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Claro como a água

Claro como a água

17
Jan18

O meu Kobo

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Há cerca de dois anos partilhei convosco como me rendi ao eReader aqui. Desde então a minha opinião não mudou, continuo a gostar bastante de ler no meu Kobo, no entanto descobri que os meus hábitos de leitura são cíclicos: se há períodos em que só leio no Kobo, também passo algum tempo sem lhe pegar lendo apenas em papel. Nas últimas semanas tenho encontrado o equilíbrio entre os dois formatos.

 

Comprei o meu Kobo em outubro de 2014, e nele já li 67 livros. De tempos em tempos gosto de percorrer a minha lista de livros por ler e alimentar o meu Kobo com alguns desses desejos. Neste momento estou a terminar a leitura da versão inglesa do livro Extremamente Alto e Incrivelmente Perto de Jonathan Safran Foer: 

CR.jpg

 

Tenho ainda 8 livros disponíveis na minha estante digital:

Books on kobo.png

Destes 8 livros apenas O Ano da Morte de Ricardo Reis de José Saramago é em português, os restantes comprei em inglês, principalmente por ser muuuiiito mais barato. Uma das vantagens de ler em formato digital, para além da que todos conhecem relativamente ao preço dos ebooks, é a maior acessibilidade e oferta de livros em formato digital.

Sei que a maioria dos leitores só gosta de ler em papel, há até quem seja avesso à leitura digital. Quanto a mim, acho que um equilíbrio é o ideal, ambos os formatos têm vantagens e desvantagens há que escolher o melhor para cada ocasião.

15
Jan18

Também perdem conta ao número de livros que estão a ler?

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Começo a ler um livro, um calhamaço daqueles que não dá para ler nos transportes, escolho lê-lo só em casa e pego noutro para levar na mala. Leio os dois ao mesmo tempo, um bocadinho de um, mais umas páginas do outro. Olho para a estante, está ali um livro que comprei recentemente e que estou mortinha por ler, pego nele para ler só meia dúzia de palavras. Acabo por juntá-lo aos outros dois. Em circunstâncias muito particulares, por exemplo um autocarro sem luz que me leva a casa no final do dia de trabalho, tenho de ler no Kobo, escolho um romance fácil e um livro de não-ficção para desanuviar. Quando me dou conta já estou a ler cinco livros ao mesmo tempo e não sei para onde me virar...

13
Jan18

OPINIÃO | A Vegetariana

A Vegetariana.jpg 

Título: A Vegetariana

Autor: Han Kang

Ano da primeira publicação: 2007

Editora: Dom Quixote

 

A Vegetariana foi uma leitura ainda de 2017. Vencedor do Man Booker International Prize em 2016 descrito como "um romance contada a três vozes, com três perspetivas diferentes, esta concisa, inquietante e linda história retrata a normal rejeição de uma mulher a todas as convenções e premissas que a ligam à sua casa família e sociedade”.

Esta descrição, feita pelo júri do prémio, parece-me um tanto exagerada, se retirarmos os adjetivos linda, associado à história, e normal, associado à rejeição da mulher à família e à sociedade, então aí sim já me parecia uma descrição mais próxima da perceção que tive.

 

Sinto que devia elaborar a minha opinião, se assim não fosse qual o sentido deste post? No entanto, tal como acontece sempre que um livro não me fascina, e talvez também por já terem passado algumas semanas desde que terminei a leitura de A Vegetariana, não estou com vontade de elaborar desta vez...

 

De uma forma sucinta, aqui ficam os pontos que gostava de referir:

+ a escrita é agradável

+ a mensagem principal sobre cada um fazer o que quiser sobre o seu corpo é muito forte

- o título não faz sentido, pelo menos a partir do momento em que se começa a associar a escolha alimentar com a anorexia

- as personagens e toda a história são demasiado estranhas

- o livro lê-se rapidamente mas passado uns dias já mal nos lembramos dele

 

Não me fascinou. 

 

Classificação no Goodreads: 3/5

04
Jan18

OPINIÃO | A Bicicleta que Tinha Bigodes

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Título: A Bicicleta que tinha Bigodes

Autor: Ondjaki

Ano da primeira publicação: 2011

Editora: Caminho 

 

A fórmula mágica que fazem qualquer leitor apaixonar-se pelas obras de Ondjaki não é segredo, a receita é a de sempre: um retrato da infância contada num português bonito.

A Bicicleta que Tinha Bigodes estava na minha lista desde o dia em que li Uma Escuridão Bonita, só este Natal me chegou à estante, disfarçado de presente de Natal, chegou pelas mãos de uma pessoa muito querida que conhece o meu fascínio pelas obras do Ondjaki.

 

A bicicleta de que fala o título é o primeiro prémio de um concurso da Rádio Nacional de Angola para a melhor história infantil escrita pelos ouvintes da rádio. Da bicicleta sabe-se que tem as cores da bandeira nacional: amarelo, vermelho e preto e, se quisermos crer, tem bigodes. Do protagonista desta história sabemos que é um miúdo angolano que mora em Luanda, tem como amigos a Isaura, que batiza todos os bichos da zona, veja-se o exemplo dos sapos Fidel e Raúl e do gato Gandhi, e o camarada JorgeTemCalma, que nunca tem calma, e ambiciona ganhar a bicicleta para não só usufruir dela, mas também para que outros o possam fazer.

 

O livro é muito pequenino, diria que demasiado curto, uma escrita tão bonita merecia mais umas páginas, mas tem uma mensagem muito forte, tal como Ondjaki já nos havia habituado.

 

- Gostas de estrelas?
-Gosto bué, tio Rui. Brilham sem gastar a pilha. Só nunca consegui entender a cor delas.
- As estrelas não têm cor, são como as pessoas.
- Eu pensei que a cor das pessoas ficava na pele delas.
- Não. A cor das pessoas fica nos olhos de quem as olha.

 

Ondjaki será sempre o meu escape predileto à monotonia da rotina e à "banalidade" da literatura dos dias de hoje. Recomendo sempre!

 

Classificação no Goodreads: 4/5

03
Jan18

CITAÇÃO | Sobre a relação escritor-leitor

Uma história não tem princípio nem fim, só portas de entrada.

Uma história é um labirinto infinito de palavras, imagens e espíritos esconjurados para nos revelar a verdade invisível a respeito de nós mesmos. Uma história é, em última análise, uma conversa entre quem a narra e quem a escuta, e um narrador só pode contar ate onde lhe chega o ofício e um leitor só pode ler até onde leva escrito na alma.

É esta a regra-mestra que sustenta todo o artifício de papel e tinta, porque quando as luzes se apagam, a música se cala e a plateia se esvazia, a única coisa que importa é a miragem que ficou gravada no teatro da imaginação que todos os leitores têm na mente. Isso e a esperança que todo o fazedor de contos acalenta: que o leitor tenha aberto o coração a alguma das suas criaturas de papel e lhe tenha entregado qualquer coisa de si para torná-la imortal, ainda que seja só por uns minutos.

 

em O Labirinto dos Espíritos de Carlos Ruiz Zafón

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