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Claro como a água

Claro como a água

31
Out16

OPINIÃO | A Casa Torta

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 Título: A Casa Torta

Autor: Agatha Christie

Ano da primeira publicação: 1949

Editora: ASA

 

Após várias tentativas mal sucedidas, lá consegui acertar no livro que me ajudaria a sair do poço da depressão literária. Agatha Christie levou-me a conhecer a "casa torta" através de um enredo soberbo difícil de igualar, e isso foi o ideal para me trazer de volta ao mundo imaginário da ficção literária.

 

Este é o quarto livro da autora que tenho o prazer de ler e que se tornou um dos meus preferidos, a par de As Dez Figuras Negras. Também nesta aventura o assassino só é descoberto (e de forma surpreendente) nas últimas páginas, mantendo o suspense e a dúvida até ao final.

 

A Casa Torta é o primeiro livro que leio sem a personagem Poirot, o papel de detective improvisado cabe a Charles Hayward, personagem que não volta a figurar em nenhuma outra obra da autora, aquando da morte do velho milionário e patriarca da família Leonides. Charles é para além de detective, o narrador desta trama e guia turístico pela casa "torta", casa essa onde habita a família Leonides.

 

A escrita de Agatha Christie é detalhada e muito cuidada, como já tive oportunidade de escrever em outras opiniões, proporcionando uma leitura fluida e quase sempre voraz. 

 

Agatha Christie continua a encantar-me (e quase sempre a surpreender-me), já vos disse que quero ler grande parte das obras da autora, principalmente agora que a reconheço como salvadora das minhas crises literárias. Conto ler O Natal de Poirot algures em Dezembro (se bem que já se vê pinheiros e enfeites de Natal em várias lojas), tenho também Anúncio de um Crime e O Enigma das Cartas Anónimas a aguardar na estante, já leram algum destes três?

 

Classificação no Goodreads: 5/5

28
Out16

10 autores para ler até ao final do ano | Update

Lembram-se de ter partilhado convosco os dez autores que queria ler até ao final do ano? A lista de autores e as minhas motivações podem ser consultada aqui

 

Passaram praticamente 3 meses desde que publiquei o post e faltam cerca de 2 meses para terminar o ano, está mais do que na hora de fazer um balanço.

Até ao momento li 5 dos 10 autores da lista, um bom ritmo tendo em conta que deixei as leituras em standby durante mais de um mês. Aqui fica um breve resumo:

 

Tolstói - comecei com A Morte de Ivan Ilitch, uma obra pequenina mas muito intensa. Confirma-se a ideia que tinha pré-concebido sobre a profundidade da escrita e a complexidade das personagens, ler Tolstói é essencial. Próxima aventura: Anna Karenina.

 

Colleen McCullough - Pássaros Feridos faz agora parte do meu lote de favoritos (não foi à toa que vos dei cinco motivos para ler este romance), a autora enche-nos a alma e o coração ao levar-nos a viver várias vidas e gerações ao longo destas 600 páginas. Recebi várias sugestões de leitura após ter comentado que adorei o livro, a que mais me intrigou foi Cem Anos de Solidão de Gabriel García Márquez, um autor para ler em 2017 (que este ano já não há tempo disponível).

 

Ernest Hemingway - li O Velho e o Mar e confesso que não foi de todo o que esperava, talvez não tenha alcançado a profundidade da obra (?) ou talvez simplicidade em demasia tenha atrapalhado, a verdade é que não fiquei totalmente convencida. O próximo que vou experimentar será Paris é uma Festa.

 

Marguerite Duras - comecei por ler O Amante, um livro bastante controverso pela temática e opinião em geral, foi uma leitura diferente que não me é possível caracterizar. Certo é que vou ter de reler o livro, sinto que muita coisa me passou ao lado.

 

Maria Manuel Viana - através de Gramática do Medo percebi que a escrita desta autora é das mais distintas e completa que a literatura portuguesa tem para oferecer. Vou querer acompanhar de perto o trabalho da autora.

 

Em jeito de conclusão, ler estes cinco autores veio colmatar uma lacuna (leia-se vergonha) na minha experiência enquanto leitora e serviu também para aumentar a minha lista de livros para ler! 

 

Mais cinco autores se seguirão: Anton Tchekhov, Clarice Lispector, Hermann HesseJoel Neto e John Kennedy Toole. Conto partilhar esta aventura convosco lá para fins de Dezembro.

 

27
Out16

DESAFIO | Dias da semana em livros

O desafio foi sugerido pelo Capitão Fantástico e consiste em associar um livro a cada dia da semana, sendo que cada dia da semana está associado a um sentimento ou estado emocional.

 

Já respondi a este desafio há algum tempo, na altura publiquei um post por cada dia da semana (podem consultá-los algures por aqui), mas desta vez vou compilar tudo num único post e tentar não repetir os livros.

Ora aqui vai:

 

Domingo - Um livro que não queres que termine ou não querias que terminasse

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É tão bom como tanto se diz por aí, ainda tenho de ver o filme.

 

 

Segunda-Feira - Um livro que tens preguiça de começar

 

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Estou de pé atrás com este livro, foi-me impingido no meu aniversário e está na estante a aguardar uma possível leitura. Tenho um misto de sentimentos relativamente a este livro, quero lê-lo mas tenho muito medo do que aí vem e, confesso, alguma preguiça de lhe pegar.

 

 

Terça-Feira - Um livro que leste por obrigação

 

Aventuras de João Sem Medo

 

Li as Aventuras de João sem Medo para a disciplina de Português durante o sétimo ano. Foi uma leitura obrigatória por indicação da professora, mas não descansei enquanto não o terminei. É um dos meus preferidos da literatura portuguesa e a minha recomendação de eleição para o público juvenil.

 

 

Quarta-Feira - Um livro que deixaste pela metade ou estás a ler no momento

 O último livro

 

O único livro que li do autor e dos poucos livros que não consegui terminar. Ainda não estou preparada para dar outra oportunidade ao senhor.

 

 

Quinta-Feira - Um livro "de quinta", que não recomendas

 A Terceira Condição

 

Estranhamente barato e demasiado doloroso. A frase da Quarta-feira também se aplica neste caso.

 

 

Sexta-Feira - Um livro que queres que chegue logo (lançamento ou compra)

 Nem Todas as Baleias Voam

 

Esta opção é bastante previsível. Aguardemos por 9 de Novembro.

 

 

Sábado - Um livro que quiseste recomeçar assim que terminou

 

Para Onde Vão Os Guarda-Chuvas

 

Quando me pedem sugestões de leitura, este é inevitavelmente o primeiro que me vem à cabeça. É daquelas histórias marcantes, com personagens ternurentas que guardamos no coração e uma escrita sublime que (não me canso de dizer isto) só Afonso Cruz consegue. Um livro para ler várias vezes e impingir a todos as pessoas, sejam elas leitores vorazes, de ocasião ou mesmo anti-leitura.

 

 

E vocês, que livros escolheriam para cada dia da semana? Já leram algum dos livros que mencionei?

27
Out16

DIVULGAÇÃO | Afonso Cruz

Wook.pt - Nem todas as Baleias Voam

 

Tenho andando um pouco ausente do blog e das redes sociais, mas continuo de olho nas livrarias online. Hoje vi que está a chegar o novo livro de Afonso Cruz, Nem Todas as Baleias Voam.

 

Já está em pré-venda aqui mas apenas estará disponível a partir de 9 de Novembro. Entusiasmados? Dêem uma olhada na sinopse:

 

Em plena Guerra Fria, a CIA engendrou um plano, baptizado Jazz Ambassadors, para cativar a juventude de Leste para a causa americana. É neste pano de fundo que conhecemos Erik Gould, pianista exímio, apaixonado, capaz de visualizar sons e de pintar retratos nas teclas do piano. A música está-lhe tão entranhada no corpo como o amor pela única mulher da sua vida, que desapareceu de um dia para o outro. Será o filho de ambos, Tristan, cansado de procurar a mãe entre as páginas de um atlas, que encontrará dentro de uma caixa de sapatos um caminho para recuperar a alegria.

 

11
Out16

OPINIÃO | Uma Dor Tão Desigual

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Título: Uma Dor Tão Desigual

Autor: Vários

Ano de publicação: 2016

Editora: Teorema 

 

Oito autores portugueses aceitaram o desafio de explorar as fronteiras múltiplas e ténues que definem a saúde psicológica, através de oito contos de estilos muito diferentes mas igualmente originais:

Síndrome de Diógenes de Afonso Cruz
A Outra Metade de Dulce Maria Cardoso 
Josef de Gonçalo M. Tavares 
Jaca de Joel Neto 
Chameada de Pássaros de Maria Teresa Horta
Jogo Honesto de Nuno Camarneiro
Da Impossibilidade de ser Livre de Patrícia Reis
Ela só tinha uma oportunidade de Richard Zimler

 

A temática por si só já seria suficiente para me seduzir mas aliada a um leque de fantásticos escritores, tornou-se irresistível!

Qualquer um dos contos é uma viagem alucinante e profunda ao mundo da psicologia, que nos leva a questionar a racionalidade do comportamento humano. Duas semanas após ter terminado a leitura ainda recordo os contos que mais me marcaram. A grande surpresa foi Gonçalo M. Tavares que conseguiu (finalmente) agradar-me, a sua personagem/conto "Josef" foi até um dos que mais gostei. Nuno Camarneiro e Richard Zimler foram duas estreias e igualmente surpreendentes, fica a certeza que irei explorar as suas obras.

 

Uma Dor Tão Desigual é o livro ideal para fugir à rotina, com uma premissa promissora e muito bem escrito, não há como não deliciar qualquer o leitor.

Classificação no Goodreads: 4/5

Pág. 1/3

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