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Claro como a água

Claro como a água

31
Mar16

LEITURAS DO MÊS | Março

Março trouxe-me algumas desilusões literárias, mas também algumas boas surpresas. Li:

 

10 livros

3 de autores portugueses

5 livros de autores que nunca tinha lido

3 clássicos da literatura

2 ebooks

 

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Já publiquei a opinião de todas as leituras de Março aqui no blog, deixo apenas um resumo da classificação que atribuí a cada livro:

 

O Voo da Cotovia de Kathryn Erskine - 4/5

Uma Agulha no Palheiro de J. D. Salinger - 3/5

Um Quarto Só Para Si de Virginia Woolf - 4/5

A Terceira Condição de Amos Oz -1/5

O Pintor debaixo do lava-loiças de Afonso Cruz - 5/5

Persuasão de Jane Austen - 4/5

Franny e Zooey de J. D. Salinger - 2/5

A Desumanização de Valter Hugo Mãe - 5/5

Biografia Involuntária dos Amantes de João Tordo - 4/5

Eleanor & Park de Rainbow Rowell - 4/5

 

Leitura de que mais gostei: O Pintor debaixo do lava-loiças de Afonso Cruz

 

Leitura de que menos gostei: A Terceira Condição de Amos Oz 

31
Mar16

OPINIÃO | Eleanor & Park

 :

 

Título: Eleanor & Park

Autor: Rainbow Rowell

Ano de publicação: 2013

Editora: Chá das Cinco

 

Este não é um género literário que me agrade particularmente e como tal não tenho por hábito ler este tipo de livros. No entanto, a popularidade fora do normal que este livro estava a ter, principalmente entre leitores adultos, fez-me querer perceber como é que um livro do género young adult era capaz de agradar a leitores com gostos tão distintos e obter reviews tão positivas. Só poderia perceber isso se lê-se o livro e assim fiz, enchi-me de coragem e comecei a ler Eleanor & Parko romance lamechas que derrete corações por este mundo fora.

 

Li o ebook da versão em inglês, com uns capítulos na versão audiobook, e portanto os excertos que apresento nesta review estão em inglês.

 

Tal como o título sugere, a autora Rainbow Rowell apresenta-nos duas personagens principais: Eleanor e Park, que são tudo menos aquilo que imaginei inicialmente. Eleanor é uma rapariga de 16 anos, é nova na escola, ruiva, com uma forma estranha de se vestir e que cresce num ambiente familiar caótico. Park é um rapaz também de 16 anos, com descendência coreana, veste-se de negro e tenta passar despercebido na escola. No início os dois adolescentes nem se falam, mas as viagens de autocarro para a escola acabam por "forçar" uma relação entre os dois.

 

Como já devem ter percebido, esta é uma história fofinha, com algumas lamechices, mas não é apenas mais um romance entre dois adolescentes. A autora aborda temas como a violência familiar, o bullying, a amizade, o ódio e o amor. Através da escrita simples mas bastante descritiva, capítulos curtos narrados alteradamente por Eleanor e Park, a autora consegue transportar-nos de volta à adolescência.

 

Por ser uma história com uma temática tão forte e uma escrita bastante directa, consigo perceber parte da popularidade que este livro alcançou. Ainda que não o tenha achado magnífico gostei bastante, foi uma leitura diferente, muito emotiva com um final inesperado que adorei! Ahh e tem também umas passagens que nos tocam:

 

 "You think that holding someone hard will bring them closer. You think that you can hold them so hard that you'll still feel them, embossed on you, when you pull away. Every time Eleanor pulled away from Park, she felt the gasping loss of him."

 

 "Eleanor was right. She never looked nice. She looked like art, and art wasn't supposed to look nice; it was supposed to make you feel something."

 

Para concluir resta-me recomendar a leitura do livro Eleanor & Park a todos os amantes do género literário young adult e também aos mais avessos a este tipo de livros, se tiverem de escolher um escolham este, vai valer a pena.

 

Classificação no Goodreads: 4/5

30
Mar16

Livros novos na Estante | Março

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Março foi o mês da desgraça. Foi um mês complicado na minha vida profissional e essa "instabilidade" acabou por reflectir-se nos livros que adquiri (é estranho mas está a tornar-se um hábito).

 

Quase todos os livros que comprei estavam com desconto superior a 10% e o livro Os Enamoramentos de Javier Marías foi-me oferecido. Deixo em baixo a lista das aquisições de Março, caso a imagem deixe alguma dúvida:

 

Os Enamoramentos de Javier Marías

Em Teu Ventre de José Luís Peixoto

Biografia Involuntária dos Amantes de João Tordo, com opinião já publicada no blog (aqui)

Coração tão Branco de Javier Marías

O Grande Gatsby de F. Scott Fitzgerald

Franny e Zooey de J. D. Salinger, com opinião já publicada no blog (aqui)

As luzes nas casas dos outros de Chiara Gamberale

 

29
Mar16

OPINIÃO | Biografia Involuntária dos Amantes

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Título: Biografia Involuntária dos Amantes

Autor: João Tordo

Ano de publicação: 2014

Editora: Alfaguara

 

Este foi o segundo livro de João Tordo que li, o primeiro foi O Luto de Elias Gro. Apesar de ter lido apenas dois livros do autor, noto uma certa tendência em criar personagens complexas envoltas em mistério.

 

Esta Biografia Involuntária dos Amantes é uma história triste sobre amor, amizade e obsessão, escrita ao estilo de João Tordo. Neste romance o autor dá-nos a conhecer um jovem professor universitário, cujo nome desconhecemos, divorciado e com uma relação complicada com a filha adolescente. É esta personagem que nos acompanha ao longo de toda a história e que busca encontrar sentido para a história de amor do amigo Saldaña Paris, um jovem poeta mexicano, com quem desenvolve uma relação muito especial. 

 

"Acho que foi nesse instante que me senti apaixonado por Antónia. Num sentido puramente romântico: não a desejava; não a queria possuir como quisera possuir Débora, sem lhe ver o rosto e porque isso me permitia transgredir, perdendo-me e perdendo a noção de que transgredia. Senti que gostava de Antónia da mesma maneira que gostava de Saldaña Paris, ao intuir que tudo entre nós estava para lá da transgressão; que nada entre nós era refém do capricho ou do desejo."

 

Ainda que a história se desenrola principalmente em Espanha, gostei que o autor nos levasse a outros países como, por exemplo, Canadá, México e Portugal.

 

João Tordo escreve muito bem, a sua escrita bastante descritiva e envolvente prende-nos do início ao fim. Ao longo do livro encontramos alguns momentos muito especiais como estes que partilho convosco:

 

"Que é feito de ti?"
Encolhi os ombros. 
"Nunca mais me vi. Se me encontrares, avisa-me."
"As pessoas perdem-se."
"É verdade."
Sorri.

 

"A melancolia é impossível de combater porque, a partir do momento em que nos aventuramos no mundo, teremos sempre saudades de tudo. De tudo. Do que fizemos e do que não fizemos, de quem se cruzou no nosso caminho e de quem jamais conseguiremos encontrar."

 

Apesar de todos os pontos positivos que já referi, tenho de confessar que esta leitura ficou aquém das minhas expectativas, não só pelo enredo mas também pela escrita. Não encontrei nesta obra passagens tão maravilhosas (nem com tanta frequência) como em O Luto de Elias Gro, nem consegui ligar-me às personagens da mesma forma. Reconheço que parte desta desilusão possa dever-se à elevada expectativa que tinha.

Acho que foi esta ligeira desilusão que me leva a classificar esta obra com quatro estrelas. No entanto foi uma leitura muito agradável e que aguçou o apetite para ler outras obras de João Tordo, um dos melhores autores portugueses da actualidade.

 

Classificação no Goodreads:4/5

28
Mar16

Desafio Limpar a Estante | Leitura #2

Terminadas as votações para a segunda leitura, o livro eleito foi Jane Eyre de Charlotte Brontë. Obrigada a todos os que votaram.

Há muito que tenho esta edição da Civilização Editora a morar lá em casa, mas ainda não tive coragem para me dedicar a ela. Confesso que o receio de me desiludir, à semelhança do que aconteceu com O Monte dos Vendavais de Emily Brontë, levou a que adiasse a leitura.

 

Jane Eyre

 

Vou começar hoje a leitura, assim que terminar publico a opinião aqui no blog. Boas Leituras!

Pág. 1/8

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