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Claro como a água

Claro como a água

29
Mai17

Feira do Livro 2017 #1

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Se no ano passado, quando ainda trabalhava no Marquês de Pombal, ia à Feira do Livro de Lisboa praticamente todos os dias, este ano a experiência terá de ser um bocadinho diferente. Assim estou a planear uma mega visita à Feira, já no próximo sábado, e uma ou duas mais breves se assim se justificar.

As dicas são as mesmas de sempre, os objectivos: 1) não comprar livros com menos de 40% de desconto, 2) tentar manter-me fiel à lista de livros que quero mesmo comprar, embora esteja disposta a ceder a uma ou outra pechincha e 3) não comprar livros de que nunca ouvi falar, mesmo que o preço seja tentador.

 

Lista para não esquecer:

Anna Karenina de Leo Tólstoi

Os Irmãos Karamázov de Fiodor Dostoievski

Dom Casmurro de Machado de Assis

Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis

O Primo Basílio de Eça de Queirós

O que Maisie Sabia de Henry James

A Elegância do Ouriço de Muriel Barbery

Uma Vida à Sua Frente de Romain Gary

 

Tentações (previstas):

Relógio d'Água

Alfarrabistas

Joel Neto

Agatha Christie

 

Lista de afazeres antes de sábado:

Contar o dinheiro do mealheiro da FL

Anotar os PVP dos livros da "Lista para não esquecer"

Analisar os livros do dia 

 

25
Mai17

OPINIÃO | O Funeral da Nossa Mãe

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Título: O Funeral da Nossa Mãe

Autor: Célia Correia Loureiro

Ano da primeira publicação: 2012

Editora: Alfarroba

 

Quando penso em enredos em torno de famílias, vêm-me à memória obras como A Casa dos Espíritos de Isabel Allende,  Pássaros Feridos de Colleen McCullough e, agora também, O Funeral da Nossa Mãe de Célia Correia Loureiro. O que é que estes livros têm em comum, para além da família, perguntarão vocês? Personagens muito completas e cativantes e uma história muito bem conseguida, ingredientes essenciais e suficientes a uma leitura absorvente.

 

O mote para a história é o suicídio de Carolina e o último pedido que faz às três filhas: Luísa, Cecília e Inês. Este último pedido de Carolina leva as três jovens a reunirem-se em Vila Flor, no Alto Alentejo, onde são conduzidas, pela tia Elisa, ao passado dos pais. Mais do que uma viagem temporal, as três irmãs vivem uma viagem de auto e hetero descoberta que, surpreendentemente ou não, acaba por fortalecer a sua relação.

 

Gostei mesmo muito das personagens que a autora construiu, principalmente das três irmãs, têm personalidades muito distintas e bastante demarcadas: Luísa, é a mais velha e também a mais racional, Cecília mais sentimental e Inês a mais desconfiada.

Senti que as restantes personagens, não menos importantes, estão envoltas em mistério, talvez pelo facto de a autora ir revelando, aos poucos, traços das suas personalidades. Esta característica fez-me nutrir sentimentos contraditórios relativamente a algumas das personagens, culminando numa opinião formada apenas quando já estava a poucas páginas do final do livro. Gosto tanto destas personagens enigmáticas!

 

E o amor transbordava. A cada vez que ele conduzia descalço ou se inclinava sobre um prato de comida, distraído. A sua nuca, as suas mãos, o seu olhar. Os seus comentários vagos, concisos, sem segundas intenções, entredentes. O amor vinha por fora e lavava-a, afogava-a. Bastava que, por um instante, ardesse o espaço entre a sua perna e a dele, a centímetros de distância. Bastava que, por um segundo, a mão dele roçasse o seu braço. Bastava que a mão dela, fingindo-se distraída, fosse agarrar o braço dele. O amor transbordava, vinha por fora, a cada vez que ele era ele, e que ela era ela, a seu lado. Bastava que, em efectivo, girasse o mundo e existissem os dois para que o amor dela, por ele, transbordasse.

 

Fiquei deliciada e surpreendida com a escrita da Célia, muito profunda e madura mas suficientemente directa. Ainda que a escrita seja fluída, deparei-me com algumas entraves como parágrafos demasiado extensos e momentos sem acção algo longos, o que me levou a sentir que, em algumas fases da história a coisa estava a andar devagar e a perder algum interesse. Mas reconheço que isto pode ser um problema meu.

 

A verdade é que, ainda assim, fiquei presa ao livro, quis lê-lo rapidamente de tão bom que estava a ser, e assim que o terminei senti aquele vazio que os bons livros deixam quando viramos a última página.

 

Se não estou em erro a autora tem outros dois livros publicados: Demência e A Filha do Barão, este último um romance histórico. Dada a minha aversão a romances históricos, quero ver se compro o primeiro, se for pelo menos quase tão bom como O Funeral da Nossa Mãe, vou ter de rever a minha lista de autores portugueses favoritos.

 

Classificação no Goodreads: 4/5

24
Mai17

OPINIÃO | O Paraíso Segundo Lars D.

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Título: O Paraíso Segundo Lars D.

Autor: João Tordo

Ano da primeira publicação: 2015

Editora: Companhia das Letras 

 

Na minha última visita à biblioteca, tencionava requisitar um livro de Rosa Lobato Faria que descobri não estar disponível na altura. Lá decidi que, em alternativa, traria um outro livro escrito por um autor português. Foi assim que parti para o segundo volume da trilogia Lugares Sem Nome.

 

Se bem se recordam, O Luto de Elias Gro, o primeiro volume da trilogia, aqueceu-me o coração e acrescentou o nome João Tordo à lista de autores que quero continuar a ler. Com este segundo volume, O Paraíso Segundo Lars D., fiquei de rastos, no sentido menos bom da expressão.

Fui, inevitavelmente, levada a comparar os dois volumes e a diferença é notória. Senti, ou devo antes dizer que não senti, que falta sentimento, presente ao longo de todo o primeiro volume, e que tanto me deliciou. Mais estranho foi voltar a encontrar estas personagens e ficar com a sensação de que não eram as mesmas que tinha conhecido anteriormente 

 

Ainda assim, a escrita de João Tordo é suficientemente arrebatadora para atenuar o desagrado sentido. A solidão e a busca pelo sentido da existência, temáticas comuns às várias obras do autor, acabam sempre por resultar bem, ainda que umas vezes melhor do que outras.

Somos aqueles que chegaram antes de nós e partiremos com todos os que estiveram connosco.

 

Classificação no Goodreads: 3/5

22
Mai17

Dia do Autor Português

Hoje comemora-se o Dia do Autor Português

Quando era adolescente tinha aversão a livros escritos por autores portugueses, as únicas excepções eram Saramago e Eça de Queiróz. Cresci lado a lado com os best-sellers e as recomendações do tipo "leva este que vende bem", ou "este vai dar um filme". Diria que cerca de 80% dos livros que li durante a adolescência foram escritos por autores estrangeiros e posteriormente traduzidos para português.

Mas com a idade veio a afirmação, o não deixar que decidissem por mim, talvez o querer ser diferente. Descobri a literatura portuguesa e toda a potencialidade da escrita em português. Foram horas de prazer, um sentimento diferente do que estava habituada, resmas de livros acessíveis através da biblioteca e vários "novos" livros e autores favoritos.

 

Deixo-vos algumas sugestões de leitura em português:

 

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Foi também durante esta fase que comecei a ler clássicos, outro sentimento diferente, mas essa conversa fica para outro dia.

 

Pág. 1/4

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