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Claro como a água

Claro como a água

19
Ago16

Férias & Outras formas de ler

AVISO: Este post pode parecer nojento aos olhos de quem já gozou as férias de Verão

 

Após um Verão intenso e algumas lamurias por nunca mais chegar a minha vez, eis que estou a poucas horas de entrar de férias. Este ano vou experimentar as 3 semanas. Corro o risco de me esquecer de passwords, da localização do escritório e até do nome de alguns colegas, mas o importante é conseguir limpar o cérebro, descansar o corpo e divertir-me.

 

Se durante o resto do ano não faço planos de leitura, nas férias muito menos. Gostava de aproveitar para ler um dos calhamaços que tenho na estante, alguns contos do Chekhov, um romance de Camilo Castelo Branco e talvez despachar um dos encalhados da minha estante. Mas isto parecem-me livros a mais.

 

Tendencialmente leio menos quando estou de férias, tento fugir à rotina procurando fazer coisas diferentes, mas a verdade é que não deixo de levar um livro comigo sempre que saio de casa. Na tentativa de quebrar a rotina (a vários níveis) decidi que estas férias iria experimentar outras formas de ler e outros locais que não os habituais: transportes, cama e sofá. Estes são os objectivos:

 

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Divertido e diferente será de certeza, tal como será registar estes momentos, sim são necessárias fotografias para provar que sou suficientemente maluca para ler de pernas para o ar. Se conhecerem outros locais e/ou condições divertidas (e confortáveis) para ler, avisem.

 

Boas férias para quem partilha o meu entusiasmo, bom trabalho para os que ficam e boas leituras para todos 

17
Ago16

OPINIÃO | O Assassinato de Roger Ackroyd

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Título: O Assassinato de Roger Ackroyd

Autor: Agatha Christie

Ano da primeira publicação: 1926

Editora: Asa

 

Os ingredientes comuns a (quase) todos os livros de Agatha Christie, e que explicam o seu sucesso indubitável, são: uma cena do crime com uma ou mais mortes, um ou vários assassinos, todas as personagens são suspeitas, um detective brilhante para resolver o caso e uma explicação lógica e inesperada. O Assassinato de Roger Ackroyd revelou-se a excepção, pelo menos para mim.

 

Raramente, muito raramente, descubro quem é o assassino, mas desta vez descobri e logo nas primeiras páginas. Não foi nada bonito mas não foi o suficiente para desmoralizar, isso só aconteceu quando comecei a ficar confusa com as personagens. Faltou caracterização. Não sei se foi por neste caso o narrador ser uma das personagens do enredo e apenas nos ser dada a conhecer a sua perspectiva, sei é que não teve a mesma piada.

 

Continuo fã da forma como a autora constrói estes enredos cheios de detalhe e suspense, as células cinzentas de Hercule Poirot continuam a fascinar-me embora esteja a começar a embirrar com alguns dos seus comportamentos.

 

Não digo que esta obra seja má, acho é que Agatha Christie tem outras obras melhor conseguidas. Apesar de este ser um dos seus favoritos, com tantas obras publicadas este não será uma das minhas recomendações.

 

Classificação no Goodreads: 3/5

16
Ago16

O que pensam do "Top 10 de vendas de livros em Portugal"?

Eu não escrevo nem digo o que penso, para não parecer mal.

 

Top visto aqui:

1 - A Rapariga no Comboio de Paula Hawkins

2 - Viver Depois de Ti de Jojo Moyes

3 - Prometo Perder de Pedro Chagas Freitas

4 - Jogo da Felicidades de Bruna Lombardi

5 - O Pavilhão Púrpura de José Rodrigues dos Santos

6 - Agenda dos Educadores de Infância 2016/2017

7 - O Advogado Mafioso de John Grishman

8 - A Amiga Genial de Elena Ferrante

9 - A Mancha Humana de Philip Roth

10 - O Domador de Leões de Camilla Läckberg

 

16
Ago16

OPINIÃO | Pássaros Feridos

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Título: Pássaros Feridos

Autor: Colleen McCullough

Ano da primeira publicação: 1977

Editora: Bertrand Editora 

 

Sinto que vivi uma vida inteira neste livro. Poderia arranjar dezenas de adjectivos sinónimos de maravilhoso, fantástico, incrível e ainda assim nunca iria parecer suficiente. Acontece com os melhores. Atentem no primeiro parágrafo da obra:

 

"Existe uma lenda acerca de um pássaro que só canta uma vez na vida, com mais suavidade do que qualquer outra criatura sobre a Terra. A partir do momento em que deixa o ninho, começa a procurar um espinheiro, e só descansa quando o encontra. Depois, cantando entre os galhos selvagens, empala-se no acúleo mais agudo e mais comprido. E, morrendo, sublima a própria agonia e solta um canto mais belo que o da cotovia e o do rouxinol. Um canto superlativo, cujo preço é a existência. Mas o mundo inteiro pára para ouvi-lo, e Deus sorri no céu. Pois o melhor só se adquire à custa de um grande sofrimento.”

 

Este romance acompanha três gerações da família Cleary entre 1915 e 1969 e desenrola-se principalmente na Austrália. Ainda que ficção histórica não seja dos géneros literários que mais aprecio, tenho uma certa tendência para adorar (e até delirar) com enredos focados numa mesma família. Este em particular toca em temas como a existência do ser humano, a importância das escolhas e a incerteza/certeza do destino.

 

Motivos para ler este livro é o que não falta por aqui, deixo os meus eleitos:

  1. as personagens são tão completas que sentimos que vivem para além do livro
  2. a escrita da autora é cativante, rica em imagens e sentimentos, conseguimos facilmente visualizar as paisagens que a autora descreve
  3. a autora consegue relacionar muito bem a história da família com os acontecimentos da época
  4. é um livro muito absorvente, daqueles que nos fazem esquecer onde estamos
  5. Colleen McCullough sabe realmente como contar uma história

 

Não é um romance perfeito, nem sei se tal coisa existe. Reconheço que a autora se excedeu um bocadinho, podia ter contado a mesma história em menos páginas. Também fiquei de pé atrás com o comportamento de algumas personagens femininas, demasiada submissão para o meu gosto.

 

No final, estes pontos menos positivos pareceram-me pouco relevantes, terminei o livro com uma sensação difícil de descrever e agora que já passaram alguns dias percebo o quanto estas personagens me marcaram. Não se deixem intimidar pelas mais de 600 páginas, garanto-vos que esta experiência é inesquecível.

 

Classificação no Goodreads: 5/5

12
Ago16

Como enriquecer a minha estante e deixar-me (ainda mais) feliz

Primeiro impulso: com livros novos. Resposta correcta: com estes livros novos!

Continuo a ser bastante selectiva nos livros que quero ter na estante, a selecção torna-se mais fácil porque a maioria dos livros que gostava de ler estão disponíveis na biblioteca municipal. Eis a minha selecção:

 

Livros que preciso de ler o quanto antes

 

                Ouro e Cinza      Gramática do Medo      Gente Melancolicamente Louca

 

Ouro e Cinza de Paulo Varela Gomes, Gramática do Medo de Maria Manuel Viana e Patrícia Reis e Gente Melancolicamente Louca de Teresa Veiga são quatro autores portugueses que nunca li e que me parece não serem devidamente apreciados pelos leitores portugueses. Não sei porque assim é mas normalmente deixo-me fascinar por esses autores.

 

                As Serviçais      Contos de cães e maus lobos      Os Níveis da Vida

 

As Serviçais de Kathryn Stockett, um clássico que dizem ser brilhante e sobre o qual nada sei, não li reviews e recuso-me a ler a sinopse.

Contos de Cães e Maus Lobos de Valter Hugo Mãe e Os Níveis da Vida de Julian Barnes são dois livros de autores que adoro e que preciso de voltar a ler em breve. Pode parecer um bocadinho mórbido que sinta falta de dois autores que escrevem frequentemente sobre a morte e a dor, mas não é apenas isso que os aproxima e que me fascina, a verdade é que os dois têm o dom da escrita e é disso que sinto mais falta.

 

 

Não tão urgentes

 

                          Ana Karenina

 

O Eterno Marido e Os Irmãos Karamázov de Fiodór Dostoievski são dois livros que quero ler mas não para já, ainda tenho O Idiota pela frente. Tenho especial interesse em adquirir estas edições da Editorial Presença por serem as mais assertivas e completas que tenho visto. Ana Karenina de Leo Tolstoy está numa situação semelhante, só algum tempo depois de ler A Morte de Ivan Ilitch é que me aventura com este. 

 

               O Amante de Lady Chatterley     Manual Para Mulheres de Limpeza     Se o Passado Não Tivesse Asas

 

O Amante de Lady Chatterley de D. H. Lawrence da colecção Clássicos para Leitores de Hoje da Relógio d'Água. É mais um dos clássicos que quero ler mas não será para já, ainda tenho muitos outros pela frente.

Manual Para Mulheres de Limpeza de Lucia Berlin, um livro de contos que dizem estar cheios de vida, perto de serem obras primas, uma escrita avassaladora. A mim parece-me ser imperdível.

O mais recente livro de Pepetela, Se o Passado Não Tivesse Asas, também está na minha lista mas também não será uma leitura para os próximos meses.

 

Já leram algum destes livros?

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