainda que possam ler "apenas" 10 livros por ano) sabem o que é o prazer de ler um livro, acho também que só essas pessoas reconhecem verdadeiramente a importância que a leitura tem a nível intelectual e emocional. 

 

Ufaaa, este desabafo soube mesmo bem! Tenho a sensação de que muitos de vós partilham do desabafo.

 

P.S.: estou quase a fazer 25 anos (uma idade relativamente importante) talvez queiram repensar a vossa opinião sobre os livros, por favor?  

 

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