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Claro como a água

Claro como a água

26
Ago16

Livros novos!

Este ano a coisa correu bem, recebi 4 livros. As Serviçais e Se o Passado Não Tivesse Asas foram (claramente) a pedido e deixaram-me radiante, A Ilíada vai dar-me muito trabalho mas estou desejosa de lhe pegar, sobre o Tempestade nada sei, nem conheço o autor. Se fosse uma pessoa de confiança diria que não compro livros até 2017...

 

Conhecem e/ou já leram algum destes livros?

 

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25
Ago16

DESAFIO | Doenças Literárias

Um livro por cada doença/condição proposta no desafio é o que me foi pedido pela Sandra do blog Say Hello to My Books. Aqui ficam as minhas escolhas.

 

1) Diabetes: Um livro muito doce

Por ser narrado por uma criança, não uma qualquer mas Scout Finch, Mataram a Cotovia, de Harper Lee, é uma leitura muito doce.

 Mataram a Cotovia

 

2) Varicela: Um livro que nunca mais vais pegar para ler de novo

Ofereço-o a quem quiser.

 

A Terceira Condição

 

3) Ciclo Menstrual: Um livro que reles constantemente

 Não tenho nenhum livro nestas condições.

 

4) Gripe: Um livro que se espalhou como vírus

Não vou voltar a falar sobre este livro, também o ofereço a quem quiser mas não recomendo.

 

Prometo Falhar

 

 

5) Asma: Um livro que te tirou o fôlego

Este livro lê-se num abrir e fechar de olhos tal é a necessidade de conhecer o que aconteceu a Alex. Um thriller espectacular e que recomendo.

 

 

 

6) Insónia: Um livro que te tirou o sono

Não são muitos os livros que me tiram o sono, mas os que o fazem são livros como O Meu nome é Alice de Lisa Genova. A personagem principal sofre de Alzheimer, se há coisa que me assusta e preocupa é a demência.

 

O Meu Nome é Alice

 

 

7) Amnésia: Um livro que leste mas não te lembras muito bem

É que não me lembro de quase nada, sei que o senhor tem duas filhas parece-me que têm uma relação complicada mas não passa disso.

 

Os Descendentes

 

8) Doenças de Viagem: Um livro que te leva para outra época/mundo/lugar

Todos os bons livros poderiam ser incluídos nesta categoria, mas lembro-me de um em particular que nos transporta a uma Barcelona especial e misteriosa. É literatura com alguma magia à mistura e um dos meus livros preferidos: A Sombra do Vento de Carlos Ruiz Zafón.

 

 

 

 

Deixem na secção dos comentários quais seriam as vossas escolhas para estas categorias.

Boas leituras!

23
Ago16

OPINIÃO | O Amante

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Título: O Amante

Autor: Marguerite Duras

Ano da primeira publicação: 1984

Editora: Biblioteca Sábado

 

Nota sobre esta edição: Acho que iam caindo os olhos a um senhor (já com alguma idade) quando viu a capa do livro que eu estava a ler, sejamos sinceros, esta capa é bastante ousada.

 

O Amante foi o primeiro livro de Marguerite Duras que li, já tinha a autora na lista mas foi após ler o que a Sara escreveu neste post magnífico sobre a escrita no feminino, que decidi antecipar a leitura.

 

Pelo que li sobre Marguerite Duras, percebi que a história deste romance tem muitos paralelismos com a vida da autora, não sendo, no entanto, nítida a fronteira entre a realidade e a ficção.

 

 

"Nas histórias dos meus livros que se referem à minha infância, não sei mais o que evitei dizer, o que disse, acho que falei sobre o amor que dedicamos a nossa mãe mas não sei se falei do ódio também e do amor que havia entre nós, e do ódio também, terrível, nessa história comum de ruína e de morte que era a história daquela família, a história do amor como a história do ódio e que foge ainda à minha compreensão, é ainda inacessível para mim, escondida nas profundezas da minha carne, cega como um recém-nascido de um dia. É o limiar onde começa o silêncio. O que acontece é justamente o silêncio, esse lento trabalho de toda a minha vida. Ainda estou lá, na frente daquelas crianças possessas, à mesma distância do mistério. Jamais escrevi, acreditando escrever, jamais amei, acreditando amar, jamais fiz coisa alguma que não fosse esperar diante da porta fechada."

 

É na Indochina, colónia francesa, que nasce uma relação (talvez paixão) entre uma jovem francesa de 15 anos, pobre e um homem chinês de 27 anos, rico. Esta relação, bastante controversa tanto a nível social como racial, é nos relatada pela autora de uma forma muito íntima, inquieta e sem qualquer pudor.

 

A escrita não é em nada semelhante ao que leio habitualmente, é directa, com recurso a frases curtas mas é bonita. No início da leitura foi um pouco complicado habituar-me à escrita, aconteceu ter de reler algumas passagens por a leitura não estar a fluir, mas aos poucos fui ficando mais à vontade.

 

Deixei passar vários dias após ter terminado a leitura e até começar a escrever este post porque não conseguia perceber ao certo o que sentia acerca desta história. Mesmo após alguns dias de reflexão, ainda não consegui arrumar as ideias mas uma coisa é certa, não percebo como é que só atribuí 3 estrelas ao livro. Durante a leitura não consegui apegar-me às personagens, creio que nem senti qualquer empatia com a jovem, gostei do final mas ainda assim senti que as personagens e a história me eram indiferente. Agora que já passaram duas semanas continuo a precisar de identificar e organizar alguns sentimentos mas na minha cabeça está tudo muito claro. As personagens que pensava não me terem marcado, afinal ficaram na memória, a história ficou e ainda mexe comigo. Será isto um sinal de que Marguerite Duras é uma escrita excepcional?

 

Apesar de toda esta indefinição, posso afirmar com certeza que este livro é muito mais do que aparenta e também que vou ter de reler O Amante daqui a uns tempos.

 

(Obrigada pela recomendação, Sara!)

 

Classificação no Goodreads: 4/5

22
Ago16

25 anos em livros

 :

 

25 anos, aparência de 15, 1 cabelo branco e uma pitada de maluquice por cada aniversário que celebro. Parabéns para mim!

 

Antes que fujam todos deixo o aviso: prometo controlar a parvoíce até ao final do post

 

Quando penso nos livros que marcaram os meus anos de leitora, tenho tendência em lembrar-me apenas dos que li recentemente. Se fizer um esforço e procurar nos confins do meu cérebro, encontro vários livros que marcaram a minha infância e adolescência, livros de que já não falo há muito tempo mas que ficaram, seja porque lhes tenho carinho, por os ter adorado ou porque foram traumatizantes.

 

Acho que poderia fazer um post deste género até ao meu 50º aniversário, não teria qualquer problema em encontrar 50 livros que me marcaram, mas por enquanto são "só" 25 e estes são os meus 25:

 

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Breves notas e conclusões sobre este exercício:

 

  • Todos os leitores sabem que os gostos mudam e são condicionados pelos livros que lemos. Reconheço que o meu percurso enquanto leitura foi especialmente marcado por três autores que associo a períodos de mudança e crescimento: José Saramago aos meus 14/15 anos, Harper Lee  aos 20 e Fiódor Dostoievski aos 24.

 

  • Foi Alice Vieira quem me abriu as portas para o mundo da leitura. Recomendo os seus livros a todos, em particular às crianças.

 

  • Ainda que não tenha sido uma adolescente problemática e complicada (mãe, confirma por favor), o meu eu pré-adolescente devia ser algo masoquista e ter pensamentos macabros, foi por essa altura que li aqueles três livros traumatizantes lá em cima.

 

  • Durante alguns anos só li policiais, depois dediquei-me aos romances contemporâneos, voltei aos policiais, devorei thrillers psicológicos e agora não sei bem que tipo de livros leio, talvez não haja um nome para isto. Sei é que tendo a fugir a policias e romances lamechas.

 

Só agora percebo o quanto estes livros me marcaram, parte deles não me disseram muito na altura em que os li, mas a verdade é que ficaram. Não me tinha apercebido que ainda me lembro de pormenores sobre as histórias e características dos livros (lembro-me carinhosamente das personagens de Rosa minha irmã Rosa como se as tivesse conhecido realmente quando tinha 9 anos, e isso é fascinante).

 

Como não há dois leitores iguais, digam-me quais os livros que mais vos marcaram e se se revêem nestas palavras  

 

Boas leituras!

19
Ago16

OPINIÃO | O Velho e o Mar

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Título: O Velho e o Mar

Autor: Ernest Hemingway

Ano da primeira publicação: 1952

Editora: Livros do Brasil 

 

O meu primeiro livro de Ernest Hemingway não foi nada do que esperava. Não tendo sido uma leitura espectacular foi uma experiência muito agradável e tocante. 

 

Neste romance, Hemingway retrata a aventura de um pescador numa das suas saídas para o mar. Santiago não é um pescador qualquer, já é velho, doente e está há quase três meses sem conseguir pescar um único peixe. É nestas condições e com esta personagem, que o autor constrói uma metáfora gigante sobre a capacidade do homem de encarar e superar os dramas e as adversidades da vida.

 

A escrita de Hemingway é cativante e de fácil compreensão. Esperava encontrar alguns "floreados" mas deparei-me precisamente com o contrário, uma simplicidade e coerência que inexplicavelmente nos transportam para aquele barco. 

 

O Velho e o Mar não me convenceu totalmente muito devido às personagens. É complicado valorizarmos uma obra destas quando as personagens não nos dizem muito e em certas alturas chegam a tornar-se irritantes. Foi isso que aconteceu comigo, talvez por valorizar em demasia a caracterização e construção das personagens.

 

Vou querer ler outras obras do autor, até para tornar a minha opinião mais clara. Hemingway é Prémio Nobel da Literatura e vencedor do Prémio Pulitzer precisamente com esta obra. Um clássico, poucas páginas e uma metáfora gigante, merece ser lido!

 

Classificação no Goodreads: 3/5

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