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Claro como a água

Claro como a água

29
Jul16

OPINIÃO | Furiosamente Feliz

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Título: Furiosamente Feliz

Autor: Jenny Lawson

Ano da publicação: 2016

Editora: Marcador

 

"Somos todos bastante bizarros, alguns de nós são apenas melhores a escondê-los."

 

Quando terminei este livro sentia-me tão bem, tão feliz. Só me apetecia falar sobre o livro, recomendá-lo, reler as passagens mais marcantes e olhar, uma vez mais, para este guaxinim maravilhosamente bem-disposto (o Rory). É impossível não sorrir. Acho até que vou adoptar esta capa para todos os meus livros, se não for para me fazer feliz, que seja para arrancar um sorriso às pessoas à minha volta.

 

A autora deste livro é Jenny Lawson, uma mulher que reconhece ser doida mas que escolheu ser furiosamente feliz. Apesar das doenças mentais, fobias, depressões profundas e ainda uma artrite reumatóide, Jenny consegue ter uma postura perante a vida como pouca gente consegue ter. É essa a mensagem que Jenny quer passar. Este livro não é um manual sobre como ser feliz ou como ultrapassar a depressão, é antes uma partilha de experiências entre Jenny e os seus leitores, que sem nos apercebermos pode mudar a forma como levamos a vida.

 

Sei que muitos de vós não vão sequer ponderar ler este livro quando souberem que se encontra na secções de auto-ajuda, mas ainda assim, e porque não consigo evitar, vou dar-vos motivos para o lerem.

Se sofrem de distúrbios mentais, fobias, depressões profundas ou até mesmo artrite reumatóide, e tendo em conta que o livro está na secção de auto-ajuda, então têm mesmo de ler este livro.

Se não sofrem de nenhuma das doenças mencionadas no parágrafo anterior, então das duas uma: ou conhecem alguém que tem pelo menos um destes problemas, e nesse caso fará igualmente sentido que leiam o livro, ou então não, e assim sendo digo-vos que este livro vai proporcionar-vos umas boas gargalhadas e provavelmente levar-vos a questionar a vossa sanidade mental

A Jenny é uma pessoa genial, com um sentido de humor como nunca vi e não se dá nada mal com a escrita, pelo contrário, consegue expressar-se muito bem e cativar o leitor (tenho de dar os parabéns à editora pela tradução). Se tiverem dúvidas podem consultar o blog da Jenny. Soltei imensas gargalhadas, sorrisos e algumas vezes, ainda que poucas, a autora conseguiu deixar-me o coração bem apertadinho.  

 

Este livro conseguiu aquilo que nenhum outro livro conseguiu: levou-me a questionar-me acerca da minha maluqueira, doidice, paranóia, ou outro nome semelhante. Em vários momentos senti que a autora teve a coragem de transportar para a realidade (leia-se, livro) alguns dos pensamentos que temos na nossa cabeça, ou pelo menos que eu tenho na minha. Calma, não fujam já! Ainda não sou perigosa nem totalmente doida! Aqueles pensamentos mais drásticos que a autora tem, como por exemplo, "os meus principais pensamentos durante as férias são: esfaqueia, esfaqueia, esfaqueia, foge!", eu não tenho (mas vou testar durante as próximas férias). 

 

É claro que a maioria das histórias/memórias/pensamentos da autora são um pouco loucos, e é nessas alturas que soltamos as maiores gargalhadas. Deixo-vos um excerto só para aguçar a curiosidade:

 

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Não é um livro de ficção, não é um manual sobre como ser louco neste mundo e sobreviver, é um livro que merece ser lido e relido para nos relembrar que estamos cá para viver e não para sobreviver, que devemos ser bizarros, diferentes, únicos, mas furiosamente felizes! Eu cá conto lê-lo sempre que sentir que preciso, nem que seja para que a Jenny me lembre que "a celulite da pessoa mais feia é sempre mais atraente do que o intestino grosso da super-modelo mais bonita."

 

Classificação no Goodreads: 5/5

27
Jul16

Desabafo de uma leitora (um pouco maluquinha)

Para me salvaguardar deixem que vos diga que NÃO sou uma pessoa consumista nem interesseira e também NÃO sou uma ingrata, nem quero que este post se transforme numa reclamação. Sou apenas uma APAIXONADA POR LIVROS que se indigna facilmente.

 

Agora que já fiz os possíveis para vos manter por aqui, passo a expor o tema que muito me tem inquietado. 

 

Não faço questão de receber presentes no meu aniversário, é claro que gosto de os receber (quem não?) e a verdade é que todos os anos recebo um ou outro presente de familiares e amigos mais próximos. Mas, porque tudo na vida envolve uma ou várias conjunções adversativas, muito raramente me oferecem um livro. Sempre estranhei que assim fosse porque todas as pessoas à minha volta sabem que gosto de ler e que leio com regularidade. 

Quando me perguntavam o que queria receber eu respondia que um livro seria o ideal, muitas vezes até indicava um livro específico. A reacção à minha sugestão era algo do género: "Ohh, um livro? Não era bem isso que te queria dar", ou então: "Outro? Já tens tantos" ou ainda "Mas não há mais nada de que precises?".

 

Nem é bem o facto de não receber livros que me incomoda, não quero sequer que vos pareça que sou ingrata e fútil, (in)felizmente vocês não me conhecem e estes meus familiares e amigos mais próximos não estão a ler este post (e se estão talvez deixem de me oferecer presentes). O que me indigna seriamente é que estas pessoas de quem gosto muito, e muitas outras por este Portugal fora, não percebem que um livro não é SÓ um livro, livros nunca são demais e o mais importante, os livros ajudam-nos a sonhar e fazem de nós melhores seres humanos.

 

Pensar em como me tenho transformado desde que comecei a ler regularmente é assustadoramente fantástico:

- Tornei-me mais empática e humana

- Passei a conseguir ter vários pontos de vista

- Tornei-me melhor comunicadora

- Expandi o meu vocabulário

- Passei a ter uma visão diferente da sociedade, sou mais crítica e também mais compreensiva

- A minha imaginação ganhou asas, sou mais sonhadora

- Sou mais feliz

 

Ler um livro é como sonhar de olhos abertos, é sentir que a realidade à nossa volta desapareceu, já não estamos lá, é deixar que o livro nos envolva, é dar vida àquelas personagens, é estarmos felizes por elas, ficar tristes com elas. Bem vistas as coisas, enquanto lemos um livro sentimo-nos livres, despreocupados e felizes, como só um maluquinho consegue ser. Sim, ler um livro também é ser um bocadinho maluquinho. Parece exagero? Então é porque ainda não chegaram lá.

 

Desconfio que apenas os leitores regulares (aqueles leitores que têm sempre um livro na mesa de cabeceira, ainda que possam ler "apenas" 10 livros por ano) sabem o que é o prazer de ler um livro, acho também que só essas pessoas reconhecem verdadeiramente a importância que a leitura tem a nível intelectual e emocional. 

 

Ufaaa, este desabafo soube mesmo bem! Tenho a sensação de que muitos de vós partilham do desabafo.

 

P.S.: estou quase a fazer 25 anos (uma idade relativamente importante) talvez queiram repensar a vossa opinião sobre os livros, por favor?  

 

27
Jul16

Respira fundo antes de perderes a cabeça

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São 50% em livros com mais de 18 meses, só hoje, no novo site da Editorial Presença! Arranjem espaço na estante!

Todas as obras (editadas pela Editorial Presença) de Tolstoi e Dostoievski fazem parte da promoção, também já vi uns quantos da Marcador que me interessam.Aiiii...

 

[Actualização: comprei O Idiota de Fiodor Dostoievski, A Menina que fazia nevar de Grace McCleen e O Homem que Plantava Árvores de Jean Giono]

26
Jul16

OPINIÃO | A Viúva

A Viúva

 

 Título: A Viúva

Autor: Fiona Barton

Ano da publicação: 2016

Editora: Planeta Editora

 

A Viúva é um dos mais recentes thrillers psicológicos que podemos encontrar na secção das novidades em qualquer livraria portuguesa. Há muito que deixei de comprar novidades literárias e de ler best-sellers por excelência, este foi-me gentilmente emprestado (e muito recomendado) pela Sandra (a mesma amiga que me emprestou o Viver Depois de Ti). A Sandra deixou-se contagiar pelo bichinho da leitura e agora também ela me recomenda livros.

 

A autora deste thirller é Fiona Barton, uma jornalista que lidou de perto com casos muito mediáticos, nomeadamente com o caso do desaparecimento de Madeleine McCann. Daí advêm a forma como a autora explora o caso do desaparecimento de uma criança e também o foco na relação entre os protagonistas do caso e os jornalistas.

 

Achei o livro confuso pela forma como está estruturado, vários narradores-protagonistas, várias transições no tempo, este sentimento de confusão esteve presente ao longo da leitura, tendo no entanto esmorecido com o virar das páginas. A autora apresenta-nos várias percepções do mesmo acontecimento segundo diferentes personagens, no entanto a forma como o faz é bastante clara e acabou por ser uma das características de que mais gostei.

 

Outro ponto positivo nesta obra é o suspense. A autora consegue deixar o leitor em estado alerta e a duvidar de todos os intervenientes. Apenas no final tudo faz sentido, e quando digo final é mesmo algures nas últimas 5 páginas. 

 

A escrita é simples e de fácil compreensão mas há algo nela que me deixou reticente e não permitiu que o livro me absorvesse realmente. Um livro que esperaria ler em 2 ou 3 dias, levou 6 dias para ser lido, precisamente por não sentir aquela necessidade de saber como termina a história, isso apenas aconteceu no último quarto do livro. Isto pode não fazer sentido nenhum, na minha cabeça não faz muito, como é que uma história tão interessante e misteriosa pode não cativar o leitor por ter uma escrita aborrecida? É que a história tem tudo para deixar o leitor preso ao livro.

 

Esta obra tem sido referenciada aos leitores de A Rapariga no Comboio e Em Parte Incerta, quanto a mim qualquer um destes dois livros é superior a este. A Viúva revelou-se uma leitura interessante, pela história e não pela escrita, ideal para quem procura uma leitura leve.

 

Classificação no Goodreads: 3/5 

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