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Claro como a água

Claro como a água

28
Abr17

A ler...

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Terminei há três dias a leitura de A Gorda de Isabel Figueiredo, com tanto alarido à volta do livro não esperava uma leitura assim-assim, para mim foram 3 estrelas. Conto publicar o post de opinião durante o fim-de-semana.

 

Em paralelo comecei a ler o livro de contos Sonhos Azuis pelas Esquinas do Ondjaki, um livro muito curto mas reconfortante. Não sendo um livro que queira ler de uma assentada, peguei em Anúncio de um Crime da Agatha Christie para me entreter nas viagens até ao trabalho, é o meu primeiro livro com a personagem Miss Jane Marple e estou a achar a senhora maravilhosa! Entretanto, durante um ataque de gula literária, comecei a ler A Insustentável Leveza do Ser de Milan Kundera, naquela de "só vou ver como é porque não aguento esperar até terminar o que estou a ler", mas não consegui resistir. Foi assim que a situação se descontrolou...

 

E vocês, o que estão a ler?

26
Abr17

OPINIÃO | O Remorso de Baltazar Serapião

 

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Tí­tulo: O Remorso de Baltazar Serapião

Autor:  Valter Hugo Mãe

Ano da primeira publicação: 2006

Editora: Porto Editora

 

Duas semanas volvidas e algumas ideias mal arrumadas e eis que se formou uma espécie de opinião acerca do livro O Remorso de Baltazar Serapião do escritor português Valter Hugo Mãe. 

 

A acção deste romance desenrola-se na idade média e começa assim:

 

A voz das mulheres estava sob a terra, vinha de caldeiras fundas onde só o diabo e gente a arder tinha destino. a voz das mulheres, perigosa e burra, estava abaixo do mugido e atitude da nossa vaca, a sarga, como lhe chamávamos.

 

O protagonista desta história é Baltazar Serapião, um homem igual aos outros, educado segundos os princípios e valores da época, instruído de que Ermelinda, a sua mulher, apenas existe para o servir e, portanto, encontra na violência e agressão a melhor forma de expressar o amor que sente por ela.

 

Não é um livro bonito nem de fácil leitura, não pela escrita, essa é toda aquela maravilha que por aqui já escrevi, mas antes pelo conteúdo. Não gostei das personagens, acho que a sarga é a única que se safa.

 

Levei alguns dias a reflectir sobre esta leitura por ter sido uma experiência demasiado emotiva e revoltante. Quis deixar que a raiva desaparecesse e que as ideias assentassem, mas a raiva não desapareceu. Penso que isto poderia ter resultado muito melhor se o autor não exagerasse na caracterização da mulher, para além de revoltante chegou a ser entediante ler todos aqueles comentários. 

Dizia o meu pai, a voz das mulheres só sabe ignorâncias e erros, cada coisa de que se lembrem nem vale a pena que a digam. mais completas estariam, de verdade, se deus as trouxesse ao mundo mudas. só para entenderem o que fazer na preparação da comida e debaixo de um homem e nada mais.

 

Quem já leu outras obras do autor vai certamente notar que esta é muito mais pesada e violenta. Esta não é uma leitura que queira guardar na memória.

 

Classificação no Goodreads: 3/5

24
Abr17

DICAS | Hiperactividade cerebral

 

Acho que todos passamos por fases em que andamos mais acelerados e até mesmo stressados. A mim acontece-me quando os meus dias são mais agitados no trabalho, nas últimas semanas tenho tido vários projectos em mãos e com tanto trabalho e tantos assuntos diferentes para lidar, o desgaste psicológico é enorme e a máxima é a sempre a mesma: "hoje vou-me deitar cedo!". 

Mas, quando caio na cama, fisicamente exausta e a precisar de descansar, o cérebro não pára, antes pelo contrário, tende a acelerar e a pensar em tudo o que fiz naquele dia, tudo o que devia ter feito e não consegui e, consequentemente, em tudo o que tenho para fazer no dia seguinte. Ao que se segue a fase em que o cérebro entra em pânico porque não estou a conseguir adormecer, olho para o relógio, faço as contas, já só me restam pouco mais de 6 horas até o despertador tocar. SOCORRO!!

Esta rotina repete-se vezes sem conta e a falta de descanso começa a evidenciar-se através de falta de concentração, défice de rendimento e ataques de riso sem justificação aparente.

 

Uma destas noites de hiperactividade cerebral, peguei no telemóvel e descarreguei uma aplicação cujo nome é '3 Minutes Meditation'. Releva salvaguardar que sou uma leiga nesta área, não percebo nada de meditação e nunca antes me havia interessado pelo assunto. Experimentei uma das gravações gratuitas com a duração de 3 minutos, o objectivo era incitar ao relaxamento e abstracção. Não sei se foi a minha predisposição a esta técnica, ou se poderá ter uma explicação mais científica, certo é que, o meu cérebro abrandou e a preocupação e o alarmismo, não tendo desaparecido, atenuaram o suficiente para que passado poucos minutos já estivesse a dormir. 

 

Quando contei esta experiência ao meu namorado, achou que estava a ficar maluquinha, o meu irmão levantou o sobrolho e preferiu não dizer nada. Não sei o que pensam vocês que chegaram ao último parágrafo do post, mas se também costumam passar por estas fases de hiperactividade cerebral e têm dificuldade em adormecer, acho que deviam mesmo experimentar, pode ser que também resulte convosco!

23
Abr17

Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor | 2017

DiaMundialdoLivro.png

 

Hoje, celebramos o Dia Mundial do Livro. Esta data é comemorada, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril. Trata-se de uma data simbólica para a literatura, já que, segundo consta, neste dia desapareceram importantes escritores como Miguel de Cervantes e William Shakespeare.


Actualmente esta data é celebrada em cerca de 100 países e tem como objectivo proporcionar a reflexão sobre a importância da leitura, bem como relevar o prazer que esta atividade proporciona. Os direitos do autor também são lembrados no dia 23 de Abril, de modo a proteger a criação do autor e não tirar a sua credibilidade através da pirataria.


Em 2017, e porque se comemoram os 150 Anos da Abolição da Pena de Morte em Portugal, a Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas quis relacionar o Dia Mundial do Livro com esta efeméride, incitando à leitura e celebrando o livro como um hino à vida .


O cartaz deste ano, um cartoon com concepção e design da ilustradora e cartoonista Cristina Sampaio, pretende mostrar simbolicamente que o livro e a leitura são factores fundamentais para o crescimento económico, político, social e cultural, e que se encontram na base da cidadania plena.

 

Nós por aqui vamos fazendo os possíveis para relembrar o quão gratificante e importante é a leitura.

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