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Claro como a água

Claro como a água

05
Jun16

OPINIÃO | Um Crime no Expresso do Oriente

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Título: Um Crime no Expresso do Oriente

Autor:  Agatha Christie

Ano da primeira publicação: 1934

Editora: Biblioteca Visão

 

 

Este foi o primeiro livro que li da autoria de Agatha Christie, a Rainha do Crime. Não sei explicar como é que estive todo este tempo sem pegar num livro dela, tenho este na estante há algum tempo mas fui adiando a leitura até agora.

 

Vergonha exposta e assumida, passemos ao que interessa. Primeiro facto: Agatha Christie é totalmente diferente de tudo o que já li; Segundo facto: o Poirot é a personagem mais genial de que tenho memória; Terceiro facto: vou querer ler todas as obras da Agatha Christie (e sim, eu sei que são imensas).

 

A lógica é o ingrediente-chave desta obra, presente ao longo de todo o livro, na sua estrutura, na exposição dos acontecimentos e até na forma como as personagens são construídas. Sou uma amante fervorosa da lógica e também por isso já suspeitava que ia tornar-me fã de Hercule Poirot.

 

Pelo título adivinha-se que a acção se desenrola num comboio, é lá que é cometido o crime e é também lá que Poirot tem de descobrir o seu autor. A obra está dividida em três partes denominadas Os Factos, Os Depoimentos e Hercule Poirot Senta-se e Pensa, logo aqui é perceptível a diferença entre esta obra e outros policiais. Mas há mais. Para além de todos os acontecimentos interessantes terem como pano de fundo o comboio, a autor criou um cenário fechado, ou seja, sabemos que o autor do crime é um dos passageiros do comboio e mais, sabemos que essa pessoa ainda está no comboio. Só Poirot com o seu incrível poder de dedução poderia desvendar um caso destes!

  

Outra característica diferenciadora desta obra são as descrições extensas e pormenorizadas, essenciais para a resolução do caso. Fiquei surpreendida com a escrita da autora, não esperava que fosse tão acessível e fluida, dada a complexidade dos casos que apresenta, mas estava enganada, prendeu-me do início ao fim.

 

Querem saber mais? Vão ter de ler cada página de Um Crime no Expresso do Oriente, não se irão arrepender. Quanto a mim, vou certamente continuar a ler as obras da autora, tenho A Casa Torta, As Dez Figuras Negras e O Assassinato de Roger Ackroyd à espera na estante, os suficientes para me entreter durante uns tempos.

 

Classificação no Goodreads: 5/5

03
Jun16

Não compro mais livros até ao final dos meus dias (Parte 2 de 4)

E essas compras na Feira do Livro, Rita? Aqui estão elas, pelo menos as primeiras:

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Apesar de achar que este ano os descontos da FL estão muito aquém das minhas expectativas, como já disse aqui e aqui, ainda consegui fazer algumas compras sem gastar tanto dinheiro.

Comprei A Metamorfose de Franz Kafka e A Casa dos Espíritos de Isabel Allende com 50% de desconto, por serem livros do dia. Trouxe Americanah de Chimamanda Ngozi Adichie também com 50% de desconto, este livro é tão caro que tive mesmo de aproveitar o desconto. Na banca da Relógio d'Água, a dos saldos e não a outra, encontrei, perdido no meio de tanto livro, O Despertar de Kate Chopin por €5. Fiz também (ou apenas) duas compras nada ponderadas: Coração Impaciente de Stefan Zweig, estava a €5, e As Dez Figuras Negras de Agatha Christie, comprei por €10.

 

E isto foi só na primeira vistia à feira, ainda há mais...

02
Jun16

OPINIÃO | Red Rising

Red Rising (Red Rising, #1)

 

Título: A Alvorada Vermelha

Autor:  Pierce Brown

Ano de publicação: 2015

Editora: Editorial Presença

 

Uma frase para resumir o livro: The Hunger Games em Marte. Têm duvidas, ora vejam:

- Ambos têm uma sociedade dividida em "fracções", dependendo da matéria que produzem

- Ambos têm arenas onde os adolescentes se matam uns aos outros

- Ambos têm protagonistas (revoltados) que de alguma forma se vão destacar na sociedade

 

Red Rising, traduzido em Portugal como A Alvorada Vermelha, é o primeiro livro da trilogia com o mesmo nome. Foi publicado em Portugal em 2015 e tem sido um sucesso. Meio mundo adora esta série, a outra metade ainda não a leu, para mim foi uma desilusão. Sinto-me um bocadinho mal por só dar duas estrelas, mas quando penso em dar três lembro-me do quão aborrecido e desesperante foi terminar o livro. O mais estranho é que comecei por gostar bastante, estava entusiasmada com este novo mundo e com as personagens que o autor criou, mas até as personagens mais interessantes desapareceram e o meu interesse desvaneceu.

 

A escrita do autor não é má mas tem duas particularidades que creio terem dificultado muito a minha leitura. Nas primeiras páginas deparamo-nos logo com um vocabulário muito próprio e diferente, o autor "inventa palavras" como acontece em outras utopias, que dificultam a compreensão e diminuem a fluidez da leitura. Como se isso não fosse já suficientemente frustrante, a acção desenrola-se a um ritmo muito muito lento e parece-me que o autor se esforça demasiado para impressionar o leitor.

 

Ainda que a temática e a sinopse do livro tivessem tudo para dar certo, a execução deixa muito a desejar. Mas a minha opinião vale o que vale, bem vistas as coisas há muita gente por aí (a maioria) que venera o Pierce Brown e que neste momento deve estar a pensar que enlouqueci de vez.

 

Classificação no goodreads: 2/5

01
Jun16

OPINIÃO | Veronika Decide Morrer

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Título: Veronika Decide Morrer

Autor:  Paulo Coelho

Ano de publicação: 2002

Editora: Pergaminho

 

Veronika é uma mulher eslovena que aos 24 anos decide pôr termo à vida por duas razões: primeiro, a sua vida era uma rotina, sempre igual, a juventude ficou para trás e nunca a poderá recuperar; segundo, tudo está errado no mundo e Veronika sente-se incapaz de mudar alguma coisa.  Acontece que nada corre como Veronika tinha planeado e a jovem acorda numa clínica para doentes com distúrbios mentais. Por esta altura já eu estava deprimida e sem vontade de continuar...

 

“Durante toda a sua vida, Veronika percebera que um imenso número de pessoas que ela conhecia comentavam os horrores da vida alheia como se estivessem muito preocupadas em ajudar – mas, na verdade, se compraziam com o sofrimento dos outros, porque isso as fazia crer que eram felizes, a vida tinha sido generosa com elas."

 

Parece-me que o autor Paulo Coelho tentou explicar aos leitores o que é a loucura levando-nos a concluir que todas as pessoas são loucas à sua maneira. Para ele insanidade é normal e todos devemos parar de nos questionar sobre o nosso nível de loucura, devendo antes ocuparmo-nos em viver a vida. 

 

"Não existe nada de completamente errado no mundo, mesmo um relógio parado, consegue estar certo duas vezes por dia."

 

Para mim esta metodologia não funcionou. As personagens que o autor criou, em particular a Veronika, não foram bem caracterizadas tornando-se demasiado impessoais, para além disso têm comportamentos absurdos e incompreensíveis, não consegui relacionar-me com nenhuma delas. 

 

Este foi o meu primeiro contacto com o autor Paulo Coelho, tinha muita curiosidade em conhecer as suas obras. No geral a história está engraçada e passa uma mensagem, a escrita é acessível, lê-se bem, mas ficou aquém das minhas expectativas em vários aspectos. Talvez esta escrita mais filosófica e o estilo "auto-ajuda" não sejam o mais adequado para mim.

 

Classificação no goodreads: 2/5

Pág. 5/5

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