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Claro como a água

Claro como a água

02
Dez16

Calendário do Advento | 2 de Dezembro de 2016

Sempre considerei, creio, o Natal, quando a época se aproxima, uma coisa boa... É uma altura amável, própria para perdoar, para fazer caridade; é a única altura, durante o longo calendário do ano, em que homens e as mulheres parecem abrir livremente, e de comum acordo, os seus corações fechados, para pensarem naqueles que se encontram mais desprotegidos, como se fossem todos, realmente, caminheiros na mesma viagem para o túmulo, e não outra raça empenhada em rota diferente.

 

em Um Conto de Natal de Charles Dickens

01
Dez16

Calendário do Advento | 1 de Dezembro de 2016

Natal... Na província neva.

Nos lares aconchegados,

Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.

 

Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
Estou só e sonho saudade.

 

E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei!

 

 

Natal...na província neva de Fernando Pessoa

30
Nov16

OPINIÃO | Uma Menina Está Perdida no Seu Século à Procura do Pai

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Título: Uma Menina Está Perdida no Seu Século à Procura do Pai

Autor: Gonçalo M. Tavares

Ano da primeira publicação: 2014

Editora: Porto Editora

 

Nova oportunidade a Gonçalo M. Tavares na expectativa de finalmente fazer parte do grupo de leitores que o apelidam de genial.  

Hanna está sozinha na rua, perdida e em busca do pai. Hanna é uma menina de 14 anos com trissomia 21. Nas mãos traz uma cartolina dactilografada.

Marius está sozinho na rua, foge de algo. Marius sabe que não pode parar.

Os caminhos de Hanna e Marius cruzam-se. A menina sorri e entrega a cartolina a Marius. Pede-lhe ajuda para encontrar o pai. Marius lê as indicações na cartolina e questiona Hanna pela ordem indicada:

 

M: Dizer o primeiro nome

H: Hanna

M: Dizer se é rapaz ou rapariga
H: Rapariga.
M: Dizer o nome completo
H: Não.
M: Dizer o nome dos pais e dos irmãos
H: Não
M: Dizer a morada
H: Não
M: Dizer em que escola anda
H: Não
M: Dizer a idade
H: Catorze.
M: Dizer o dia e o mês de aniversário
H: 12 de outubro.
M: Dizer a cor dos olhos e do cabelo
H: Olhos: pretos. Cabelo: castanho.

 

A história de Hanna e Marius começa a ser construida neste encontro inesperado quando Marius decide ajudar a menina a encontrar o pai. Gostei bastante da personagem Hanna, as restantes não me dizem nada. Quando terminei o livro ocorreu-me um pensamento já familiar e infelizmente previsível: o que é que aconteceu aqui? os ingredientes estavam lá mas isto descambou tudo. Claramente o problema sou eu.

 

É me ainda muito difícil entender o estilo do autor, um livro sem uma estrutura definida dificilmente me convence. Perdi-me várias vezes nas divagações filosóficas do autor e sinto que o próprio autor teve dificuldade em definir o rumo da história (se é que existe um rumo). Apesar de não apreciar o estilo consigo ver algo de extraordinário e invulgar em Gonçalo M. Tavares. Todo o seu discurso é muito cinzento e impessoal, sempre complexo ao ponto de desafiar a lucidez do leitor.

 

Esta foi a última oportunidade que dei a Gonçalo M. Tavares, ainda que tenha sido uma das leituras mais positivas, trouxe-me a certeza de que nunca vou conseguir ligar-me ao autor. Oponho-me a muitas das ideias e opiniões defendidas pelo autor o que leva necessariamente a colocar um travão nesta aventura.

 

Classificação no Goodreads: 2/5

30
Nov16

CITAÇÃO | Afonso Cruz

Se Tristan soubesse verbalizar as suas emoções, seria assim: Estou à espera de que a felicidade comece a crescer como os bebés no útero das mãos e que um dia nasça e chore e queira mamar e nós eduquemos a felicidade e a levemos à escola para que saiba ler as letras das nossas veias e fazer contas de multiplicar com a nossa saliva, estou à espera de um beijo daqueles que são dirigidos somente a uma pessoa, e não daqueles que se dão a pensar em alguém que está longe, estou à espera que o dia chegue ao fim e que não comece outro, porque os dias são uma chatice. Mas Tristan não saberia verbalizar as suas emoções, portanto:
- Ia comer primeiro.

 

em Nem Todas As Baleias Voam de Afonso Cruz

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