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Claro como a água

Claro como a água

26
Mar16

A minha experiência com o Kobo

Para alguém que adora ler e que se diz viciado em livros não foi fácil assumir que se rendeu ao eReader. Aconteceu comigo e vão perceber que não é algo assim tão descabido.

 

Comprei o meu eReader há cerca de um ano, na altura vi vários modelos e estive indecisa entre o Kobo e o Kindle. Acabei por concluir que o mais indicado para mim seria o Kobo Aura.

 

É certo que ler no papel continua a ser essencial para mim, o Kobo não veio substituir nada, veio sim complementar os meus livros físicos permitindo-me que leia mais e em melhores condições.

Como podem perceber pelo blog, continuo a comprar e a ler regularmente livros físicos e não abdico deles por nada, o que faço é ir alternando entre livros físicos e ebooks conforme as minhas necessidades.

Por exemplo, em Fevereiro fiz uma viagem de trabalho a Londres de apenas 2 dias em que a bagagem que levava comigo era bastante reduzida. Como ia passar muito tempo no hotel, no avião e no quarto, percebi que ia ler bastante e optei por levar o Kobo comigo. Li dois livros durante esses dias e não tive de transportar dois livros físicos.

Penso que as duas opções (livro em papel e ebook) têm as suas vantagens e desvantagens, aqui ficam o que considero serem os prós/contras de ler no Kobo Aura:

 

 

24
Mar16

Desafio Limpar a Estante | Votação #2

A primeira votação para o Desafio Limpar a Estante foi há já um mês, está na altura de ler mais um dos livros-por-ler que tenho na estante.

Vou lançar aqui e no instagram a votação que decorrerá até domingo dia 27 de Março. Eis a minha selecção:

 

 :

 

As Luzes nas Casas dos Outros de Chiara Gamberale

Um Crime no Expresso do Oriente de Agatha Christie

A Fúria dos Reis (GoT #3) de George R. R. Martin

À Morte Ninguém Escapa de M. J.Arlidge

Jane Eyre de Charlotte Brontë

 

Quais já leram, quais recomendam ou quais têm curiosidade em ler?

Obrigada!

 

23
Mar16

CITAÇÃO | Valter Hugo Mãe

Não ler, pensei, era como fechar os olhos, fechar os ouvidos, perder sentidos. As pessoas que não liam não tinham sentidos. Andavam como sem ver, sem ouvir, sem falar. Não sabiam sequer o sabor das batatas. Só os livros explicavam tudo. As pessoas que não leem apagam-se no mapa de deus.

 

em A Desumanização, de Valter Hugo Mãe

22
Mar16

OPINIÃO | A Desumanização

Sem Título.png 

Título: A Desumanização

Autor: Valter Hugo Mãe

Ano da primeira publicação: 2013

Editora: Porto Editora

 

"Quando nasci já o meu irmão Casimiro havia falecido. Durante a infância imaginava-o à minha imagem, um menino crescendo como eu, capaz de conversar comigo partilhando os mesmos interesses. Sabia embora, que estava deitado sob a terra, e pensava que a palavra coração era da família da palavra caroço, uma semente. Achava que os meninos mortos faziam nascer pessegueiros porque os pêssegos tinham pele. O primeiro pêssego que comi foi em idade adulta."

 

Este excerto faz parte da nota do autor ao livro e revela o ponto de partida para esta obra brilhante. O autor dedica a obra ao irmão falecido que nunca chegou a conhecer, mas que o acompanhou e cresceu consigo no seu imaginário infantil.

 

A Desumanização é o terceiro livro que leio de Valter Hugo Mãe e uma vez mais o autor fala-nos da vida, da morte e do sentimento de perda, como tão bem soube fazer nos outros dois livros que li: A Máquina de Fazer Espanhóis e O Filho de Mil Homens.

 

A narradora desta história é também a protagonista, Halldora, uma menina de 12 anos, que vive nos fiordes islandeses, que perdeu a sua irmã gémea, Sigridur, e que é obrigada a tornar-se mulher para sobreviver à morte que deixou muito pouco. Halldora cresce no seio de uma família despedaçada, sem orientação, com um pai esvaziado e uma mãe que o sofrimento tornou cruel. 

 

"Mais tarde, também eu arrancarei o coração do peito para o secar como um trapo e usar limpando apenas as coisas mais estúpidas."

 

"Lembrei-me do que a Sigridur me confessara. Que talvez a morte fosse inteligência. Consciência absoluta e inteligência. Uma coisa boa. A morte haveria de ser uma coisa boa. Feliz. Haveria de ser feliz."

 

Esta é uma história dramática mas não apenas mais uma, é uma história de Valter Hugo Mãe como só ele poderia ter escrito, pois são poucos os que conseguem criar beleza com tanta tristeza e tão pouca esperança.

 

Gostei muito e sinto que vou ficar com uma ressaca literária bem grande. Não acho que seja um livro para todas as pessoas mas Valter Hugo Mãe é mesmo isto. Recomendo!

 

Classificação no Goodreads: 5/5

 

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