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Claro como a água

Claro como a água

03
Ago16

10 autores para ler até ao final do ano

O meu nível de vergonha sobe para níveis máximos quando penso nos grandes autores que ainda não li. Decidi dar-lhes alguma prioridade e seleccionar os que considero serem os mais urgentes.

 

Já disse aqui que este ano apaixonei-me pelos escritores russos. Não é apenas a escrita que é diferente, a personificação dos autores nas suas obras e a profundidade que alcançam proporciona-nos uma experiência extraordinária enquanto leitores. Existem tantos autores russos que preciso de ler que vi-me obrigada a seleccionar os próximos. Os vencedores, dispensam apresentações, são Anton Tchekhov (1860-1904) e Lev Tolstói (1828-1910), talvez um dia escreva um post sobre eles. Do Tchekhov tenho Contos Escolhidos da colecção Novos Clássicos da Civilização Editora e é por aí que pretendo começar. De Tolstói não tenho nenhum e não quero aventurar-me com um dos pesados, acho que vou começar por ler A Morte de Ivan Ilitch.

 

                       Anton Chekhov                       

 

A primeira senhora na lista é Colleen McCullough (1937-2015), natural da Austrália, autora de vários romances de sucesso. Após uma breve pesquisa posso dizer que a autora escreveu maioritariamente obras de ficção histórica. Por enquanto só tenho um livro da autora na minha lista: Pássaros Feridos. Tenho a versão ebook e será um dos próximos livros em que vou pegar.

 

 

Tenho tanta vergonha de dizer que nunca li nada do autor norte-americano Ernest Hemingway (1899-1961). Antes de se suicidar, este senhor ganhou um prémio Pulitzer e um Nobel da Literatura. Pretendo começar precisamente com a obra com que o autor venceu o Pulitzer em 1953, O Velho e o Mar.

 Ernest Hemingway

 

Hermann Hesse (1877-1962) escritor e pintor alemão, foi galardoado com um Nobel da Literatura e venceu o Prémio Goethe no mesmo ano. Publicou vários contos e ensaios, muitos deles alusivos à espiritualidade, mas é através dos romances que é reconhecido. O meu eleito para esta aventura é também o seu mais popular: Siddhartha.

 

Hermann Hesse 

Um outro autor que também quero ler foi mais uma das vítimas da depressão, John Kennedy Toole (1937-1969). O autor norte-americano apenas publicou (postumamente) duas obras Uma Conspiração de Estúpidos e The Neon Bible. Acredita-se que foram as rejeições das editoras que o levaram à depressão e consequente suicídio. Ironicamente, após o reconhecimento dos seus dotes literários, o autor venceu um Prémio Pulitzer com a obra Uma Conspiração de Estúpidos. É esta que quero ler.

 

 

Nunca pensei escrever isto mas a autora que vou mencionar nasceu na Cochinchina (região sul do actual Vietname) tendo mais tarde emigrado para França juntamente com os pais. Falo de Marguerite Duras (1914-1996), pseudónimo de Marguerite Donnadieu, uma das principais figuras femininas da literatura do século XX. Foi escritora de romances, peças de teatro, narrativas curtas e foi também cineasta. Conto começar por ler O Amante que me foi muito recomendado.

 

Marguerite Duras

 

Mais uma senhora, para tentar equilibrar a coisa, desta vez uma escritora natural da Ucrânia e nacionalizada brasileira: Clarice Lispector (1920-1977). É a autora de vários romances, ensaios e contos, recentemente a Relógio d'Água compilou todos os contos da autora numa edição que denominou Todos os Contos. A minha preferência recai pelos romances, por um em particular A paixão segundo G. H., que a biblioteca tem à minha espera.

 

 

Vamos dar alguma vida a esta lista? É que os escritores referidos até ao momento já faleceram, alguns até se suicidaram, o que nos pode deixar muito em baixo. Curiosamente, ou não, os próximos escritores não só estão vivos como são portugueses.

O primeiro que já digo querer ler há alguns meses é Joel Neto, autor dos romances Arquipélago e A Vida no Campo. Joel Neto é jornalista, trabalhou na televisão e na rádio e é também escritor. Tenho reparado que anda tudo doido com este autor, principalmente desde que o seu mais recente romance foi publicado, em Maio deste ano. Não quero esperar mais e por isso assim que conseguir fazer uma visita à biblioteca vou trazer também o Arquipélago. 

 

 

Para acabar da melhor forma tinha que ser com uma senhora e portuguesa, um nome que poucos conhecem mas que elevou as minhas expectativas ao máximo, Maria Manuel Viana. É provável que não reconheçam o nome mas talvez a capa de um dos seus livros vos diga qualquer coisa, pelo menos tem sido bastante censurada. Não sei se deva começar pela Teoria dos Limites ou pela Gramática do Medo, não tenho nenhum dos dois e também não os encontrei na biblioteca, provavelmente terei de comprar.

 

 

Tenho outros autores em vista mas estes são aqueles que considero mais urgentes e que quero tentar ler até ao final do ano. Não vale envergonharem-me por ainda não ter lido nada destes autores, mas podem indicar-me quais são os vossos preferidos ou os que vos deixam mais curiosos 

 

(Todas as imagens foram retiradas da internet e contêm o link para a fonte)

02
Ago16

Leituras do Mês | Julho

Julho foi o mês de 2016 em que li menos livros mas foi também um mês de leituras fantásticas. Tenho andado muito cansada e acabo por dar prioridade à minha necessidade de dormir, em detrimento da necessidade de ler. Em Julho li:

9 livros 

2 de não-ficção

2 de autores lusófonos

6 livros de autores que nunca tinha lido

2 clássicos da literatura 

 

Picture1.png

 

Aqui fica um resumo dos livros lidos e das classificações atribuídas, ainda não publiquei a opinião das penúltima leitura mas conto fazê-lo durante esta semana.

Crime e Castigo de Fiodor Dostoievski - 5/5

Viver Depois de Ti de Jojo Moyes - 5/5

Expiação de Ian McEwan - 4/5

O Livro das Coisas Perdidas de John Connolly - 5/5

Mayombe de Pepetela - 3/5

A Viúva de Fiona Barton - 3/5

Furiosamente Feliz de Jenny Lawson - 5/5

Como um Romance de Daniel Pennac - 5/5

Eu sou a Árvore de Possidónio Cachapa - 5/5

 

Livro de que mais gostei: Crime e Castigo de Fiodor Dostoievski

Livro de que menos gostei: A Viúva de Fiona Barton

 

Se no final de Junho tinha 28 livros por ler na estante, no final de Julho deveria ter menos, certo? Errado! Não sei bem como o fiz (até sei, no entanto tenho vergonha de vos contar) mas neste momento são 30. Estou totalmente focada em diminuir consideravelmente este número durante Agosto, até porque já não tenho espaço na estante.

 

Como foram as vossas leituras?

01
Ago16

OPINIÃO | Eu Sou a Árvore

WP_20160729_003.jpg

 

Título: Eu Sou a Árvore

Autor: Possidónio Cachapa

Ano da publicação: 2016

Editora: Companhia das Letras

 

Este foi o livro que quebrou o meu jejum de compras literárias. Na altura escrevi:

"Entrei na livraria, vi o livro, toquei-lhe, peguei-lhe, admirei a capa, li a pequena biografia do autor, folheei o livro, abri-o numa página aleatória e li dois parágrafos. Senti que precisava de o levar comigo. Foi assim, com um autor de quem nunca tinha ouvido falar e com um livro de que não tinha qualquer referência, que quebrei um jejum que já durava há mais de 1 mês e meio. Das duas uma, ou o livro é mesmo bom ou alguma força divina me levou a abrir o livro na única página que vale a pena ser lida."

 

Já devem ter reparado que o veredicto é que o livro é mesmo bom!

 

Com Eu Sou a Árvore Possidónio Cachapa tornou-se uma referência da literatura portuguesa contemporânea para mim. Nunca antes tinha lido nada do autor e confesso que me senti ignorante por nunca antes ter ouvido falar nele. Mas, antes tarde do que nunca e agora que o descobri vou querer ler mais.

 

Li o livro devagar, tanto quanto a minha ansiedade conseguiu tolerar, para fazer durar o prazer da leitura. A escrita do autor é simples mas tão rica em descrições e tão emotiva, encheu-me as medidas.

 

"Tomar conta dos outros, às vezes temos de parar, abrir-lhes apenas os braços e ficar ali, sem fazer nada. Só a deixar que as nossas mãos acariciem as suas; a tocar os cabelos fininhos e macios de criança antes que eles se espessem e nos digam que já não precisam das nossas mãos. Rir com eles. Ser amado e amar. Só isso. Ou não deixar que a necessidade de abrir o ventre da terra, ciclicamente, se torne uma obsessão. O vício que tudo cega. A terra dá e a terra tira. Porque a terra espera também o dia em que será vencedora sobre o corpo físico do homem. Nela entrará a sua carne ou pousarão as suas cinzas. Não haver pressa, não haver pressa."

 

Não sei como são as restantes obras de Possidónio Cachapa mas esta tem uma característica muito peculiar que me inquieta e me apaixona ao mesmo tempo. O autor revela ao longo da história pequenos acontecimentos futuros (como quem dá um doce a uma criança e lho tira logo de seguida) por exemplo a morte de uma personagem, um bocadinho ao estilo do que Markus Zusak faz com a personagem Morte em A Rapariga que Roubava Livros. Não sei explicar bem se é o controlo evidente do autor relativamente à narrativa e a minha consequente impotência, sei é que adoro isto! Estas pequenas e surpreendentes revelações provocam em mim sentimentos tão controversos que nem consigo explicar.

 

Uma outra característica de que gostei bastante, e que me lembra Valter Hugo Mãe, é a presença constante da morte. Isto pode parecer um bocadinho mórbido mas não é assim tanto. Ao longo de toda a narrativa encontramos referências à vida e à morte sobre diferentes formas, não apenas a morte física.

 

As personagens são aquelas figuras imperfeitas tão reais como qualquer leitor e como o próprio autor. São personagens por quem os anos passam e com quem o autor constrói uma história bonita, que nos toca e nos faz ansiar por mais.

 

Ainda que queira não consigo escrever mais do que isto sem revelar mais do que devo. Foi das melhores compras (por impulso) que fiz, Possidónio Cachapa é agora uma das minhas recomendações da literatura portuguesa.

 

Classificação no Goodreads: 5/5

01
Ago16

É segunda-feira e eu não estou de férias, o que estão a ler?

É segunda-feira, é também o primeiro dia de Agosto, está sol e calor e eu estou fechada no escritório. Apesar de tudo, não sei se me custa mais a privação deste bom tempo ou dos meus livros.

 

Vou a meio de Jesusalém de Mia Couto. O livro está dividido em quatro partes que o autor denomina de "livros". Neste momento estou no início da parte 2 e estou a sentir alguma dificuldade em relacionar a parte 2 com a parte 1. Mas, a escrita de Mia Couto é sempre magnífica.

 Jesusalém

 

Durante o fim-de-semana resolve pegar em O Último Livro de Zoran Živković, vou sensivelmente a meio. Já muito li acerca deste autor e dos seus livros, tinha elevadas expectativas principalmente ao nível da escrita. Mas, este livro está a revelar-se uma decepção, desde a escrita às personagens, nada me agrada.

 

O último livro

 

E por estar desiludida com a leitura anterior resolvi pegar no primeiro volume da trilogia Wayward Pines. Não podia ter escolhido melhor. Comecei hoje e por isso ainda só li o primeiro capítulo. É mesmo viciante, tivesse mais tempo e de certeza que o terminava hoje!

 

Pines (Wayward Pines, #1)

 

Para além destes continuo com O Livro do Desassossego de Fernando Pessoa e o Roteiro do Céu de Guilherme de Almeida.

 

Como vão as vossas leituras? Tenho a certeza que há por aí muito boa gente de férias a causar inveja aos desgraçados que estão a trabalhar esta semana.

 

Boa semana e boas leituras!

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